Luna saiu da faculdade com passos rápidos, o estômago embrulhado e a cabeça girando em mil pensamentos. Enquanto as amigas se despediam animadas nos braços dos namorados, ela seguiu sozinha até o estacionamento. O motorista já a aguardava com o carro ligado, como sempre. Entrou sem trocar palavra e passou o caminho inteiro em silêncio, olhando a cidade pela janela, mas sem realmente ver nada. Quando chegou em casa, não cumprimentou os pais que estavam na sala — eles pareciam ocupados com papéis e conversas em tom sério. Aproveitou a distração deles e subiu direto para o quarto, batendo a porta com mais força do que pretendia. Passou horas trancada, deitada de bruços na cama, remoendo a cena da faculdade e sentindo uma mistura de raiva, humilhação e uma dor que não queria admitir. Só no m

