ANTHONY NARRANDO Estou deitado na cama, encarando o teto sujo do meu barraco, mas tudo que consigo pensar são nos olhos dela. Os olhos da Serena. Aqueles olhos não saem da minha cabeça, é como se estivessem gravados na minha mente, me assombrando. De um jeito bom, se é que dá pra chamar assim. Não consigo esquecer o jeito que ela me olhou hoje. Serena chegou tão perto que eu podia sentir o perfume dela, um floral suave que parecia combinar com a força dela. E, quando ela olhou dentro dos meus olhos, senti meu corpo inteiro gelar. O perfume e o hálito mentolado dela me cercaram, como se ela estivesse me prendendo em algum tipo de feitiço. Engoli seco agora, só de lembrar. Sabe quando você tenta desviar o olhar, mas não consegue? Era isso. Ela tem um jeito de encarar que faz a gente se se

