Dereck tenta apagar Vincent

562 Words
Aquela informação caiu como uma bomba, era presente de Vincent e ele não tinha o direito de vende-la sem me consultar, minha garganta se fechou novamente, fiquei com tanta raiva e decepcionada, não consegui falar nada, mas meus olhos denunciaram que não gostei, assim como ele, eu denunciava, e ele continuou. "Eu não ia vender, mas a oferta foi irrecusável e tive que vender e a casa estava fechada há muito tempo e dando despesas... Será um lindo hotel agora!". "A casa era minha e foi presente de casamento que Vincent... Não tinha o direito de vender sem me consultar!". "A casa não te pertence há muito tempo e não quero que fique com nada que lembre aquele homem", Dereck sorria vitorioso, ele estava se vingando de mim. "Já ocorreu a você que eu gostava daquela casa justamente por que foi lá que eu vivi momentos deliciosos com você?!", me levantei serrando os punhos, "Eu nunca levei outro homem para aquela casa... Você foi o primeiro e único!". Dereck deixou de sorrir, dei as costas para ele, as lágrimas rolaram, eu queria gritar de raiva, não pela casa, mas estava me magoando com essas atitudes, entrei no quarto, Dereck me puxou pelo pulso me fazendo girar, "Você me ama?". "Você não está me deixando te amar Dereck... Você está matando o meu amor cada vez que faz algo sem me consultar... Você está se vingando de Vincent a través de mim, querendo apaga-lo das minhas memórias achando que é com as coisas materiais que me deu, mas não!... Vincent vai estar na minha memória e essas, você só vai conseguir apagar quando me matar!". Dereck apertou meus braços com força, seus olhos azuis ficaram intensos, ele estava com raiva, "Diz que me ama!". "Não posso dizer que te amo, por que nesse exato momento eu estou com muita raiva de você!", disse o encarando, as lágrimas desciam, "Um dia você vai acordar Dereck... E vai perceber que só me afastou com essas suas atitudes... Você quer competir com um homem que está morto e enterrado e que não faz mais parte deste mundo!". "Diz que me ama Victória!", ele falou entre os dentes. "Me solta Dereck!", pedi tentando empurra-lo e ele me juntou nos braços e forçou um beijo, eu não aceitei, ele me afastou só um pouco. "Eu comprei um iate para você!". "Só que o iate não vai estar no meu nome, então ele não é meu!". "Eu coloco no seu nome", ele sorriu. "Você é louco... Definitivamente louco!", respirei fundo, "Não é assim que as coisas funcionam, você tira uma coisa e substituir por outra... Logo você vai estar me substituindo, por que não vou mais atender aos seus desejos e caprichos!". "Diz que me ama!". "Não!". "Diz!". Torci a boca, "Amo você!". Dereck me levou para a cama e mandou que eu tirasse a roupa, tirei sem emoção e sem vontade, já não era mais como antes, o tesão que tinha por ele tinha se apagado e o modo como pedia para poder fazer amor comigo me deixava triste, eu era um pedaço de carne, eu não sabia até que ponto eu era importante e se realmente ele me amava ou por que eu gostava de sexo e não recusava, uma coisa ele era de bom, ele gostava de fazer sexo comigo e gostava de me ver gozar.
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