Sanguinário Narrando Ela virou e meteu o pé, a porta do fundo fechando atrás dela com um estralo que foi um tapa na minha cara. Fiquei parado no meio da sala, a mão ainda formigando do toque dela, daquele "por favor, não encosta em mim". Pørra. Pørra. Virei, fui pra cozinha. Tava com a garganta seca de ódio. Peguei um copo, enchi na torneira, tomei a água toda de um gole só. A raiva não desceu. Tava lá, presa, um nó de fogo. Arremessei o copo contra a parede. O vidro estilhaçou com um barulho satisfatório, água e caco espalhados pelo chão. Alívio? Nenhum. Precisava acalmar essa pørra. Fui no aparador da sala, onde eu sempre deixava um fino. Achei, acendi, dei uma tragada que encheu o pulmão até doer. A fumaça queimou, subiu. Dei outra. E outra. Matei o baseado em segundos, sentindo o sa

