Kai estava na varanda, segurando nosso filho contra o peito em um daqueles carregadores de tecido que ele aprendera a usar melhor do que eu. A criança dormia tranquila, embalado pela batida constante do coração do pai. Observei os dois por um instante, o sol filtrando-se pelas folhas e lançando sombras suaves sobre o corpo forte de Kai. Ele parecia feito para aquilo — proteger, cuidar, amar. Aproximei-me em silêncio, e ele me notou antes que eu dissesse qualquer coisa. Sempre me percebia primeiro, como se o vínculo entre nós fosse um campo magnético impossível de ignorar. — Você sumiu por um tempo — ele comentou, com um leve sorriso. — Estava na mata? Assenti e me sentei ao lado dele. Estava nervosa, mas sentia que era o momento certo. Coloquei a mão sobre sua perna, precisando daquele

