aya

1895 Words
Nikolai • Eu m*l posso acreditar que a minha Aya vai se casar, principalmente sendo com o i****a do Jackson. Eu sei o que ele parece ser diante da sociedade e da família de ambos, no entanto, ele não é esse bom moço. Não duvido que ele a ame, mas não é o suficiente para fazê-lo ser somente dela. Quantas vezes eu escutei circular pelos nossos primos que ele a traía? Dios, esse cara é um miserável! Sei que não fui seu melhor relacionamento, mas comparado a esse b****a eu sou um anjo. A princípio, eu não sabia quem era a tal namorada do Ryan, mas quase sempre quando falava com alguns primos, os escutava falar que ele tinha traído ela em uma boate ou outra. - Tudo bem, Nic? - a loirinha de treze anos se senta no meu colo ao fazer a pergunta. Madelyn, minha irmã mais nova, fruto do relacionamento da minha mãe com o meu padastro, conviveu comigo durante o relacionamento com a Audrey, então sabe que não estou nada bem ao vê-la noiva. - Vai ficar. - olho para seus olhinhos azuis e sorrio. - Não precisa se preocupar comigo, okay? - deixo um beijinho em sua testa. - Você não sabia mesmo sobre a Aya? - n**o com a cabeça. - Não tinha como eu saber, cariño. - a língua espanhola deixa meus lábios facilmente assim que pronuncio a forma carinhosa da qual gosto de chamá-la. - Desde quando voltamos para a Espanha eu não tenho notícias dela, você sabe disso... - suspiro. - Ela está feliz. - e odeio ter que admitir isso. Aya ama aquele porre do Jackson. Eu vejo em seu olhar que ali existe amor e sinto muito por ter deixado isso tudo acontecer. Sei que fui o causador do fim do nosso relacionamento, anos atrás, mas se eu pudesse voltar atrás, com certeza voltaria. Só para não ter que vê-la em um relacionamento onde o b****a do atual noivo dela a trai. - É Mady, ela está. Agora vai com a mamãe, te vejo em breve... - ela se levanta e em seguida me levanto também. - Te amo cariño, se cuida. - sabendo que minha mãe e seu marido estão prestes a ir embora, me despeço da minha irmã mais nova vom um abraço caloroso. - Te amo Nic. - seu sotaque espanhol vem bem acentuado assim que ela se despede de mim. Voltando para a sala da enorme casa onde Ryan mora, o vi com a linda mulher de cabelo de fios dourados, rindo. Minha mãe e seu marido estavam se despedindo deles e eu faria o mesmo em poucos minutos. Não tem como ficar aqui nessa casa, não mesmo. Restaram somente nossos primos na casa, fora Audrey e Ryan. Crescemos todos juntos, então sempre fomos muito amigos. Mas agora a história é diferente. Não quero, de jeito nenhum, estar perto de toda essa história fodida do Ryan. - Mais uma vez, RJ, meus parabéns pelo noivado. - as palavras saem com dificuldade da minha boca, enquanto tento me despedir do b****a do sobrinho do meu padastro e da Audrey, que está ao seu lado, segurando sua mão. - Volto em alguns minutos. Só preciso dar uma passada no hotel onde estou... - minto, apertando sua mão livre. - Tudo bem, estaremos te esperando. - me permito olhar de relance para a mulher ao seu lado. Dios, o tempo fez tão bem para ela! Seu cabelo continua com os mesmos cachos dourados e longos, brilhantes como sempre. Seu olhar continua do mesmo jeitinho de sempre, no azul mais cristalino e doce de anos atrás. Eu fico abismado o quão linda ela conseguiu se tornar. Quer dizer, ela já era muito gata antigamente, mas agora... Surreal. Sorrio para ambos em sinal de despedida e saio porta afora, quase sufocado pela presença da minha ex namorada. Desabotoo mais a camisa social que já estava um pouco aberta e respiro fundo, já fora da casa. Não era para a minha volta para Nova York ser tão turbulenta. Depois de anos de volta a minha casa, na Espanha, eu estou enfim de volta a minha segunda casa. Morei nos EUA dos meus sete anos de idade até os doze; depois fiquei por cinco anos na Espanha novamente; voltei para Nova York aos dezessete e fiquei até os vinte e dois, quando meu término com a Audrey chegou ao fim. E desde então fiquei na Espanha. Passei minha vida toda morando um pouco em ambos os países e os amo igualmente. Estava com tanta saudades de Nova York, p**a m***a! Eu estive por aqui algumas vezes durante os últimos cinco anos, mas foram somente visitas a trabalho; não tive tempo de ficar para saber como Audrey estava ou como os amigos da infância e adolescência estavam. Faz quase dois anos que eu estava viajando por alguns países, a trabalho e a lazer. É a primeira vez, em dois anos, que vou enfim parar em um lugar. Quando meu pai faleceu, pouco depois dos meus cinco anos de idade, ele deixou suas empresas multinacionais em meu nome. Meu tio cuidou de tudo pelo tempo em que eu não ficava maior de idade, até eu começar a fazer estágio na empresa aqui de Nova York, aos dezesseis anos. Aos poucos fui fazendo cursos e tendo que lidar com um fardo que eu particularmente não gostava muito. Continuo não sendo fã de administrar empresas, no entanto, é suportável. Aprendi muita coisa com o meu tio e na faculdade, o que me permitiu tornar-me um grande empresário. Confesso que hoje em dia eu sou bom no que faço. Como eu disse, não que eu goste disso; definitivamente não. Mas é suportável. Meu relacionamento com a Audrey ocorreu dos meus dezoito aos vinte e dois anos. Ficamos quatro anos juntos, em um relacionamento turbulento. Eu sei que fui um porre durante todos aqueles anos, eu era extremamente ciumento e reconheço isso. Mas, diferente do que ela pensa, eu nunca cheguei a ficar com outras mulheres. Não é como se eu não tivesse várias delas dando em cima de mim, entretanto, eu era tão apaixonado pela Audrey. Eu jamais faria isso com ela. Sei bem o que fiz parecer algumas vezes, porém nunca houve traição. Óbvio que eu provocava, porque ela me dava motivos. Ela era uma estudante na época em que começamos a namorar e era líder de torcida, o que quer dizer que seus amigos do time de basquete eram loucos para ficar com ela. Eu sei disso porque tinha colegas nesse grupinho nojento. Ela simplesmente não conseguia admitir que haviam segundas intenções da parte deles. Eu nunca pedi que ela se afastasse dos caras que eu não desconfiava, era só dos que desconfiava que eu pedia afastamento. Sim, tenho total noção, hoje, que isso era errado. Mas o que eu podia fazer, p***a? Todos eles tinham mais horas no dia com ela do que eu tinha na semana toda. Por eu estar estagiando na empresa do meu pai e fazendo faculdade, eu quase não tinha tempo para vê-la. E saber que aqueles caras a viam todo dia, durante longas horas do seu dia, me tirava do sério. Então, quando eu tinha oportunidade, a provocada com alguma amiga minha. No entanto, nunca aconteceu nada. Nunca fiquei com mulher alguma enquanto estive com ela. A história furada do final do nosso término não tem o menor cabimento. Alguém lhe enviou fotos minhas, onde eu estava com uma amiga da faculdade, de diversos ângulos e dias diferentes Eu tinha um carinho muito grande por essa amiga, da qual eu tenho contato até hoje. Me lembro claramente de fotos minhas abraçado com essa amiga, trocando carinho, e até uma fora de ângulo que dava a impressão de eu estar a beijando. Isso foi o bastante para ela ficar muito brava e querer o término. Mesmo eu dizendo que não tinha absolutamente nada com a garota, ela não acreditou. E eu não podia simplesmente atender a suas exigências de me afastar da minha amiga. Ela havia passado por um momento muito complicado; primeiro, o divórcio dos pais, que estavam juntos há mais de vinte anos; e segundo, ela tinha sido vítima de um e*****o dias antes de todas essas fotos chegarem as mãos da Audrey. Era exatamente por isso que eu estava tão próximo dela, ela estava precisando de mim. Eu não podia simplesmente contar essa história complicada da minha amiga, ela me pediu segredo e confiou em mim. Mesmo me destroçando por dentro, eu perdi minha namorada. Nada no mundo, a não ser a verdadeira história, faria Audrey acreditar em mim. Tudo poderia ter se resolvido com uma conversa ou com um pouco de tempo, mas eu não tive esse tempo. A filial da empresa, que fica na Espanha, estava precisando de mim. Não tinha como reverter toda a história; não tinha como lutar por algo que já estava perdido. Desde o meu rompimento com ela eu não consegui mais me envolver em nenhum relacionamento. Não só porque não tenho tempo, mais também pela minha vontade zero de estar tão envolvido com alguém novamente. Meu relacionamento com a Audrey já foi difícil o suficiente... Depois de chegar no meu apartamento, deixei as chaves na mesa central de vidro da sala de estar e me joguei no sofá a poucos metros de distância, exausto. Olho para o teto alto do duplex, focando no lustre formado por pequenas gotas de cristal, de, no mínimo, um metro de altura. - Que grande dia fodido... - sussurro, respirando fundo. Eu realmente não pretendia ficar no meu apartamento, pelo menos não pelo tempo em que estivesse de férias, mas a história do Ryan fodeu com tudo. Para ser bem honesto, se fosse qualquer outra mulher, eu não estaria me importando. Mas estamos falando simplesmente da mulher que mais amei na minha vida. Não conseguimos amar tão intensamente alguém por mais de uma vez, então isso explica muita coisa. É difícil aceitar o fato de que ela seguiu em frente. Qual é, ela está noiva. E eu não consigo me relacionar, sentimentalmente falando, com ninguém desde o nosso término. Eu sei que ela passou a me odiar desde o nosso fim, mas estar prestes a se casar... Santo Dios! Isso me abalou bem mais do que eu sequer poderia imaginar. Meu celular tocou por algumas vezes durante a noite, mas fingi não escutá-lo. Não iria atender a ligação de absolutamente ninguém. Não tinha condições alguma de sair de casa, principalmente para enfrentar todo o porre de mais cedo. Acabei indo para o quarto por volta das onze da noite, uma hora depois de ter chegado em casa. A água quente aliviou a tensão forte que havia em meu corpo e era tudo o que eu precisava. ××× Na manhã seguinte, após receber uma ligação do Ryan, dei uma desculpa falando que não consegui voltar para a sua casa por alguns problemas pessoais. Ele então me chamou para uma boate, onde todos nossos demais primos iriam, de noite. Eu realmente queria poder arrumar desculpa para isso, no entanto, confirmei que ia. A real é que eu teria que aceitar esse casamento da Audrey. Eu definitivamente não ia perder meu mês de férias. Só precisava esquecer, por ora, todos os momentos que tivemos juntos; isso já ajudaria.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD