~~CAPÍTULO 9~~
CHLOE ROSS
O jato particular aterrissou na minha cidade natal de madrugada, tal como imaginei, eram 2H da madrugada quando os portões de casa se abriram para entrada da locomotiva de segurança que está fazendo a escolta. Tenho tido dias exaustivos, não importa o quão eu tentasse descansar, nada dava certo, talvez o carinho de casa acalme minhas noites solitárias.
— Chloe querida, seja bem-vinda.
Sou recebida pelo abraço da mamãe, estou tão feliz por finalmente estar em casa que meu coração enche de amor.
— Oi mãe.
Eu suspirei afastando-me dela.
— Eu não ganho um abraço?
Eu sorri indo abraçar papai.
— Quer chocolate antes de descansar?
— Quero cama.
Respondo, mas antes de seguir paras as escadas eu questiono:
— O corredor está cheio de crianças, não está?
— Eu sinto muito, Chloe, amanhã prometo colocar eles no primeiro andar.
— Tudo bem, eu vou dormir.
Eu vou em direção as escadas no segundo andar, quando abro a porta do quarto, vejo Emily dormindo na cama, tentei fazer o mínimo de barulho quando tirei minhas roupas e entrei nas cobertas.
Quando despertei, Emily não estava na cama e o sol brilhava através do vidro da janela, fui tomar banho e vesti um pijama.
— Estava ficando preocupada, o almoço em breve será servido.
Mamãe informou, eu tenho uma coisinha para fazer, não pense que me esqueci daquela mulherzinha que fica atrás do meu noivo. Diego me paga.
— Emily?
Eu questionei.
— Tomando banho de sol.
Ela está dormindo, não tomando banho de sol.
— Diego chegou?
Eu questionei, ele disse que chegaria pela manhã.
— Sim, bem cedo.
— Onde está papai?
— Acordou cheia de perguntas, algum problema Chloe?
Sim, preciso me vingar de uma certa pessoa. Papai entrou na sala enquanto conversava com tio Marcos. Que bom que eles estão juntos, poupa minha saliva.
— Finalmente acordou princesa.
Papai disse encarando-me.
— Oi pai, tio Marcos.
— É bom vê-la novamente Chloe.
Tio Marcos respondeu.
— Que bom que está aqui tio Marcos.
Eu disse encarando papai.
— Papai, tio Marcos, contou a você, o que aconteceu na casa dele no domingo passado?
Iniciei, tio Marcos encarou-me sabendo que isso vai dar r**m para seu irmão.
— Não, algum problema?
— Diego apareceu com uma mulher, ela disse que homens do seu mundo casam sem amor que eles possuem diversas amantes.
Murmurei.
— Já imaginou, sua filha sendo trocada por prostitutas?
Aticei o fogo, papai encarou tio Marcos pedindo uma explicação.
— Chloe, não incomoda seu pai com besteiras.
— Pai, você não vai permitir que Diego me humilhe desse jeito, levando sua amantezinha para jantar com sua família, como se eu não tivesse ninguém para defender minha honra.
Agora eu pisei na ferida, papai pediu que tio Marcos cuidasse de me enquanto eu estiver em Nova Iorque, agora que o papai não vai sossegar.
— Isso é verdade Marcos?
Ele questionou.
— Tia Fiorelle e Emily podem confirmar, foram duas vezes que encontrei Diego com aquela mulher.
— Isso é verdade Marcos?
— Olha, Lette é ...
— E essa mulher tem nome? Como permitiu que isso acontecesse Marcos?
— Algum problema?
Tio Alex questionou.
— Eles ainda não selaram o compromisso, Diego não tinha obrigação para se manter fiel.
Tio Marcos justificou.
— Não tinha? Se eu te desse uma filha impura você concordaria?
— Claro que não, conhece as regras.
— Agora nós conhecemos as regras? Permitir que uma vagabunda frequente sua casa não é uma exceção Marcos? Humilhar minha filha é normal? Nós fizemos um acordo inicial, quer que eu te lembre?
— Porque essa reunião?
Mamãe questionou pegando-nos de surpresa. Todos ficamos em silêncio.
— Eu exijo uma punição.
Eu disse afastando-me deles, eu coloquei uma minhoca na cabeça do papai, eu sei que ele irá mandar dar uma surra no Diego e tio Marcos não fará nada para impedir. Depois deste choque de realidade, ele nunca permitirá que Diego fique por aí com mulheres.
— O que você fez Chloe? Vão bater no Diego.
Minha irmã Bailey questionou, casamento está lhe fazendo muito bem, está com pele de bebé e muito feliz.
— Chloe, está maluca? Diga para seu pai mandar seus homens parar.
Tia Fiorelle ordenou, eu não farei nada disso, que ele apanhe, e muito de preferência, isso me agrada muito.
— Porque eu faria isso tia Fiorelle? Você mesma viu quando ele humilhou-me passeando com sua vagabunda.
— Do que você está falando?
Mamãe questionou por fora das novidades.
— Diego está saindo com uma mulher de cima e para baixo, até levou-a para conhecer sua gloriosa família.
Respondo.
— Você mandou seu pai bater no Diego.
Tia Fiorelle acusou.
— Eu nunca vou permitir que ele me humilhe, posso estar longe da minha família, isso não quer dizer que eu não tenha família, nunca irei permitir tamanha humilhação, quanto mais cedo eu cortar o m*l pela raiz melhor.
— Mandando bater em seu futuro marido?
Sim. Uma e mais vezes, eu sou louca por Diego, entretanto, não sou boba, muito menos cega.
— Até enterrá-lo vivo eu permitiria, mais alguma reclamação?
Elas ficaram em silencio.
— O dia está maravilhoso, eu vou tomar chocolate quente, alguém quer?
Elas olharam-me horrorizadas, fui para cozinha preparar chocolate quente, quando mamãe viu papai entrando, ela correu para conversar com ele.
— Chloe.
Tio Marcos iniciou.
— Depois tio Marcos.
Eu disse indo servir um copo de whisky puro em seguida segui em direção as escadas, não deve ser nada difícil encontrar o quarto do Diego, ele está no primeiro andar. Contando as portas do corredor, eu encontrei uma porta aberta, meu cunhando Matteo está sentado com ele.
— Me dá um momento com ele.
Peço.
— Não...
— Você não seguiu nada do que ia falar, quer que eu te lembre?
Ele olhou para Diego, depois para me, em seguida ele saiu deixando-nos sozinhos. Eu encarei seu rosto com alguns hematomas recém adquiridos, olhei para suas cicatrizes, ele possui muitas debaixo das suas tatuagens que vão até ao pescoço, muitas dessas cicatrizes, há uma história aterrorizante para compartilhar, e eu quero descobrir tudo sobre ele, não importa o preço que eu tiver que pagar.
— Eu trouxe whisky para acalmar seu fogo.
Sorrio. Diego levanta da cama rapidamente e me prende contra a parede. Sua mão está em volta do meu pescoço enquanto seu peito sobe e desci, meus batimentos frenéticos do meu coração aceleram, aceleram só por ele.
— Aposto que está e******o.
Ele olha-me surpreso. Eu sei, sempre soube, ele gosta do fogo que eu transmito a ele.
— Você finge que odeia meus modos operantes, mas, isso te excita, eu te excito.
Sorrio.
— Eu gosto quando você sangra por mim.
Desço minha mão lentamente até debaixo das suas calças, eu apertei-as provando a veracidade das minhas palavras. Ele está e******o tal como imaginei. Diego esmagou minha boca, suas mãos tocaram minha b***a com força puxando-me para mais perto, meu corpo está ardendo de pura excitação, nossas bocas explodem de pura sincronia. Meu corpo descontrolasse, ardendo. Diego afasta-se bruscamente ofegante, ele também sentiu, esse fogo entre nós.
— Eu vou sangrar sempre por você.
Disse Diego encarando-me. Ouvimos uma tosse, quando nos viramos e encontramos Matteo parado na porta.
— Seu pai está vindo.
Ele informou-nos, Diego deu alguma distância entre nós e questionou.
— Vai fugir?
Eu sorri.
— Eu nunca fui medrosa.
— Chloe, o que está fazendo aqui?
Papai questionou encarando-nos.
— Vim trazer um copo de whisky para Diego.
— Está na hora do almoço.
Ele informou fazendo um gesto com a cabeça para eu sair do quarto, eu entreguei o copo de whisky ao Diego e sai do seu quarto.
— O senhor fez um ótimo trabalho.
Eu disso indo em direção a saída.
— Muito obrigada querida, sua mãe pensa o contrário.
— Ela é a moda antiga.
Nós descemos para sala de jantar. Em seguida Matteo e Diego desceram.
— Porque Diego está com rosto machucado?
Emily questionou baixinho.
— Papai mandou dar uma surra nele.
— Você é malvada.
— Que nada, cortesia da casa.
— O que estão sussurrando?
Mamãe questionou.
— Emily estava questionando porque Diego está machucado.
— Isso não é conversa para hora do almoço.
Claramente ela não está feliz da decisão do papai.
— Diego e eu estamos muito bem, conversamos e ele quer se desculpar.
Eu disse incentivando-o.
— Quero?
Ele encarou-me confuso.
— Sim, quer dizer, senhor Ross, eu sinto muito pelo ocorrido, prometo em nome dos Bellucci que isso não se repetirá.
Diego se desculpou.
— É muito bom honrar os Bellucci Diego, ou vai se ver comigo.
Tio Alex disse em tom ameaçador.
— Eu vou, Don.
Ele respondeu ao tio Alex.
— Perfeito, chega dessas caras, esse incidente passou.
— Papai tem toda a razão.
Emily riu, eu bati o pé dela para ficar quieta.
— Como vai o trabalho?
Tia Simona questionou mudando de assunto.
— Cansativo.
— Só isso?
— Quer que eu fale das crianças doentes ou que estão na UTI?
Perguntei a ela.
— Melhor o cansativo.
— Os médicos sempre contam alguma história engraçada.
Tia Simona afirmou. Os médicos que cuidam dos adultos, sempre tem histórias loucas para compartilhar.
— Não há nada de engraçado trabalhando com crianças, tia, faça-me uma visita um dia destes.
— Claro, será uma honra.
Quando terminamos de comer, brinquei com meus irmãos, fazia muito tempo que não ficava com eles assim tão pertinho., eu sinto a falta deles, a pior parte de viver em Nova Iorque é não ver o quanto eles estão crescendo diariamente, eles estão se tornando homens. Lucas estava no meu quarto sentando na minha cama lendo alguns dos meus livros antigos. Levantei uma sobrancelha vendo-o como estava se tornando um homem. Atualmente ele tem 9anos, 9anos, meu irmão que vi crescendo está se tornando homem.
— Eu deveria ter batido no seu noivo, onde já se viu, magoar minha irmã.
Lucas disse reclamando, fechou o livro com força e me encarou.
— Não se preocupe, próxima vez eu chamo você.
— Justo, somos os Ross, não podemos permitir nunca sermos humilhados.
Meu irmãozinho está crescendo.
— Olha ele, meu irmãozinho está aprendendo alguma coisa com os treinos.
Elogiei.
— Estou aprendendo muita coisa, a parte boa é depois do treino, receber uma comida bem gostosa feita pela mamãe.
Sim, eu sinto muitas saudades da comida da mamãe.
— Boa, deu vontade de ser criança novamente.
Afirmei feliz com essa possibilidade, felizmente eu tive uma infância muito feliz.
— Como vai o trabalho?
Lucas questionou mudando de posição, cruzando as pernas sem tirar os olhos dos meus.
— Muito cansativo, é tanta criança doente precisando de ajuda, é muito triste vê-los no estado que se encontram.
— Papai está comprando medicamos para enviar, alguma coisa da pediatria.
Fico feliz que ele esteja se inteirando sobre assuntos do papai, ele será o próximo líder, quero que aprenda tudo que precisa aprender para se tornar um homem forte.
— Sim, não há medicamentos na ala pediátrica, e há muitas crianças em tratamento de diversas doenças que precisam desses medicamentos.
— Eu queria ir com tio Matteo, assim eu te visito.
É uma excelente ideia, um final de semana com meu irmão não faz m*l. Melhor, estarei muito bem.
— Pediu autorização ao papai?
Questionei a ele.
— Vou falar primeiro com mamãe, é o ponto mais fraco do papai.
Sorri para ele, todo mundo sabe que mamãe é o ponto fraco do papai.
— Aprendeu rápido.
Digo orgulhosa.
— Claro, eu vi você conseguindo tudo que queria, se mamãe diz sim, papai não tem outra opção.
— Estou gostando de ver, conheceu uma garotinha legal?
— Eu conheci uma menina muito bonita no colégio, tem cabelos morenos mais lindos que já vi, o melhor, sorriso de anjo.
Ele sorriu.
— O problema é que sou criança, não tenho idade para namorar.
— Um dia, você irá conhecer uma morena muito linda, com um sorriso de anjo, aí, ninguém irá tirar ela de você.
— Com quantos anos eu vou me casar?
— Talvez 20, eu não sei, tratamento das mulheres é diferente dos homens.
— Hum.
— Concentre-se em se tornar o melhor líder, melhor que papai e tio Alex.
— Eu prometo.
Duas batidas ecoaram na porta, em seguida a maçaneta foi girada e Diego entrou. Lucas ficou de pé e encarou seu oponente muito maior que ele.
— Não é permitido entrar no quarto das mulheres.
Meu irmão afirmou.
— Lucas.
Diego acenou para ele respeitosamente.
— Me encontre no jardim.
Diego disse, em seguida retirou-se.
— Não pode se encontrar com ele sozinho.
— Lucas, você é meu irmão querido.
Eu dei um beijo na sua bochecha.
— Você não vai fazer o que digo.
Ele parecia que ia fazer birra.
— Não, nem pense em ficar bisbilhotando.
— Mas, irmã.
— Lucas Ross.
Eu o repreendi, só porque ele é meu irmão mais velho não quer dizer que pode me controlar.
— Eu vou respeitar sua vontade.
Boa escolha.
— Eu preciso de chocolate quente, vamos, precisa falar com mamãe.
Eu me levantei da minha cama.
— Porque as mulheres gostam tanto de chocolate?
Lucas questionou enquanto saímos do meu quarto.
— Faz bem a elas.
Respondo.
— Jura, se eu oferecer chocolate a uma mulher ela vai gostar?
— Ela vai adorar.
Invadimos a cozinha, mamãe estava colocando petiscos na bandeja, acho que isso seja para meu pai e os meus tios. Verifiquei se termo de chocolate quente está cheio, perfeitamente cheio.
— Mamãe nós precisamos conversar.
— Claro, deixa-me entregar essa bandeja ao seu pai.
— Eu pego.
Lucas levou a bandeja e mamãe olhou para mim.
— Não me olha assim, eu não fiz nada.
Servi uma caneca de chocolate quente.
— Vou conversar com Diego no jardim.
Eu informei, mamãe assentiu, dei um gole no chocolate, vesti um casaco e botas, em seguida caminhai para os jardins da casa, Diego estava sentado nas poltronas a beira da lareira, o fogo diminui o frio que faz. Eu me sentei ao lado dele.
— Algo te incomoda?
Questionei.
— Não, queria ficar perto de você.
Ele deu um gole na sua bebida, enquanto seus olhos estão presos no fogo, eu suspirei, nós ficamos assim, olhando para o nada por diversas horas.
O meu final de semana terminou rápido, no final do dia do domingo, eu me despedi da minha família e peguei o primeiro jato disponível, os outros só iriam se despedir amanhã, como não era permitido estar a sós com Diego, ele terá que pegar outro jato para regressar.