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816 Words

Narrado por Aurora O céu começava a escurecer devagar, tingido por um laranja suave que invadia o salão de vidro como se a mansão estivesse suspensa entre dois mundos: o da luz que partia e o da escuridão que se aproximava. Eu observava o horizonte, de pé, encostada à balaustrada de mármore. Não conseguia encontrar paz desde o almoço. Tantas coisas tinham acontecido desde que Elias autorizou que minha família se aproximasse novamente... E agora, meu pai estava aqui. A poucos metros de mim. O mesmo pai que, por um tempo, eu odiei em silêncio. O mesmo homem que apertou minha mão tremendo no dia em que me colocou naquela sala suja de leilão. — Aurora? — a voz dele quebrou o silêncio. Virei lentamente. Ele estava parado à porta, hesitante, como se tivesse medo que minha presença o expulsas

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