O silêncio que se instalou foi pesado, quase palpável. Reinaldo balançou a cabeça, incrédulo. — Impossível. — disse por fim, a voz falhando. — Luna jamais faria uma coisa dessas. Não a minha filha. Ela pode ser mimada, mas não desse jeito. Aline cruzou os braços, impaciente. — Acorda, Reinaldo. — retrucou firme. — Nossa filha não é nenhuma santa, embora você a trate como uma. É perfeitamente capaz, sim. — De se machucar? — ele insistiu, quase suplicando. Os três o olhavam em silêncio. Gabriel não tinha coragem de confirmar, e Rita parecia cansada demais pra tentar convencer. — Gente, pelo amor de Deus... — murmurou Reinaldo, com a voz embargada. Virou-se pro genro. — Você estava lá e não falou nada? — Depois olhou pra Rita. — E você, nem se defendeu? — Estávamos em choque, seu Reinal

