Três semanas haviam se passado desde a coletiva de imprensa e desde que minha vida virou de cabeça para baixo de uma maneira que eu nunca poderia ter previsto. Agora, morar com Kai já não parecia estranho. Pelo contrário, a rotina que construímos juntos me trazia uma sensação de pertencimento que eu não sentia há muito tempo. Meu corpo continuava mudando. Minha barriga, embora ainda discreta, já não me permitia usar algumas das minhas roupas antigas, e eu me pegava inconscientemente acariciando-a nos momentos mais aleatórios do dia. Era um lembrete constante de que uma nova vida crescia dentro de mim. E agora, meus pais estavam vindo me visitar. A ansiedade estava presente em cada célula do meu corpo. Minha mãe, Helena, e meu pai, Antônio, tinham demorado a aceitar minha gravidez. O ch

