O trajeto de volta para casa foi silencioso, mas não desconfortável. Kai dirigia com uma das mãos no volante, a outra apoiada casualmente no câmbio, enquanto eu olhava pela janela, observando as luzes da cidade passarem em um borrão. Minha mente ainda estava presa ao que tinha acontecido no escritório. Eu não sabia explicar, mas cada toque de Kai parecia despertar algo dentro de mim, algo que eu não sabia nomear. Ele me deixava inquieta, como se estivesse me puxando para um território desconhecido. Respirei fundo quando finalmente estacionamos na garagem do prédio. Kai desligou o motor e se virou para mim. — Está tudo bem? — perguntou, me observando de perto. Assenti rapidamente. — Sim, só cansada. Ele não pareceu convencido, mas não insistiu. Apenas abriu a porta e saiu, vindo

