Acélia — Quando você era pequena, fazia menos perguntas. Falava menos. Acho que você devia trazer isso da sua infância para a sua vida adulta. É só um conselho. O filho da p**a tem coragem de dizer isso com a maior tranquilidade do mundo, como se estivesse oferecendo um chá, não despejando gasolina num incêndio. Sinto minha irritação subir em níveis alarmantes, daqueles que fazem o sangue ferver atrás dos olhos. — Espera aí — digo, já abrindo os braços — que eu tô preparando um f**a-se desse tamanho pra você. Demonstro o tamanho com o espaço entre as palmas das mãos, exagerado, teatral, quase cômico. Ele cruza os braços, me encara de cima a baixo, estufa o peito como se estivesse diante de uma criança birrenta. — Pelo visto, continua a mesma menina de antes. Assim que termina de d

