O riso das amigas morreu de repente. O silêncio se instalou pesado. Luna notou tarde demais o olhar das duas voltado para a porta. Quando virou, o coração dela deu um salto: Gabriel estava parado ali, prestes a entrar. Ele caminhou devagar até elas, a expressão indecifrável. Parou ao lado da cadeira de Luna, que sentiu o estômago revirar. — Pois é... — a voz dele saiu baixa, carregada de ironia. — O filho da empregada tá ouvindo. Luna piscou rápido, sem jeito, tentando se recompor. — Gabriel... eu não quis dizer desse jeito... — começou, tropeçando nas palavras. Ele apenas deu de ombros, inclinando-se levemente na direção dela. — Não me ofendeu, Luna. — Fixou o olhar nos olhos dela. — Eu sou mesmo o filho da empregada. Um sorriso de canto surgiu em seus lábios, malicioso, calculado.

