Olhei para Nigel, respirei fundo.
"Titia Ema deve estar arrasada".
"Ela vai se acostumar um dia... Meu pai sabe o quanto amo você e para ele mesmo achando loucura, me desejou felicidades... Mamãe como você sabe... Virou a cara e não se despediu de mim!".
"Ela deve estar desolada!", funguei mais uma vez. "Quando Joe apareceu em casa, tivemos uma boa conversa e nunca imaginei que fosse se abrir para o seu irmão e contar o que aconteceu entre a gente".
Nigel sorriu, "Eu não estava mais aguentando... Eu precisava desabafar e Joe estava ali, disponível para me escutar e... Foi maravilhoso, por que ele entendia e me apoiava no que eu quisesse fazer!".
"É bom ter gente do nosso lado!".
"Concordo!".
Três dias de viagem e finalmente chegamos ao nosso destino, deixamos o motorHome em uma cidade perto de Nova York e de lá seguimos em uma Van enorme cheio de seguranças, a viagem foi rápida e entramos direto em outro prédio sem ser a cobertura de Nigel, ele comprou para justamente não ter o problema de invadirem e me resgatarem, demoraria um tempo para ser descoberta.
O apartamento é um luxo, parecido com o meu em Nova York, ainda não sabia o endereço, mas pelos detalhes dos prédios eu estava próximo ao Central Park, as janelas iam do teto ao chão e tudo era bem claro e iluminado, não precisava de luzes acesas para clarear durante o dia, a cozinha era aberta e moderna, a Sra. Power nos recebeu com um sorriso amável no rosto e Killer se juntou a nós logo em seguida, abracei meu amigo e pedi desculpas, ele entendeu e achou que foi uma boa ter feito o que fiz, há essa hora não saberíamos o que podia estar acontecendo comigo, Nigel me levou para conhecer o apartamento, subimos para o segundo piso, o quarto tinha um carpete super macio e claro da cor bege, a cama era enorme e macia e tinha dossel como sonhava e dizia a ele, das pontas saiam véus brancos, era um sonho de quarto, os armários embutidos saiam espelhos enormes, o banheiro era do jeito que eu gostava, cuba dupla e banheira para duas pessoas e ducha separada, visitamos os outros quartos que ainda não estavam decorados, um seria para o bebê, ao todo eram quatro quartos, apenas o nosso estava pronto, mesmo assim eu me sentia apreensiva em me deitar com Nigel, eu estava grávida e não sei se isso seria um empecilho para nos relacionarmos, eu não me sentia segura disso.
Minhas malas e tudo que era meu já estavam lá, eu não precisei arrumar nada, a equipe de Nigel trabalhou com maestria, minhas joias estavam em um cofre particular dentro do guarda roupa e Nigel me fez alterar a senha para uma de minha preferência, fiz o que pediu e sorri contente assim que a maquina gravou o meu código, respirei fundo.
"Queria tomar um banho e dormir um pouco!".
Nigel beijou minha testa e respirou fundo, "Fique a vontade!...Eu vou descer para o escritório e me inteirar dos acontecimentos e ligar para os meus pais e informar de que tudo esta bem!".
"Cuidado com escutas Nigel... Se ele está te monitorando... Ele pode muito bem ter grampeado o telefone de seus pais!".
"Pode deixar", vi Nigel sair pela porta às pressas, ele estava verdadeiramente tenso.
O banho que tomei foi revigorante, até minha bebê adorou, se mexeu o tempo todo em busca de uma boa posição, depois caí na cama e dormi até o horário do almoço, Power cozinha divinamente e nunca comi uma vitela tão macia como aquela, definitivamente eu iria adorar tê-la sempre em casa, Nigel não almoçou comigo, disparou para a empresa, eu atrapalhei a vida dele por quase cinco dias, mas eu sei o quanto era importante me proteger.
Passei a mão pelo jornal, as noticias da empresa D'Villa não eram nada animadoras, estavam perdendo ativos, mas isso era por pouco tempo, mas eu precisava fazer alguma coisa, fui até o escritório e acessei a pagina da empresa e de lá entrei com meu código e analisei tudo que possível, eu estava correndo riscos em fazer isso, mas era preciso, baixei documentos diretos assinei e mandei que Killer desse um jeito do escritório em Nova York receber, e com uma nota pessoal para a diretoria, confidencial e sigiloso e assim foi feito, quando vi, estava trabalhando a todo o vapor, mas sem me comunicar, minhas decisões teriam que ser aceitas forçadamente, era o único jeito para manter os negócios funcionando.