Mariana Narrando Ele não se moveu imediatamente. Como se saísse de um transe. Então, empurrou a porta lentamente, entrando no quarto. O espaço, que já era pequeno, pareceu encolher ainda mais com a presença dele. Ele vestia apenas uma bermuda de tactel e estava descalço. O torso nu, as tatuagens, os músculos definidos em repouso… era uma visão que eu conhecia, mas que, naquele contexto, comigo vestida daquele jeito, era avassaladoramente íntima. Ele parou a alguns passos de distância, o olhar ainda preso em mim, mas agora escaneando meu corpo, do cabelo molhado aos pés descalços. — Por que você não avisou que estava aqui? — perguntei, a voz saindo mais firme do que eu esperava. — Só dei uma passada. Pra saber como é que você tá — a voz dele saiu rouca, áspera, como se não tivesse usad

