Na manhã seguinte o juiz foi até o nosso apartamento, nos casamos com testemunhas de Killer e Power, Nigel abriu um sorriso de encantar e me abraçou, eu definitivamente fazia parte de sua vida, eu e ele dormíamos na mesma cama, mas não transamos, ele mesmo queria que tudo fosse ao meu tempo, eu estava traumatizada e abalada, não iria forçar, sabia esperar, desde que não desistisse dele.
Titia Ema simplesmente me ignorou ao telefone, mas Titio Oliver nos desejou felicidade, aquilo cortou o meu coração, mas não dava mais para abrir mão de Nigel, eu já fiz isso por muito tempo e não tinha mais como fugir, e eu iria enfrentar com cabeça erguida a nossa união e não ter vergonha de ser sua prima e se um dia tivermos filhos e eles não forem perfeitos, eu os criarei da mesma forma, se Nigel não se importava, eu também não iria.
Uma semana depois do nosso casamento e Dereck descobre de que eu estava trabalhando tranquilamente para as Indústrias D'Villa e seus poderes sendo bloqueados, ele surtou e invadiu a reunião de posse em Nova York, Nigel ao meu lado e um aparato de segurança que dava inveja até a casa branca, meu marido era super protetor e tinha que admitir, ele me queria segura de qualquer forma, Dereck olhou diretamente para a minha barriga, eu vi em seus olhos, eu não iria engana-lo como enganei os jornalistas dizendo que sempre tive um caso paralelo com meu primo, eu tive que me denegrir, era a única forma para explicar o meu desaparecimento, e que só agora resolvi assumir publicamente o verdadeiro amor da minha vida, aquilo era constrangedor, abrir a minha vida para o mundo, eu ficava imaginando o que minha tia Ema deveria estar pensando, agora ela me odiava no mínimo, a diretoria vibrou com o golpe que dei, Dereck iria se vingar com certeza, resgatei todas as minhas posses, inclusive a casa de verão, mas não pus os pés em Paris, eu comandava diretamente de Nova York e aos poucos minha vida foi voltando na rotina habitual e o medo que sentia foi desaparecendo, Nigel e eu estávamos no céu, mesmo não transando, ele me amava e eu a ele e nos completávamos da melhor forma possível.
Dereck recebeu sua indenização e a parte da herança que lhe cabia como filho legitimo e que eu achava justo, e ele passou a fazer parte do conselho e sempre o via por vídeo conferencia, mas eu via a ameaça em seus olhos, ele não iria me deixar em paz.
Entrei no oitavo mês e meio, eu parecia uma bolinha e Nigel brincava com a minha barriga e a menina pulava ao escutar sua voz, os dois se adoravam, eu nunca tinha chego tão perto de realizar um sonho, e eu precisava começar a providenciar o quarto do bebê, eu tinha uma cesariana programada e tinha que ter tudo pronto.
Cheguei na Time Square junto com Nigel para me ajudar a escolher tudo, ele pulou de seu carro antes mesmo que o motorista tivesse tempo para abrir a porta para ele, me juntando em seus braços e me dando um beijo de tirar o fôlego, o verão estava indo embora.
"Você está linda!", disse ele me olhando com um vestido de grávida bege e o sobretudo bege e salto alto.
Sorri com seu elogio, seu beijo me deixava feliz, ver seu rosto se iluminar todas as vezes que me via era de me deixar tranquila, definitivamente eu tinha seu amor só para mim, ele era meu e nunca mais o largaria.
"Tudo para você!". Falei cassando sua boca.
"Adoro ver você gata e adoro ver você grávida e quando puder vou por outro filho na sua barriga!", ele me apertou nos braços e me beijou novamente.
Gargalhei assim que me soltou e me puxou para dentro da loja, ele estava mais animado do que eu para escolher a decoração do quarto e as roupas e tudo que a menina tem direito, não iria faltar nada para ela.
Foi uma diversão escolher roupinhas com Nigel, ele seria um pai tão companheiro e dedicado, às vezes aquela dedicação me assustava um pouco, por mais que ele estava apaixonado pelo bebê, não era dele e tinha medo que em um determinado ponto de nossas vidas e com o desgaste, jogaria na minha cara sobre a paternidade, fechei os olhos com esse pensamento vendo Nigel escolher o berço para o quarto, eu queria espantar aqueles pensamentos, eu era bilionária e não sei por que me preocupava com aquilo.
"O que acha do carpete?", perguntou Nigel me tirando dos meus pensamentos.
Suspirei e olhei a amostra, "Muito fofo!".
"Mas é para ser fofo, não quero ver minha filha esfregando o joelhinho em um carpete duro.
Eu e a decoradora começamos a rir, apoiei a mão em seu ombro, "Vamos ver pelo lado pratico!", pisquei, "Limpeza... Bebês precisam de um ambiente limpo e sem poeiras, vivemos no meio do caos de Manhattan, onde a poluição toma conta!", fiz sinal com o dedo em negativa, "Este aqui é melhor". Toquei num mais baixo e macio.
"Mas esse é fino demais, ela pode se machucar".
Gargalhei novamente e puxei seu rosto e o beijei, "Amor!... Vamos?... Eu é que trabalho na aérea da saúde e sei o que estou falando!".
"E tem meia para joelhinhos agora!", disse a decoradora sorrindo para nós, ela iria levar uma boa grana nessa decoração.
Depois de duas horas, saímos da loja com tudo comprado e pago, era só esperar pela instalação e decoração e dentro de vinte dias iria para o hospital e por a menina para fora, caminhamos pelo Time Square de mãos dadas, o nosso restaurante preferido ficava algumas quadras da li, e a nossa frente e a traz vários seguranças e Killer sempre atento, meu braço direito e tenho certeza que daria a vida por mim e por Nigel, eu me sentia segura, mesmo odiando perder a liberdade daquela forma, mas era preciso, Dereck era uma bomba relógio e podia explodir a qualquer momento, estava calado o suficiente para estar planejando algo, eu sentia em seus olhos no monitor, ele só estava começando a sua vingança, estava apenas ganhando tempo.
"Dr. Smith vem jantar em casa!", disse entrando no restaurante e Nigel me acompanhando a traz, nos sentamos na mesa de sempre, num local reservado e de fácil acesso pela cozinha se caso precisássemos sair correndo.
"Eu não fico muito contente em tê-lo em nossa casa, mas como ele é diretor da Fundação Portman, eu aceito isso!".
"Pare de implicar com o pobre, ele só deu a informação por que também estava preocupado e acreditou em Dereck... Mas por outro lado foi bom... Estamos casados!".
Ele riu gostosamente e concordou, colocando o guardanapo em seu colo, eu fiz o mesmo, estava morrendo de fome e ficar perto da porta da cozinha não dava certo, uma grávida deveria evitar esses lugares, minha boca se encheu de água, salivei, o Maitrê trouxe pães e manteiga para acompanhar e eu ataquei de imediato.
"Pelo jeito está com fome!", Nigel me observava.
"Morrendo de fome e ficar do lado da cozinha é uma tortura".
Rimos, ele parecia preocupado.