Quando Peter perguntou aonde iriam, e ele respondeu que almoçar, Rosa sentiu um nó no estômago, ela é uma moça simples, não tinha costume de frequentar lugares chiques.
“Acho que ele foi bem cavalheiro me trazendo aqui, provavelmente não queria me deixar insegura. “Pensou ela.
O garçom vem imediatamente atender a John e encaminhá-lo à mesa onde costumava se sentar. Espera que ambos se acomodem, e anota o pedido e os deixa a sós.
— Então mocinha, o que a senhora fez nesses últimos dias? Seguiu todas as recomendações médicas? Espero que não tenha feito nenhuma estripulia.
— Não senhor. Respondeu ela. Só pulei amarelinha com a molecada na rua e fiz aula de jump, você sabe que tenho que manter a boa forma.
Eles caíram na risada, então John continuou:
— Estava ansioso para te ver. Quero dizer. Ele corrige. Para resolver as nossas pendências, para você voltar a sua vida normal.
— Não vejo a hora. Disse Rosa. Não sou mulher de ficar deitada numa cama. Gosto da minha rotina de trabalhar, estudar e sair sem rumo às vezes pilotando a minha moto.
— Você é realmente uma mulher surpreendente. John comenta. E muito corajosa. Admiro o seu ímpeto e a sua vontade de viver. Você consegue ir além da receita de bolo escrita pela sociedade. Vai atrás do que acredita, não se limita a padrões de comportamento.
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— Não quero depender de ninguém, seja de marido ou do governo. Na comunidade onde moro há poucas ou nenhuma oportunidade para as mulheres, ou casam e enchem-se de filhos, ou acabam trabalhando em alguma casa de madame. Respeito às escolhas e as condições de cada um, porém não quero isso para mim. Sei que tenho capacidade de fazer mais, tanto por mim, quanto pela minha comunidade. Sempre sonhei com algo a mais, e sei que vou conseguir me formar e ter uma carreira de sucesso. Esse é meu objetivo de vida.
O olhar de John se ilumina ao observar Rosa. Nunca conversou com uma mulher tão linda e tão inteligente, ou talvez não tenha permitido que as conversas que tivera com suas acompanhantes fossem tão íntimas e profundas.
Em vez disso sua intenção era única e exclusivamente levá-las para cama. Por outro lado, poderia ficar sentado ali com ela por horas ouvindo-a falar dos seus sonhos e contando as suas histórias.
— Você tem uma mãe encantadora. Disse ele. E que faz um bolo de fubá dos deuses.
— Minha mãe é realmente maravilhosa, e também muito simples. Na sua cabeça, todas as pessoas são boas, acolhe e ajuda a todos que conhece. Ela nasceu e cresceu na comunidade, assim como eu, mas diferente de mim, ela é amada por todos.
— Como assim diferente de mim? John brinca. Quem não te ama? Porque eu já te amo, ele sorri.
— Eu escolhi um caminho solitário, de trabalho e estudo. E fui muito criticada por isso, não me envolvo em nada que me distraia do meu objetivo. Já perdi muitos amigos que se envolveram na vida do crime, alguns até morreram. Então muitos me julgam porque faço de tudo para sair de lá. Até mesmo a minha mãe não me entende, apesar de apoiar os meus esforços.
Ela gostaria que eu ficasse ali com ela, trabalhasse, me casasse e enchesse sua casa de netos. Agora chega de falar de mim, Me conte um pouco sobre você. E você quem é? O que gosta de fazer? Rosa pergunta.
John desconversa, não gosta de falar de si mesmo, sente medo de se expor porque para ele isso o deixa vulnerável.
— Eu gosto de comer nesse restaurante, do excelente vinho que é servido aqui, e de conversar com pessoas inteligentes como você.
Ele chama o garçom para anotar os seus pedidos, e fica aliviado, pois conseguiu por hora se desviar do assunto.
Após terminarem o almoço, John telefona para Peter, e pede que ele venha buscá-los. Já tinha avisado a ele que iriam ao endereço da loja como haviam combinado.
Ele então paga a conta e saem juntos para encontrar Peter.
Ele leva os dois a uma belíssima loja de motos que fica localizada em uma famosa avenida do Rio de Janeiro. Quando chegam até a entrada, são muito bem atendidos por um vendedor que dá prosseguimento a uma conversa iniciada com John no telefone.
— Então como dizia ao senhor quando conversamos, temos esses excelentes modelos de motos disponibilizadas nas cores….
Foi quando Rosa interrompeu o vendedor dizendo.
— Que história é essa de modelo? Eu já tenho a minha moto. Não estou te pedindo para comprar nada para mim. Você acha que só por que você tem dinheiro pode sair por aí comprando as pessoas? Você por acaso sabe o quanto economizei para comprar aquela moto? O quanto me esforcei para tirar minha carteira de habilitação, vencer o medo e dirigir pela cidade toda? Você não sabe. Vocês ricos são assim, acham que podem comprar as pessoas, não sabem o que é ter que se sacrificar para comprar algumas coisas, realizar um sonho. Tem tudo a sua disposição quando algo se quebra. Vocês não consertam, somente trocam assim como fazem com as pessoas.
John fica surpreso e sem palavras com a atitude de Rosa. Ele tenta acalmar a moça, pedindo desculpas e dizendo que não teve a intenção de ofendê-la.
Ela sai andando pela loja, quando ele corre atrás dela e a alcança no estacionamento. Puxa ela pelo braço para que ela se vire e olhe para ele.
Quando Rosa olha para John, ele não resiste e a beija, coloca as suas mãos em volta da sua cintura, e a aperta junto do seu corpo, ela entrega-se àquele beijo sem oferecer resistência.
Por um instante, eles ficam conectados. Porém, o ar fez falta para ambos, e eles se afastaram. Ele diz:
— Me perdoe, Rosa. Nunca tive a intenção de te ofender, eu realmente sou um i****a, não conseguir imaginar que a minha atitude era tão precipitada e ofensiva. Você tem razão, por favor não se afaste de mim, me deixe consertar essa má impressão, e entender direito o que você quer que eu faça. Não me julgue m*l. Você é realmente diferente de todas as mulheres que conheci. Eu ainda não sei lidar com isso.
“Não se afaste de mim… Essa frase ecoou na mente do John deixando-o assustado, pelo medo que sentiu que Rosa fosse embora para sempre”.
— Também tenho que pedir desculpas, eu tenho um temperamento um pouco explosivo. Ele sorri dizendo:
— É deu para perceber. Vamos esquecer esse assunto, outro dia a gente conversa sobre como você quer que façamos a respeito da sua moto.
John pergunta para moça onde ela gostaria de ir, e ela responde:
— Em primeiro lugar, para encerrar esse assunto. Quero a minha moto de volta consertada, e não uma moto nova, pois cada fase da minha vida é um tijolinho na minha história, e a minha moto faz parte dessa construção. Agora eu quero te levar a um lugar especial para mim, mas dessa vez só nós dois sem motorista.
John sorri animado e liga para Peter dispensando os seus serviços. Ele chama um táxi e os dois saem em direção a esse lugar tão querido por Rosa.
Quando chegam no local, John descobre que é a parte mais deserta de uma praia. O mar está calmo, e as ondas quebrando lentamente.
Eles saem do táxi e Rosa pega John pela mão e o puxa correndo em frente ao mar.
Se sentam na areia. John nunca havia feito isso. Não daquela maneira, ficar sentado à beira do mar, somente para admirá-lo. É claro que ele já havia visitado diversas praias pelo Brasil, inclusive praias de outros países, porém com a devoção que Rosa o admirava era quase que poético.
Ao seu lado ela descansou a cabeça sobre o seu no ombro e os dois ficaram em silêncio.
Passados alguns minutos, esse mesmo silêncio é quebrado por algumas crianças que passaram correndo atrás de uma bola, jogando areia nos dois. Rosa se levanta para pegar a bola que caiu bem perto dela, e a chuta na direção dos meninos, eles chutam a bola novamente para Rosa, começando uma disputa de futebol. John então sorri e se levanta para participar da brincadeira.
Depois de algum tempo, eles sentam-se cansados na areia.
John se aproxima de Rosa e a beija novamente.
Seu beijo é quente e molhado. Ela sente o seu corpo se aquecer, e beija-o de maneira mais voraz, quando de repente um casal de idosos passa por eles arranhando a garganta. O homem pede para que eles esperem até chegar a um lugar mais tranquilo, pois ali havia muitas crianças.
John envergonhado pede desculpa.
— Não se preocupe meu filho, já fui jovem, sei bem como são essas coisas. E pisca para ele com um ar de cumplicidade.
Rosa cora de vergonha, e chama John para irem embora.
A noite está quase caindo, e ele pergunta:
_Para onde vamos agora? Não quero te levar para casa, não quero deixar você ir embora.
— Também não quero que o nosso dia acabe aqui.
— Eu tenho uma casa na serra, ela fica sempre vazia. As únicas pessoas que estão lá nesse momento, são o caseiro e a esposa dele. O que acha de darmos uma esticada até lá?
Rosa concorda e diz que só tem que avisar a sua mãe, para que ela não fique louca e coloque a polícia atrás deles.
Ela avisa a sua mãe. Diz para John, que está tudo bem, que eles já podiam ir. Entram novamente num táxi e seguem em direção a casa na serra.
Quando chegam à casa, John é recebido pelo caseiro e a sua esposa. Um casal já bem velhinhos, que não quiseram ir embora daquele lugar, se aposentaram e continuaram a trabalhar para a família Rivera.
John pede a Ana, a esposa do caseiro, que prepare um jantar leve, que enquanto aguardavam ele iria mostrar a casa para Rosa, e que mais tarde retornariam para comer. Ela se despede e os deixa a sós.
Ele então começa a mostrar a casa para Rosa, aqui fica a sala, este é o escritório, e na parte de cima ficam os quartos, vamos em cima que vou te mostrar.
— Esse é o meu quarto
— Ele é a sua cara. Disse Rosa.
— Como assim a minha cara? Ela responde sorrindo.
— Elegante, bonito e másculo.
— Então a senhorita me acha másculo, bonito e elegante. Afirma ele beijando a sua boca a cada palavra repetida por ele.
Agora estavam a sós. John coloca a mão por entre os cabelos de Rosa e a aperta contra o seu corpo, e começa a beijá-la. Ela deixa escapar um gemido que o enlouquece, o deixando ainda mais e******o.
Ele tira a camisa que estava vestindo por baixo do terno, como se fosse rasgá-la. Ela ansiosa, o ajuda querendo sentir o corpo dele contra o seu. Ele tira o vestido de Rosa deixando os seus s***s nus, então ele se inclina e começa a sugá-los avidamente.
Pega a mulher no seu colo, colocando-a contra a parede. Puxa para o lado a sua calcinha, e começa a introduzir o seu m****o dentro de dela.
— Quente e úmido que gostosa. Ele sussurra. Ela geme a cada vez que ele se move dentro do seu corpo com mais força. Ele a beija novamente mordendo seus lábios. Quando ela solta grito de quem chegou ao ápice do prazer, John fica louco de t***o ao ver aquela mulher quase desfalecer em seus braços e também goza. Eles se beijam e vão direto tomar um banho.
Durante o banho eles se beijam e se acariciam, sentindo a i********e crescer entre os dois. Saem do banheiro, se vestem novamente e descem até a sala de jantar.
Depois daquele sexo tão intenso e gostoso com toda certeza a fome de John tinha redobrado.
Ana havia preparado uma deliciosa refeição, a preferida dele, era como se o cheiro da comida o estivesse guiando.