Capítulo 70

1617 Words

O silêncio da manhã era quebrado apenas pelo som suave da respiração do meu filho. A luz filtrava-se pelas cortinas do quarto, dourando tudo com um tom cálido e calmo, como se o mundo lá fora estivesse longe demais para nos alcançar. Eu estava sentada na poltrona de amamentação, uma manta leve sobre os ombros, o pequeno aninhado contra meu peito. Ele sugava com força, as mãozinhas agarradas à minha pele, os olhos fechados com um foco quase feroz. Meu lobo. Meu filhote. Nosso filho. A cada vez que ele se alimentava, algo dentro de mim vibrava, uma força bruta e antiga que reconhecia aquele vínculo como sagrado. Não era apenas instinto materno. Era mais. Algo primal. Selvagem. Como se minha loba ronronasse por dentro, satisfeita por cumprir seu papel mais fundamental: proteger, nutrir, ama

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