Théo: Não aguentei mais ficar ali. Entrei no carro e me sentei, tentando acalmar o coração acelerado. O ar parecia pesado, sufocante. Fechei os olhos por um instante, mas a inquietação não passou. Eu queria tirá-la dali. Queria protegê-la de tudo e todos. Mas sabia que não podia. Olhei para Valentina brincando com os primos, a risada dela se misturando com o barulho ao redor. Tia Mey tentava acompanhar o ritmo das crianças, com aquele sorriso cansado, mas genuíno. Eu a amo. Sempre amei. Ela foi uma das que sofreram nas mãos de Frederico. E eu me sinto culpado. Sempre me senti. A culpa me corrói, me sufoca. Tudo aconteceu porque escolhi ser médico, porque decidi seguir a profissão que sempre admirei. Frederico nunca perdoou isso. Ele puniu tia Mey por compartilhar da mesma paixão. Mand

