A visita

924 Words
Acordei renovada e feliz, Nigel já tinha saído para ir trabalhar, eu hoje iria para o escritório, tinha coisas para fazer e delegar, logo iria me ausentar para me preparar para a maternidade e receber minha pequena nos braços, tomei um banho e curti minha barriga, tomei meu café e segui para o meu escritório, cruzei o corredor e entrei na minha sala, Killer ficou na porta como sempre, na minha mesa um bolo de correspondências, coloquei de lado, depois veria uma a uma, atendi dois empresários e dois executivos, deleguei funções e escutei quem seria o melhor para estar em meu lugar para presidir, almocei na sala de reunião com os executivos e voltei a minha sala e o interfone tocou. "Sim!".disse para a minha secretária. "A Sra. Durmam está aqui e deseja ter uma palavra rápida". Franzi o cenho, quem seria essa pessoa, "Desculpa!... Mas ela tem hora marcada?". "não senhora, mas disse que é de seu interesse, é sobre o Sr. Dereck!". Tirei o dedo do interfone e fiquei pensando se deveria ou não atender, eu queria distancia daquela gente, apertei o botão, hesitei um pouco, "Mande entrar em 15 minutos!". 15m. depois A porta se abre, uma mulher morena dona de belas curvas e um cabelo ondulado e usando um conjuntos e saia e blusa salmão surgiu a minha frente, sorria simpática e podia dizer que era uma médica, tinha seu porte para isso, me senti uma anã a sua frente e roliça por causa da barriga, ela direcionou sutilmente seu olhar para a minha barriga, eu a convidei a se sentar no sofá de couro, Bruni minha secretária ficou na porta. "Traga água e café para nós!", pedi e me voltei para aquela mulher. "Permita-me me apresentar como o meu nome, Danielle Durmam, sou ex esposa de Dereck!". "Muito prazer!", apertamos as mãos novamente, ela soltou um longo suspiro e olhou para a minha barriga, aquilo me incomodou. "Eu sei que não devia estar aqui e muito menos falar em nome de Dereck... mas ele está muito mal e mesmo eu tendo minhas divergências com ele", ela parou um instante para analisar meu comportamento corporal, eu me mantive ereta e sorridente, "Bom!... Ele sabe que o bebê é dele e está muito mal por que você está mentindo e não deixa se aproximar e conversar com você e pediu para eu tentar". "Danielle", levantei a mão para ela parar, chacoalhei a cabeça, "Eu acho que não devia se meter nessa briga... As coisas não são tão simples como parece e você vai acabar se queimando por tentar defender um lado que está arruinado e não tem volta e o bebê é meu e de Nigel, meu marido"... Danielle balançou a cabeça, "Dereck não está convencido e assim que o bebê nascer, vai pedir na justiça o teste e isso pode ser prejudicial para os negócios e você sabe disso!". "Qual é seu verdadeiro intuito de tudo isso?", a encarei, "Quer me deixar apavorada?", minha respiração se alterou, era tudo que eu não precisava, eu estava me entregando. Danielle sorriu amável, "Eu conheço Dereck a mais de quinze anos, estudamos juntos e eu nunca vi aquele homem tão apaixonado e acabado por causa de uma mulher... e por mais que ele me traiu, eu ainda conservo um carinho especial por ele!", Danielle se pôs em pé, "Pense bem Victória!... Ele merece uma segunda chance... Errou sim... Ele fez as coisas sem pensar... Mas ele te ama". "Mas eu não o amo!... Eu sempre amei meu primo e estou feliz!". "Desejo uma boa tarde e boa sorte com a justiça!", Danielle virou as costas para mim, e saiu sem dizer mais nada, fiquei ali sentada sem saber o que fazer, Dereck tinha todo o direito de querer saber, mas eu é que estava agora mergulhada na mentira e desejava de coração que Nigel fosse o pai de minha filha, mas não era e sabia disso, e ela tinha razão, isso seria péssimo para os negócios e Dereck faria questão de expor a paternidade, as lágrimas vieram à tona, eu queria tanto sumir mais uma vez e queria não poder ter que viver aquele pesadelo, eu queria tanto ser uma pessoa comum que levanta todos os dias para ir trabalhar e curtir os amigos e voltar para casa sem ter esses problemas que estou vivendo. Me levantei e segui para a minha mesa e me acabei de chorar, meu coração estava apertado, o arrependimento de ter levado a gravidez até o final me deixou muito mal, eu não deveria estar me sentindo assim, mas estava e eu sei que fazia mal a ela. Depois de quarenta minutos eu me acalmei e procurei me afundar no trabalho, mas algo estava acontecendo comigo, estava ansiosa demais e sem concentração, um desconforto tomava conta de mim, eu queria correr e queria ficar e queria uma cama, meu celular tocou, olhei o visor era Nigel, atendi tão ansiosa que minha voz denunciou. "O que foi?... Você está bem!?". "Eu não sei... Não estou me sentindo bem!", disse sentindo o coração disparar. "Fique aí, estou indo!", Nigel desligou, ele estava a oito quadras de mim, Killer entrou dois minutos depois que Nigel desligou junto com o médico do escritório, minha pressão pela primeira vez estava alta e eu comecei a passar mal, Nigel chegou bem na hora que estava sendo removida para o hospital, meu nariz sangrava e estava desnorteada, não falava nada com nada, a cesariana foi feita de emergência e eu fui parar na UTI.
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