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O Herdeiro do Rei Alfa

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Blurb

Em um mundo onde humanos e lobisomens coexistem em uma paz frágil, Elizabeth Soares sempre soube exatamente o que queria: independência, sucesso e distância absoluta dos seres sobrenaturais. Mas tudo muda na noite de seu 38º aniversário, quando uma celebração com as amigas a leva a um encontro arrebatador com um homem misterioso. A atração entre eles é instantânea, irresistível. Porém, ao acordar, Elizabeth descobre a verdade que a aterroriza: ele é um lobisomem, a espécie que ela mais despreza.

Determinada a esquecer o incidente, ela tenta seguir em frente, até que uma descoberta muda tudo—ela está grávida. E seu filho não será apenas humano. Agora, Elizabeth precisa enfrentar seus medos e preconceitos, pois carrega dentro de si um híbrido, uma fusão de sua humanidade com a essência lupina que sempre evitou.

Enquanto isso, Kai Yamaha, o poderoso CEO e Rei Alfa dos lobisomens, sente o vínculo inquebrável com seu herdeiro e parte em busca da mulher que carrega seu filho. Obstinada a criá-lo sozinha, Elizabeth reluta em aceitar sua presença, mas Kai não pretende recuar. Conforme a gestação avança, forças ocultas surgem, ameaçando não apenas seu bebê, mas o equilíbrio entre os dois mundos.

Dividida entre o medo e o desejo, Elizabeth terá que escolher entre se render ao amor inesperado ou continuar fugindo de um destino que pode ser muito maior do que ela jamais imaginou.

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Prólogo
LIVRO 1 * * — A noite é sua, Liz! Vamos nos divertir! — Sofia gritou, puxando-me pela mão enquanto atravessávamos a porta do bar. A música pulsava no ar, o ambiente vibrava com risos, passos apressados e copos tilintando. Eu ri, deixando que a energia da noite me envolvesse. Hoje era meu aniversário de 38 anos, e eu decidira que, pelo menos por uma noite, não haveria preocupações, apenas diversão. — Vem, Liz! Um brinde à aniversariante! — Tatiane ergueu o copo com um sorriso malicioso. Brindamos, e a bebida quente desceu pela minha garganta, incendiando-me de dentro para fora. — Às novas aventuras! — Marina piscou para mim antes de virarmos tudo de uma vez. O mundo ao meu redor começou a girar, mas de um jeito bom, leve. Eu me deixei levar, dançando com minhas amigas no meio da pista, sentindo a batida da música ressoar dentro de mim. Foi quando o senti. Não precisei procurar. O olhar dele já estava cravado em mim, um calor invisível percorrendo minha pele. — Quem é aquele? — perguntei a Tatiane, inclinando-me na direção dela. Ela seguiu meu olhar e soltou um assobio baixo. — Não sei, mas se perigo tivesse forma humana, seria ele. Observei-o por um instante. Cabelos escuros e desalinhados, uma expressão que oscilava entre despreocupada e intensamente atenta. Ele parecia relaxado entre os amigos, mas seus olhos permaneciam fixos em mim, como se estivesse me estudando. — Vá até ele, Liz. É seu aniversário. Presenteie-se! — E se ele não for meu tipo? — rebati, fingindo desinteresse. Tatiane ergueu a sobrancelha e tomou um gole da bebida. — Então volte. Mas... — Ela fez uma pausa, sorrindo de lado. — E se ele for? Suspirei, sentindo uma mistura de nervosismo e adrenalina. O pior que poderia acontecer? Uma conversa banal. O melhor? Bom... Peguei meu copo e caminhei até ele. Ele me observou se aproximar, a sombra de um sorriso brincando nos lábios. — Oi. — Minha voz saiu mais segura do que eu esperava. — Oi. — A dele era rouca, baixa, como se fosse um segredo compartilhado só entre nós. — Você está aqui para comemorar? — Ele inclinou a cabeça, curioso. — Sim. — Sorri. — Aniversário. — Então, parabéns. — Ele ergueu o copo em um brinde sutil. — Espero que esteja sendo uma boa noite. — Está melhorando. Ele sorriu de verdade dessa vez, e algo dentro de mim se apertou. — Kai. — Ele se apresentou. — Liz. Kai segurou minha mão por um instante a mais do que o necessário, o polegar roçando de leve minha pele. — Nome bonito. Combina com você. — Você fala isso para todas as mulheres interessantes do bar? Ele riu baixinho. — Só para as que me fazem esquecer que estou em um bar. Meu coração perdeu uma batida. — Dança comigo? — perguntei, ignorando o alerta silencioso na minha cabeça. — Achei que nunca fosse perguntar. Ele segurou minha mão e me puxou para mais perto, os corpos se movendo em sintonia. A música parecia se encaixar perfeitamente no momento, como se tivesse sido escolhida só para nós dois. — Você dança bem. — Comentei, sentindo o calor da palma dele na minha cintura. — Eu só sigo o ritmo certo. — E como sabe qual é o certo? Ele se inclinou, seus lábios perto demais da minha pele. — Eu escuto. E naquele instante, tudo em mim estava gritando que era exatamente ali que eu queria estar. A música nos envolvia, mas o verdadeiro ritmo estava no jeito como ele me segurava. Não era um toque invasivo, mas firme o suficiente para me fazer sentir presente. — Então, Liz... — Ele disse meu nome como se o experimentasse na língua. — Como alguém como você comemora um aniversário? — Alguém como eu? — arqueei a sobrancelha. — Sim. Alguém que dança como se estivesse se libertando de algo. Soltei uma risada curta. — E quem disse que eu não estou? Kai inclinou a cabeça, analisando-me por um momento. — Boa resposta. Meus olhos caíram para a curva do sorriso dele. Eu sentia a eletricidade no ar, aquela tensão deliciosa que surge quando duas pessoas percebem que algo pode acontecer. — Você vem sempre aqui? — perguntei, mais para quebrar o silêncio do que pela curiosidade. — De vez em quando. Mas nunca encontrei alguém que chamasse tanto minha atenção. Dei um passo para trás, brincando. — Isso soa como um clichê barato. Ele riu, um som rouco e genuíno. — E se for? — Ele deslizou os dedos suavemente pelo meu braço, causando um arrepio imediato. — Se for verdade, muda alguma coisa? Eu deveria recuar. Deveria medir minhas palavras, pensar duas vezes. Mas aquela noite não era sobre o que eu deveria fazer. — Talvez. — Então me diga... — Kai se inclinou, sua boca perto demais do meu ouvido. — O que mais pode mudar essa noite? Meu coração acelerou, e antes que eu pudesse responder, ele segurou meu queixo suavemente, forçando-me a encará-lo. A música parecia distante agora, os rostos ao nosso redor se tornaram borrões. — Você quer saber? — sussurrei, sentindo a provocação dançar entre nós. — Quero. E então, sem hesitação, beijei-o. O primeiro toque foi lento, exploratório, mas rapidamente se transformou em algo mais intenso. O calor subiu pelo meu corpo, e eu me perdi no gosto dele — um misto de whisky e algo levemente doce. Ele segurou minha cintura, aprofundando o beijo com um controle que me fez querer mais. Quando nos afastamos, um sorriso satisfeito brincava nos lábios dele. — Isso respondeu sua pergunta? — perguntei, ainda recuperando o fôlego. Kai passou a língua pelos próprios lábios, como se quisesse saborear o momento. — Parcialmente. — O que falta? Ele deslizou os dedos entre os meus, apertando minha mão. — Sair daqui. O convite estava no ar, carregado de possibilidades. Não precisei pensar duas vezes. — Então vamos. O bar ficou para trás enquanto caminhávamos juntos pela rua iluminada. O frio da noite não fazia diferença — eu estava quente demais por dentro. Conversamos entre risos e provocações, a química entre nós crescendo a cada passo. Quando chegamos à porta do prédio dele, Kai me puxou suavemente para perto, seus olhos escuros escaneando meu rosto como se quisesse memorizar cada detalhe. — Última chance para mudar de ideia. Minha resposta veio sem hesitação: — Eu não costumo me arrepender do que me faz sentir viva. Ele sorriu, destrancando a porta e me puxando para dentro. O apartamento era escuro, iluminado apenas pela luz suave da cidade entrando pelas janelas. Kai se afastou por um instante, ligando uma música baixa que preenchia o espaço com um ritmo sensual. Eu o observei se aproximar, cada passo um convite silencioso. — Eu não estava planejando isso para hoje — murmurei, sentindo uma mistura de excitação e nervosismo. — Nem eu. — Ele tocou meu rosto com a ponta dos dedos. — Mas algumas coisas simplesmente acontecem. E naquele momento, nada mais importava além de nós dois. O toque começou suave, quase hesitante, mas logo se transformou em urgência. Nossos lábios se encontraram com uma paixão avassaladora, um desejo que queimava como fogo sob a pele. As mãos dele, antes tímidas, agora exploravam cada curva do meu corpo, acendendo um incêndio que eu pensei que nunca seria capaz de controlar. Cada beijo era uma promessa, cada toque, uma declaração. A tensão entre nós era palpável, quase dolorosa, e quando finalmente explodiu, foi como se o universo inteiro se resumisse àquele momento. Esqueci quem eu era, quem ele era. O passado e o futuro se dissolveram, deixando apenas o agora, a intensidade do nosso encontro. Gemidos roucos escapavam de minha garganta a cada toque, a cada beijo, e eu me perdia cada vez mais na espiral de prazer que ele me proporcionava. Seus dedos traçavam caminhos quentes em minha pele, e eu me arrepiava a cada novo contato. Eu queria mais, precisava mais, e ele parecia sentir a mesma sede. Nossos corpos se moviam em sincronia, guiados por um ritmo primal, selvagem, enquanto nos entregávamos completamente um ao outro. Era como se fôssemos feitos um para o outro, destinados a nos encontrar e nos perder nessa dança de desejo. No final, exaustos e satisfeitos, nos deitamos juntos no sofá. O silêncio que se seguiu não era vazio, mas sim carregado de significado. Era o silêncio de duas almas que se encontraram e se reconheceram, o silêncio de um amor que nasceu em meio ao caos e à paixão. Aquele silêncio dizia tudo o que as palavras não conseguiam expressar: a promessa de mais noites como aquela, a esperança de um futuro juntos, a certeza de que, a partir daquele momento, nada seria como antes. Kai virou-se para mim, os dedos traçando círculos preguiçosos na minha pele. — Eu não me lembro da última vez que me senti assim. Suspirei, absorvendo suas palavras. — Eu também não. Ele hesitou por um segundo antes de perguntar: — Fica? Olhei para ele, para a cidade brilhando do lado de fora. Uma pequena voz na minha mente sussurrou que isso não seria apenas uma noite qualquer. Mas, por enquanto, deixei que o presente fosse suficiente. — Sim. E fechei os olhos, sem saber que ao amanhecer, tudo mudaria.

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