As portas do elevador se fecharam com um clique suave, e o silêncio dentro da cabine me envolveu. Minha mente estava uma bagunça. Liz estava grávida. Meu filho. Meu herdeiro. Minhas mãos estavam fechadas em punhos, o controle rígido que eu sempre mantinha sobre minhas emoções começando a falhar. Eu não estava tentando ter um filho. Eu já tinha desistido dessa possibilidade. Anos de tentativas frustradas, de esperança se transformando em dor. Cada gravidez interrompida havia sido uma ferida aberta, uma lembrança c***l da maldição que parecia pesar sobre mim e sobre minha antiga companheira. E então, um dia, ela não aguentou mais. Eu fechei os olhos, sentindo a dor familiar se espalhar pelo peito. O som do disparo ainda ecoava nos cantos mais sombrios da minha memória. O cheiro de s

