Elizabeth Eu ainda sentia meu coração batendo acelerado. Minha irmã sempre soube exatamente como me atingir, como escolher palavras afiadas para me machucar. Mas dessa vez… Dessa vez, eu não deixaria que ela tivesse esse poder sobre mim. — Ah, querida, não deixe que isso estrague seu humor — minha tia Rosa disse, envolvendo-me num abraço apertado. Seu perfume floral e doce me trouxe uma sensação de conforto imediato. Fechei os olhos por um instante, respirando fundo. — Eu estou bem, tia — murmurei, tentando me convencer disso também. — Não está não, meu bem — outra tia, Helena, comentou enquanto ajeitava uma bandeja de docinhos. — E não tem problema em admitir. Carolina sempre teve essa língua venenosa, mas isso não significa que você precisa acreditar no que ela diz. — Exatamente —

