— E como eu vou pra faculdade?! — gritou, desesperada. — Ou vai parar de pagar isso também? — Não — respondeu, seco, sem olhar pra ela. — Tenho o dever de te sustentar até os vinte e um, ou enquanto estiver estudando. E é só por isso que vou continuar pagando. Porque ainda quero que você tenha um futuro. — Um ótimo pai, né? — ironizou, tentando esconder o pranto. — Muito obrigada. Reinaldo respirou fundo, os olhos marejados, mas não cedeu. — Espero que, dessa vez, você entenda que as coisas não são do jeito que você quer. — Girou o corpo e caminhou até a porta. — E você está de castigo. Não sai do quarto, a não ser pra ir pra aula. Vou mandar que entreguem sua comida. — Eu não sou mais criança pra... — começou, mas a porta já tinha se fechado atrás dele, num estrondo que fez o abajur t

