Ketlin Narrando Quando o Sanguinário não apareceu na boate, o ódio virou um coquetel perigoso dentro de mim. O desprezo, aquele papo de "novinhas" do Paulão, a humilhação de ser descartada... tudo fermentou. O Lucas, aquele velho desesperado e derrotado, surgiu como a única âncora num mar de raiva. Se o Sanga tava dando um de papa-anjo, cheirando mijo com aquela pirralha, eu ia garantir a minha noite. E se, no caminho, eu pudesse cavar um pouco mais do buraco onde ele estava metido, melhor ainda. Fiquei um tempo a mais, enchendo o velho de drink e de atenção. Ele era patético, com aquele ar de empresário falido, mas os olhos dele tinham um brilho ganancioso e sujo que eu reconhecia. Era o brilho de quem não tinha mais nada a perder. Enchi tanto a paciência (e o copo) dele que, quando sug

