Alguns minutos depois. Assim que chego à entrada da empresa, lá está Émilie Bertie, parada como uma estátua na calçada, como se fosse uma sombra teimando em me seguir. Seus olhos me encaram com um ódio tão afiado que parece querer me cortar de longe. Claro que ela viria até mim. Émilie nunca foi burra; ela sabe muito bem que fui eu quem mandou atear fogo nas malditas boates dela. Seguro firme a mão de Valentina. Ela olha tudo ao redor com aquela curiosidade inocente de uma criança descobrindo um mundo novo. A última coisa que eu queria era a presença de Émilie aqui, especialmente no primeiro dia da minha filha no meu ambiente de trabalho. — Vai na frente, Valentina. Murmuro, abaixando a voz. Ela me encara, confusa, mas obedece, dando pequenos passos em direção à porta giratória. Émilli

