Mia Não me lembro de ter me divertido tanto nos últimos anos. A música é boa, as pessoas são sorridentes e a Ash é uma verdadeira luz pulsante ao meu lado. Me movo com a liberdade de que tanto senti falta, e ela me acompanha com um sorriso largo. Perco as contas de quantas músicas tocam ou de quantos copos bebo. Deixo o ar cheio de expectativa ao meu redor me preencher e sigo animada por cada instante da festa, sem grandes preocupações. No terceiro copo, comecei a refazer a minha lista mental de tudo o que deixei de viver por causa de um noivado precoce, que agora sei que foi motivado, em grande parte, por luto e coração partido. Quatro dias sozinha, em um quarto de hotel, perdida no meio do nada, te obrigam a pensar. E a rasgar, de dentro para fora, toda a dor embutida. A ferida ainda

