acidentes

4201 Words
~~CAPÍTULO 10~~ CHLOE ROSS Eu estava caminhando em direção ao meu JEEP roxo, meu bebé, meu primeiro carro, papai ofereceu-me uma Mercedes da cor roxa, entretanto meus gostos pelos carros grandes é enorme. Só tenho preguiça de comprar, enquanto meu carro funcionar, estou bem com isso. Destravei as portas do meu carro, quando meu telefone começou a tocar, número desconhecido. — Chloe Ross. Disse após clicar para atender a chamada. — Doutora Chloe, como foi a viagem? Ouço a voz do Diego do outro lado da linha. — Muito boa, obrigada por perguntar. Entrei no meu carro e girei as chaves ligando o motor. — Pego você para jantar em uma hora. O convite de jantar, hoje foi um dia longo, não estou apta para nenhum encontro social. — Estou cansada. — Trago comida, chinesa ou italiana? Diego sugeriu. — Italiana. — Boa escolha doutora Chloe. Ele encerrou a chamada, meu telefone tocou novamente, é meu irmão Lucas. — Oi irmão. Eu disse saindo do estacionamento e dirigindo em direção a saída do estacionamento do hospital. — Boa noite irmã, como está? — Muito bem e desse lado? Não me ligou para ficar nessa de irmão. Lucas riu. — Não, claro que não, só quero informar que, estaremos em Nova Iorque na quinta feira para entrega das doações. — Muito bom, irei mandar meu enderenço para o Matteo, assim não precisa me esperar no hospital. Informei a ele. — Como desejar irmã, tenho que ir, continuação de uma, boa noite. — Igualmente. Encerei a chamada rapidamente, e me concentrei em dirigir para chegar em casa, depois de um banho, vesti calças jeans e uma blusa quente, meu telefone tocou, é Emily. — Emily. Disse depois de atender. — Estarei aí na quinta com seus irmãos. O interne começou a tocar. — Um segundo. Peço a ela, atravessei a sala rapidamente em direção ao telefone que está na cozinha. — Boa noite senhorita, senhor Diego Bellucci pede autorização para subir. O porteiro informou. — Boa noite, ele está autorizado. — Quem está autorizando? Emily questionou do outro lado da linha. — Diego veio jantar comigo. — Claro, bom que não está sozinha. Emily disse. — Sim, talvez ele queira conversar. Informei a ela. — Depois da surra que seu pai deu nele? — Não faça drama, Diego é muito bom em outras coisas, inclusive ser um autêntico controlador. — Não faça esse jogo, homens como ele, não gostam de ser testados. — Quem disse que estou testando? Eu quero que ele sangre por mim. — Hum, tenho que ir, tia Dette me convidou para jantar. — Minha mãe? O que ela quer? — Te ligo depois do jantar. O click do elevador ecoou, Emily encerou a chamada deixando-me curiosa, o que mamãe quer com ela depois de passarmos o final de semana em casa? Coloquei código para que Diego possa subir. Em segundos as portas do elevador se abriram e o enorme Diego entrou segurando sacolas de comidas nas mãos. — Tem um belo apartamento, senhorita Ross. Diego disse cumprimentando-me em um breve aceno. — Obrigada. Coloque as sacolas no balcão da cozinha. Digo a ele, enquanto ele vai à cozinha, vou para o bar escolher um vinho branco. — Como foi seu dia? Diego questionou enquanto desembrulhava nosso jantar. — Muito bem, imagino que o seu dia tenha sido mais interessante. — Sim. Diego limitou-se a responder, servi duas taças de vinho, enquanto Diego aquece nossa comida, eu fui me sentar no sofá e segurei meu tablete de trabalho. Tenho duas pacientes internadas, 4 pacientes para receber para consulta de rotina, preciso visitar a ala adulta para uma pesquisa, talvez eu comece a pensar em um doutorado. Irei consultar mamãe sobre momento perfeito para estudar. — Trabalho? Diego tirou meu foco do tablete, obrigando-me a fechar o ecrã. — Nada relevante. Respondo rapidamente. — Estava pensativa. — Pois, talvez eu volte a estudar. Comentei. — Tão cedo? Diego questionou surpreso, eu me formei a pouco tempo, é normal sua reação. — Vou consultar mamãe, qual é o melhor momento para estudar, talvez eu aguarde dois anos antes de voltar-me para os estudos. — Não está satisfeita com o trabalho? — Eu estou, muito satisfeita, as mulheres da minha família fazem doutorado e mestrado, não vou quebrar essa tradição. Mamãe encerrou seu capitulo, fez mestrado, minha irmã fez doutorado, em dois anos ela fará seu mestrado. — Sim, justo que continue com seus estudos. — Porque as mulheres não estudam? Tia Simona não faz nada, tia Fiorella tem seu próprio negócio. É tão estranha essa regra, mulheres devem cuidar da família, apenas isso. — Depende de cada família, minha cunhada fez faculdade, seu pai permitiu que ela tivesse esse prazer, quanto a Simona, ela depende do seu marido. Nós conhecemos tio Alex, muito ciumento, ele nunca permitiria que ela estude. — Tio Alex nunca permitiria que ela estude, eu quero que nossos filhos estudem, nada de virar fantoche de homens. — Já está pensando em filhos? Diego questionou sorridente. — Claro que sim, quero que meus pais segurem seus netos, porque se depender da minha irmã, eles vão morrer esperando. Meu telefone começou a tocar, quando alcancei, vejo a foto do tio Marcos. — Tio Marcos. Digo depois de atender a chamada. — Precisamos conversar sobre o final de semana. Encarei Diego sorrindo, seu irmão quer começar com dramas, o rosto de Diego está quase curado. Se ele que foi agredido não está reclamando disso, quem é ele para me incomodar com isso? — O que tiver que reclamar, reclame diretamente com o papai, ele mandou dar uma surra no seu irmão, não eu. — Você atiçou. — Conta outra tio, o senhor traiu sua esposa e está tentando justificar a traição que seu irmão estava prestes a cometer. — Isso foi a muitos anos, estou preocupado que ele desperte alguns gatilhos. — Mimando-o demais não vai resolver sua preocupação, se ele surtar, eu posso lidar muito bem com isso. — Está maluca? Você vai se casar virgem. — Eu vou? Diego está sentando ao meu lado neste exato momento, todo e******o, me desejando... Ouço som de chamada encerada, hum, eu acho que irritei alguém. — Porque disse isso? Questionou Diego balançando a cabeça negativamente, ele deixou o copo de vinho na mesinha e procurou seu telefone no seu blazer. — É divertido irritar seu irmão. O telefone de Diego começo a tocar, ele sorriu antes de atender. — Irmão, sim irmão, claro que não, estamos jantando, ela fez isso só para te provocar. Depois do jantar, eu vou depois do jantar, não vou tocar nela, não se preocupe. Eu prometo, depois do jantar eu vou embora. Sim, sim, entendido. Quando ele encerou a chamada olhou-me. — Ele deu-me 30 minutos. — Em 30 minutos podemos, fazer muitas coisas interessantes. Eu toquei na sua gravata em seguida ele tirou minha mão rindo. — Você será meu fim. Ele levou uma colher e entregou-me. — Vai mesmo embora depois do jantar? — É uma ordem direta, não posso desobedecer meu irmão. — Está bem. Nós jantamos, quando terminamos, Diego despediu-se, e eu me preparei para dormir. Estava caminhando em direção ao meu carro, quando ouço som da sola do sapato de uma segunda pessoa seguindo-me, discretamente puxei minha bolsa, como se eu quisesse levar meu telefone, finjo estar falando com alguém enquanto alcanço minha arma. Quando estava prestes a chegar no meu carro, eu me viro, apontando a arma para meu seguidor. — Senhorita Ross, não foi minha intenção assustar. Eu já tinha o visto de algum lugar, só ainda não me lembro onde. — Diego mandou-me, sou Alonzo, o braço direito dele. — Prove. — Ontem ele esteve em seu apartamento, e falaram sobre filhos e estudos, no final de semana você mandou seu pai dar uma surra nele, e na outra semana eu tive que ir embora com a Lette na casa do seu tio Marcos. Claro, eu o vi na casa do tio Marcos, depois no hospital, como não fomos apresentados não fixei seu rosto, baixei minha arma guardando na bolsa, em seguida eu disquei o número do Diego. — Oi, estou numa reunião. Ele respondeu assim que atendeu a chamada. — Um tal de Alonzo está na minha frente, cabelos escuros, altura, 1m80, branco, terno castanho e olhos castanhos. — Ele é meu braço direito, ele irá leva-la até meu apartamento. Encerei a chamada olhando para o cara estranho a minha frente. — Você é o príncipe encantado do meu noivo. — Desculpa senhorita, não entendi. Não sei o que Diego viu nele, esse cara parece perdido em seu próprio mundo, alguma coisa de especial ele tem para conseguir um cargo de tanta importância como de conselheiro e braço direito de um Underboss. — Braços direitos são como segundas esposas do líder, onde um está, outro está. — Ah agora entendi o príncipe encantado. Alonzo passou a mão nos seus cabelos um pouco constrangido ou sem saber o que fazer. — Vamos, onde está o carro? — Por aqui senhorita. Eu o segui até o carro dele. — O que Diego viu em você? Finalmente questionei. — Desculpa? — A primeira impressão que dá é que é bem lerdo. Não posso julgar o livro pela capa, Diego não escolheria um homem desqualificado para suas obrigações, ele viu algo nele, quero saber o quê. — As mulheres pensam muito rápido, não consigo acompanhar o ritmo delas. — Hum, eu preciso comprar chocolate, pare em um shop por favor. Peço. — Sim senhorita. — Eu vou matar Emily. Resmunguei enquanto ligo para Emily, ela sumiu o dia toda. — Eu esqueci de ligar. Disse Emily ao atender. — O que minha mãe queria? Ela não me contou sobre a conversa que ela teve com minha mãe. — Nada demais, estava perguntando sobre meu aniversário, se eu queria uma festa ou não. — Não está mentindo para mim. Eu comentei em tom ameaçador. — Não tenho motivos, eu disse que não quero festa, um jantar está ótimo. — Você negando festa? Questionei, ela sempre disse sim para as festas, quem ganhou festas de aniversário em casa foi ela. — Sim, o trabalho está deixando-me velha, pelo menos eu aceitei carro de presente. Emily tem muitos carros, não entendo essa fixação por presentar carros, depois falo com a mamãe sobre isso. — Você acabou meus doces. Eu acusei, não tem nada na minha geleira. — Claro que não, repôs tudo, alguém está assaltado sua geleira. Repôs? Eu preciso verificar isso. Alonzo estacionou o carro em frente ao supermercado, rapidamente desci em direção a entrada. — Depois cuido disso, eu preciso abastecer. — Bjs. Quando ela encerrou a chamada, eu peguei um cesto seguindo para ala de chocolates, como estava sem iogurtes, compre juntamente com algumas frutas e chips. Depois comprei um termo para chocolate quente e outro para café. Comprei canecas, copos e talheres. — Estava ficando preocupado com a demora. Diego disse assim que coloquei os pés no seu apartamento. — Passei do supermercado para abastecer minha geleira no hospital. Comentei, Alonzo deixou minhas sacolas em cima da bancada, dei alguns passos para admirar a cidade através da sua linda janela de vidro, eu tenho sorte em nascer em tanto luxo, passei minha adolescência viajando, gastando dinheiro, vestindo as melhores roupas, melhores joias do mercado. Minha família contemplou-me do bom e melhor. Um apartamento luxuoso como este que Diego está morando, não é nenhuma surpresa para mim. É nada menos que meu nível econômico. — Senhor. — Obrigado Alonzo. Ele disse ao seu guarda fiel. Alonzo sumiu da minha vista, eu não tenho certeza se ele mora com ele, não, eles são completamente diferentes. Diego não é um homem que compartilha seu espaço pessoal. — Quer jantar ou tomar banho? Diego questionou sem nenhuma intenção s****l. — Se não se importa, eu gostaria de comer. O facto de eu não ter tido tempo para almoçar, deixou-me faminta. — Vinho? — Por favor. Deixei minha bolsa na poltrona, em seguida caminhei em direção ao balcão, Diego serviu-me uma taça de vinho branco enquanto ele aquece nosso jantar no micro-ondas. — Safira preparou carne de ovelha. Levantei a sobrancelha curiosa, quem é essa mulher? — Ela organiza meu apartamento e prepara minhas refeições. Alcancei a taça de vinho e dei um gole, Diego tirou nossa comida do micro-ondas. — Como decorreu sua reunião? Questionei recordando-me que ele havia mencionado isso. — Muito produtiva, e o seu dia? — Bom. — Você pode falar comigo sobre seus pacientes. — Eu digo o mesmo sobre suas reuniões sangrentas. Diego levantou os olhos para encarar-me, aqueles olhos azuis brilham de luxuria, não sou nenhuma criança, sei muito bem o que ele faz do melhor. Matar pessoas. Quando terminamos de comer, Diego subiu para tomar banho enquanto eu falava ao telefone com a mamãe, em seguida subo para procurar um quarto para me instalar, abro a porta e me conduzo para dentro. Uau! Caminho até o centro do quarto. Bem, suíte seria uma descrição melhor. O espaço é provavelmente maior que o meu quarto. Uma cama gigante domina o recinto, coberta com lençóis de cetim em roxo profundo e dourado, atrás dela, a decoração é feita de papel de parede com arabescos em ouro antigo. Cortinas pesadas caem sobre o carpete espesso e macio, e a iluminação é difusa e suave. Vou até a imensa janela hexagonal e observo os jardins dos fundos. Passo a mão por uma cômoda de madeira escura e coloco a bolsa e a pasta sobre ela, antes de me sentar na poltrona próxima à janela. Olho em volta. Tudo nesse lugar é incrível. Viro a cabeça, intrigada, mas quase dou um pulo quando ouço um barulho vindo do banheiro. Merda. Este é o quarto do Diego? Não ouço mais nada agora. Fico quieta e imóvel, tentando registrar algum movimento, mas não há nada, então relaxo um pouco, mas, levanto rápido a cabeça quando ouço a maçaneta do banheiro girar. Droga. Corro até a cômoda para pegar minhas coisas e viro para a saída. Mas paro, num susto, derrubando minhas coisas no chão, quando me deparo com uma visão magnífica. Estou paralisada olhando para Diego, que está parado na porta do banheiro, usando apenas um jeans folgado. — Isso é algum tipo de brincadeira? Quase dou risada. Aguardo uma explicação, mas não acredito que vá receber uma. Tento ignorar o homem glorioso diante de mim e busco freneticamente em meu cérebro algum tipo de orientação ou instrução. É inútil. Não sou cega. Esse homem vai além da perfeição. O que fazer? Ele está aqui, com a cabeça ligeiramente baixa, me olhando através dos longos cílios. Está me atravessando com o olhar, a boca está levemente aberta, e o peito maravilhoso sobe e desce. Bastante definido nada exagerado, apenas harmonioso desenhado perfeito. Se ele é devastador vestido, sem roupa poderia causar convulsões. Respiro fundo. Ah, Deus do céu, ele tem o V na pélvis, e sua respiração ofegante contrai e relaxa seus músculos. O que ele faz ali apenas de jeans, parecendo recém-barbeado, revelando ainda mais beleza? Mentalmente, me dou um tapa no rosto. Com os braços soltos ao longo do corpo, sua postura é confiante e determinada. Ele me olha fixamente, seu olhar me dizendo que estou prestes a derreter de prazer. Eu devia ir embora, mas, por mais que ache que deva, por mais que esteja duelando com meu lado racional, que me manda sair correndo, não me mexo. Em vez disso, passo os olhos pelas suas coxas envolvidas pelo jeans, notando o volume em suas calças. Ele está absolutamente e******o e, a julgar pelo fluxo de desejo que acabo de sentir desabrochar em meu estômago, eu também estou. Abro a boca para acalmar a respiração e flexiono o pescoço. Permaneço imóvel. O único movimento visível é meu coração martelando no peito, o que só aumenta quando ele se aproxima de me devagar, os olhos fixos nos meus. Quando fica a poucos passos, seu perfume fresco toma conta de me, fazendo meu corpo enrijecer. Não sei como consigo, mas mantenho meu olhar fixo no dele, até que ele para diante de mim, o mais próximo possível sem me tocar. — Vire. Ele ordena, gentilmente. Obedeço sem pensar nem hesitar, lentamente ficando de costas para ele, expirando com força e fechando os olhos. Meus ombros ficam tensos, aguardando seu toque, e tentar ter pensamentos relaxantes não está funcionando. O único som no recinto é nossa respiração ofegante. Permaneço nessa posição por um momento e depois começo a me virar para ele outra vez, mas sou interrompida por duas mãos firmes, quentes e ligeiramente trêmulas que pousam nos meus ombros, impedindo meu movimento. Seu toque me faz hesitar, e ele solta apenas uma das mãos, como se para garantir que eu vá ficar parada, antes de pegar meus cabelos soltos e colocar sobre meus ombros, na frente do meu corpo. Lá no fundo de mim, posso ouvir minha mente exigindo que eu vá embora, mas, meu corpo tem outros planos. Sua mão volta para o meu ombro e massageia meus músculos tensos. A sensação é divina, e minha cabeça gira em agradecimento, enquanto um pequeno suspiro escapa dos meus lábios. A pressão aumenta, e absorvo os movimentos deliciosos daquelas mãos, enquanto sinto seu hálito quente e mentolado se aproximar da minha orelha. Começo a tremer, movendo o rosto na direção da fonte. Sei que é um convite, mas nesse momento já perdi a razão. Quero mais. Estou tremendo. Fora de controle. Perco o fôlego num soluço, que fica preso na garganta. Ele encosta toda a frente do seu corpo nas minhas costas, sua boca parando na altura da minha orelha. — Agora vou tirar seu vestido. Faço um meneio de permissão com a cabeça quase inexistente, mas ele o capta e responde mordiscando o lóbulo da minha orelha, o que só intensifica a pulsação desesperada dentro de mim. – Você é linda demais, Chloe. Ele ronrona, passando os lábios na minha orelha. Encosto nele, sua ereção latejando através da calça, pulsando na base das minhas costas. Ele mexe os quadris, e solto um gemido. Estou completamente à sua mercê. Sei que ele provavelmente tem vasta experiência nessa área. O dom da sedução para ele é uma arte. Não me iludo. Mulheres devem se atirar aos pés dele diariamente. É um mestre treinado, que consegue o que quer, mas não me importa nem um pouco. Nesse momento, estou disposta, sem crise de consciência nem indecisão. Qualquer vestígio de cautela foi atirado pela janela. Sinto seu dedo indicador tocar a base de minha coluna, desenhando uma linha lenta e definida para cima, fazendo minha cabeça girar. Imploro para minhas mãos ficarem imóveis ao lado do corpo, quando tudo o que quero é me virar e devorá-lo, mas ele já me impediu de fazer isso uma vez. Claramente gosta de estar no controle. Quando alcança o topo do meu vestido, ele segura o zíper e apoia a outra mão no meu quadril. Sinto um arrepio. É meu ponto mais sensível, e qualquer movimento no meu osso da bacia, ou no côncavo logo acima, me deixa louca. Fechando os olhos com força, uso cada milímetro de concentração para tirar o foco desse contato. É difícil, mas o simples peso de sua mão espalmada ali me prende, me mantendo imóvel. O zíper de meu vestido desce devagar, e posso ouvir a mudança em sua respiração diante a exposição de minha pele nua. Ele tira a mão de meu quadril e percebo, perturbada, que sinto a falta do calor imediatamente. Mas logo sinto ambas as mãos deslizarem para dentro do tecido e pousarem nos meus ombros, os dedos flexionando para empurrar meu vestido para a frente, antes de baixá-lo ao longo do meu corpo e deixá-lo cair no chão. Prendo a respiração e agradeço a tudo o que é mais sagrado por ter colocado lingerie decente. Estou ali de sutiã, calcinha e sapatos, à total disposição daquele Adônis atrás de mim. Ele me agarra pela cintura e me levanta do anel formado pelo vestido, antes de me virar de frente. Nesses saltos, meus olhos ficam na altura do queixo dele e, com um movimento simples, encaram aqueles lábios lindos e carnudos, desejando que ele os coloque sobre os meus. Estou prestes a perder o autocontrole, e minha consciência já deixou o recinto há algum tempo. Perdi a inibição e, com esse homem, estou entregue. Ele coloca uma das mãos no meu seio e desenha círculos em torno do mamilo com o polegar, os olhos concentrados no movimento. Meus b***s se eriçam ao toque, endurecendo por trás da renda do sutiã. O esboço de um sorriso surge nos cantos de sua boca. Ele sabe o efeito que tem em mim. Introduzindo o dedo indicador no bojo, ele belisca o mamilo intumescido, fazendo meus s***s latejarem, transformando-os em montes pesados no meu peito. Estou totalmente entregue a esse homem, que me estuda tão atentamente, me excitando até me deixar trêmula e desesperada. Ainda não acredito que estou fazendo isso, mas como parar? Observo enquanto ele aproxima a outra mão para apalpar meu outro seio e então não consigo mais manter as minhas mãos longe dele. Levanto os braços e deixo as palmas de minhas mãos tocarem o peito dele, o calor e a firmeza tornando minha respiração entrecortada. Desenho uma trilha com os dedos pelo espaço entre os músculos peitorais, sorrindo quando o sinto se contrair e emitir um gemido do fundo da garganta. Antes que eu tenha mais acesso ao seu corpo, no entanto, ele me vira de costas novamente. Quero chorar por dentro. — Quero olhar para você. Falo num fio de voz. Desabotoando meu sutiã e passando as mãos por baixo das alças, deslizando-as pelos meus braços e deixando que a peça caia no chão. Suas mãos encontram meus s***s e os apalpam deliberadamente, enquanto sua respiração está pesada na minha orelha. Estou de volta ao lugar onde queria estar. Sua língua traça uma linha em meu lábio inferior, pedindo passagem, que não n**o. Eu o aceito dentro da minha boca, nossas línguas duelam, a boca dele quente, a língua relaxada, porém decidida. Jogo os braços sobre seus ombros para puxá-lo para mais perto, e ele pressiona a pélvis no meu ventre, sua ereção dura como aço pedindo para ser libertada do confinamento do tecido que a envolve. Cada parte dele é perfeita. Ele é tudo o que eu imaginava. Um gemido baixo escapa de sua boca, e suas mãos correm pelas minhas costas até segurar minha cabeça, os dedos abertos e a palma descendo para os dois lados do meu rosto. Ele interrompe o beijo, e solto um gemido, já sentindo sua falta. Seus ombros sobem e descem com sua respiração forte, lutando para fazer chegar ar aos seus pulmões. Ele encosta a testa na minha, com os olhos fechados. Parece sentir dor. Com um puxão leve, ele levanta minha perna para que eu o enlace na altura do quadril e apalpa meu traseiro com a outra. Ele busca meus olhos desesperadamente. — Existe algo entre nós. Ele sussurra. — Existe algo, sim. Confirmo em voz baixa e vejo seu olhar ir da incerteza à completa satisfação. Estou equilibrada em apenas uma perna, meio apoiada em sua cintura, pronta para jogar tudo para o alto e enredar minha outra perna em volta dele. Preciso senti-lo. Preciso de seus lábios nos meus e, como que lendo meus pensamentos, ele inclina a cabeça um pouco para o lado e aproxima a boca da minha, dessa vez num beijo mais calmo, em que gentilmente roça os lábios nos meus em um ritmo de sonho. Mas, tudo fica claro quando ouço alguém chamar o nome de Diego. — Senhor, seu irmão no telefone. Meu corpo lânguido e e******o enrijece de repente, meus dedos cravados nos ombros de Diego. O que estou fazendo? Ele aprofunda o beijo, apertando a boca na minha a ponto de machucar, a língua invadindo minha boca com urgência. Sei que está tentando me manter no jogo. Ele solta minha perna, mas me segura pelos quadris, para me manter imóvel. Ele acha que vou fugir. Eu vou fugir e, quando liberta meus lábios, minha cabeça baixa automaticamente. — Eu preciso atender. Ele segura meu queixo, levantando minha cabeça, seus olhos azuis olham diretamente nos meus. A linha de expressão em sua testa aparece, e ele busca algo em meus olhos. Pego meu vestido do chão antes de correr para o banheiro, batendo a porta, para em seguida trancá-la. Encosto na madeira, quase nua, tentando controlar a respiração descompassada e olhando para o teto na tentativa de conter as lágrimas. Penso ouvir o som abafado de vozes vindas do quarto e tento controlar a respiração para poder escutar o que está acontecendo. Mas não ouço nada. Nenhum ruído, conversa… nada. Maldita hora para estar seminua e não poder fugir. Em vez disso, decidi correr para o banheiro, para me esconder como a vagabunda desesperada que sou. Estou morrendo de vergonha de mim mesma. Quando ouço a porta se fechar, congelo onde estou e tento escutar. Ele está indo embora ou voltando?
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