O garçom se afastou, e Luna observou o namorado encarar a barca colorida como quem olhava uma criatura alienígena. A luz suave refletia sobre a mesa de madeira clara, e o aroma do gengibre e do shoyu se misturava ao perfume floral que ela usava. O ambiente ao redor era sofisticado, com conversas baixas e risadas contidas — completamente diferente do caos divertido que costumava cercar os dois. — É sem dúvida lindo? É! — Gabriel começou, apontando para o prato com um ar de falsa admiração. — Eu fritaria tudo? Sim! — Luna cobriu a boca com a mão pra conter a risada. — Só você mesmo pra me fazer comer esse treco. — Meu amor, você pode provar antes de reclamar mais? — Ela disse entre risos, ajeitando o cabelo atrás da orelha. — Tem uma imensa variedade aqui, não é só salmão cru. — Inclinou-

