Liz tremia em meus braços. Não era frio — seu corpo queimava. O calor que irradiava dela era o tipo que eu conhecia bem. Não era febre comum, nem doença. Era o chamado. O sangue lupino correndo cada vez mais forte, tentando romper as últimas barreiras que a mantinham humana. Ela estava à beira da primeira transformação. E, por todos os deuses, isso não era algo que alguém deveria enfrentar sozinho. Acariciei seus cabelos devagar, enquanto ela respirava de forma irregular. Alexander dormia no bercinho, protegido. Mas ela…. Ela parecia prestes a desmoronar. — Respira fundo, amor — sussurrei, mantendo minha voz baixa, estável — Estou com você. Vai passar. Ela apertou meus dedos com força. — Eu não consigo controlar, Kai…. — murmurou, os olhos marejados — Meu corpo quer mudar…., mas não

