. . . Quando chegamos ao topo da montanha, ele estacionou a moto, e tudo o que se ouvia era o som da nossa respiração. O vento frio cortava minha pele, mas nada se comparava ao turbilhão dentro de mim. Ele não olhou para mim de imediato. Apenas manteve as mãos firmes no guidão da moto, os ombros tensos, a respiração pesada. Eu podia ver que ele estava escolhendo as palavras certas, pesando cada uma antes de soltá-las no ar. Eu sabia que Deus nunca me deixaria enganada, mas não imaginava que Ele me faria descobrir tantas coisas em um único dia. Eu não me sentia triste. Pelo contrário, um alívio silencioso tomava conta de mim. Agora tudo fazia sentido. O motivo pelo qual sempre me senti atraída por ele, a inquietação que ele me causava, a conexão inexplicável. Eram a mesma pessoa. Meu

