Capítulo 30

1964 Words
Minha menina dos olhos azuis, Confesso que não sei por onde começar, não sei o que escrever direito já que nunca escrevi uma carta para uma mulher antes, a não ser a minha mãe, é claro. Não foi porque não tive oportunidades ou por ocasiões que fossem necessário me expressar por um papel, foi porque nunca senti necessidade por alguém como sinto por você, isso define bem o que eu estou sentindo nesse momento, sinto sua falta, sinto tanto que dói. A cada manhã que eu acordo sinto falta do calor do seu corpo ao meu lado, o jeito como coça os olhos e fica com preguiça de abri-los, a forma como seu corpo procura o meu assim que você desperta, me pego pensando no seu sorriso, e as vezes é como se eu conseguisse ouvi-lo mesmo a distancia, queria poder sentir o seu cheiro, gostaria que ele ficasse impregnado no corpo como nas vezes que a gente faz amor e os nosso cheiros se misturam. Eu queria poder estar aí com você, todos os dias, poder te beijar, te abraçar e me contentaria só em te ver e saber que esta bem, mas não posso. Não é porque eu queira e seria complicado demais dizer o motivo, pelo menos por enquanto, mas espero muito que em breve possamos estar juntos outra vez, mesmo nessa situação tão difícil em que você está e que espero poder mudar um dia, porque te quero pra vida toda, não só por momentos, ou por algumas noites, te quero para sempre ao meu lado, porque os meus dias sem você são vazios e tristes. Saiba, minha safira, que penso em você todos os dias, que sinto uma falta absurda de você como se tirassem o meu ar e arrancassem meu coração. Conto cada minuto para te ver outra vez. Com todo o amor em meu coração, Seu Poncho. Anahí lia pela segunda vez a carta que Alfonso tinha mandado, ela não acreditou quando Dulce foi até o seu quarto e entregou a carta, ela ainda se lembrava que para ela seria mais um dia de muito trabalho e tristeza. Flash Black de minutos atrás Anahí já tinha acordado e terminava de se arrumar quando ouviu alguém bater na porta, agora ela sempre trancava a porta, com medo do Gáston entrar em seu quarto durante a noite. Dulce: Sou eu, Annie. Disse ao perceber a demora da amiga para abrir a porta. Anahí: Oi Dul! Estava terminando de me vestir. Justificou a demora. Dulce: Tudo bem. Disse entrando no quarto de Anahí e se sentando na cama. Anahí: Você está de bom humor. Comentou ao ver a amiga com os olhos brilhando - E acho que até sei o nome dessa felicidade toda. Dulce: Ai, Annie! Eu nunca senti isso na minha vida, sabe? Anahí assentiu, entendia muito bem o que Dulce estava sentindo - Eu queria ser imune a ele, não sentir nada para não me machucar, tentei até ignorar, mas não consigo. Anahí: Eu sei como se sente, mas se é tão bom e te faz feliz, acho que deveria arriscar. Dulce: Não quero me machucar, Annie. Ainda tem a Belinda que gosta dele, não queria ficar m*l com ela e eu sei sei que ele também tem um carinho por ela. Annie: Dul, a culpa não é sua se ele não quer ficar com a Bel, ela não pode te culpar por ele ter se apaixonado por você, essas coisas não escolhemos elas só acontecem e você não tem culpa por ter se apaixonado por ele. Se ela não é correspondida da forma como gostaria, precisa aceitar e conviver com isso. Dulce: Na prática é tão mais complicado do que quando falamos. Suspirou. -Mas não vim aqui para te encher com meus problemas, vim te entregar isso. Disse entregando a carta a ela. Anahí: O que é isso? Disse estranhando. Dulce: É algo que eu tenho certeza que você vai gostar e te animar um pouco. Eu vou te deixar sozinha para ler com calma e privacidade. Disse dando um abraço na amiga e a deixando sozinha. Anahí ficou nervosa e confusa ao ver a letra do Alfonso no envelope. Anahí sorria boba e tinha lágrimas nos olhos, ela abraçou a carta sentindo cada palavra dele aquecendo seu coração, se durantes todos aqueles dias sem notícias dele, fazendo faxinas durante horas tendo Gáston sempre a atormentando e dizendo que Alfonso tinha desistido dela, que deveria estar com outra mulher, uma mulher da mesma classe social que ele, e por dias voltava para seu quarto e desabava chorar e só dormia pelo cansaço. Aquela carta tinha dado um novo animo para ela, uma segurança de que ele sentia o mesmo que ela, de que era correspondida. E nada que Gáston dissesse iria tirar aquela felicidade que ela estava sentindo naquele momento. Ela pegou um papel e uma caneta, ela se pôs escrever, dizer o que estava sentindo e como ele fazia falta a ela também. Anahí procurou Dulce durante quase toda manhã, mas Gáston a encheu de atividades, ela escondeu a carta por debaixo da blusa para quando tivesse uma oportunidade de entregar a amiga. Gáston: Quero que limpe todo o salão, o bar e os quartos, troque todos os lençóis e os lave. Anahí assentiu pegando o balde e os produtos de limpeza. Gáston estranhou, ela estava diferente. - Eu vou conferir se tem feito todo o trabalho direito. Anahí: Como desejar. Disse com um tom de cinismo. Ele a puxou pelo cabelo a fazendo o encarar. Gáston: Quando eu falar com você é bom que me trate com respeito, eu quem mando aqui. Sua v***a. Acha que só porque é a p*****a do Herrera pode fazer o que quiser. Eu acabo com você e o pirralho do seu irmão. Anahí engoliu a seco ao ouvir a ameaça ao irmão. Ela assentiu e Gáston tentou beijá-la que desviou o rosto. Anahí: Você me dá nojo. Disse realmente enjoada só em olhar para ele. Gáston: Um dia você ainda vai me implorar para comer você. Disse irritado com a rejeição dela. Anahí: Eu prefiro estar morta ao ter que suportar você me tocar. Ele deferiu um tapa no rosto dela, que pela força e por ela não esperar acabou perdendo o equilíbrio. Ninel: A deixe em paz. Disse vendo a cena assim que chegou na parte de baixo do cassino. Gáston: Chegou a defensora das putas. Riu debochado. Ninel: Pare de atormentar a garota, ela já esta fazendo toda a faxina que você quer. Gáston: Nem todos. Disse malicioso. Anahí fez cara de nojo. Ele saiu deixando as duas a sós. Ninel: Já te falei para não bater de frente. Anahí: É que você não tem noção de como ele me irrita, me dá nojo só em ter que olhar para ele e ouvir aquela voz. Ninel: Eu sei, menina, mas quanto mais você demonstra isso, mas ele te castiga. Disse segurando as mãos dela, antes macias agora com calos. - Ele tem pegado pesado com você. Anahí: Se isso me manter longe dele, eu não me importo de limpar o cassino todo. Ninel sorriu de lado, gostava do jeito da garota. Ninel: Você sabe que se pudéssemos ajudaríamos você, né? Anahí: Eu sei, não quero que sejam castigadas por minha causa. Já basta o que ele fez com a Angel. Como ela esta? Ninel: m*l, e nem podemos vê-la direito, ele quem esta com a chave do quarto dela. Lamentou. Anahí: Me sinto culpada. Ninel: A culpa não é sua, ele quem é um desgraçado, um covarde. Anahí: Mesmo assim, ele bateu nela, porque ela me ajudou, ela quem levou comida para mim. Ninel: Ela queria te ajudar para compensar o que já tinha feito antes com você, não se culpa, nessa história o único culpado é ele. Mesmo Anahí assentindo e encerrando o assunto ela ainda se sentia culpada, se Gáston não tivesse descoberto que Angelique levou uma bandeja com comida para ela, ele não a teria violentado e agredido fisicamente Angelique. Agora todas estavam proibidas de ver como ela estava. Anahí fez tudo o que lhe foi ordenado, e quando o cassino abriu ela terminava de estender os últimos lençóis que Gáston a obrigou lavar todos a mão. E em pensar que ela poderia descansar ao terminar aquela tarefa estava enganada, porque ela a mandou limpar toda a cozinha. Quando Anahí viu Dulce pela primeira vez naquele longo e cansativo dia, a amiga terminava de sair do quarto. Anahí: Onde você estava? Eu te procurei durante todo o dia. Dulce: Desculpa, Annie. Hoje não é um dia bom para mim. Eu me escondi por um tempo queria ficar sozinha. Disse cabisbaixa. Anahí: O que foi? Perguntou preocupada com Dulce Dulce: Hoje é o aniversário da minha mãe. Anahí: Sinto muito, Dul. Disse abraçando a amiga. Dulce: É o primeiro aniversário dela que passamos separadas, e ela nem sabe o que esta acontecendo. Eu..eu..só queria...poder ouvir a voz dela, entende? Disse com lágrimas nos olhos. Anahí: Entendo, claro que entendo. Queria tanto poder te ajudar. Disse sincera. Dulce: Só em me ouvir você já esta me ajudando, não contei para ninguém só para você, não conta para ninguém. Anahí assentiu. - Eu preciso ir agora, antes que o Gáston mande o Derreck atrás de mim. Anahí: Eu não quero te atrapalhar, estou suada e você aí toda cheirosa para o Ucker. Disse brincando e Dul sorriu. - Te fiz sorrir. Dulce: Você é uma das poucas pessoas que conseguem me fazer sorrir de verdade. Mas me fala, tem algo para mim? Perguntou sugestiva. Anahí: Como você sabe? Dulce: Com a convivência estou te conhecendo, e seria um péssima amiga se não conhecesse, e eu sem contar que eu imaginava que você iria escrever de volta. Anahí tirou a carta de dentro da blusa e entregou a Dulce. - Vou fazer questão do Ucker avisar ao Alfonso que essa carta estava no meio dos teus p****s. Brincou. Anahí: Palhaça. Não sabe o trabalho que deu para esconder isso durante o dia todo e ter cuidado para não molhar de suor. Dulce: Como se ele nunca tivesse visto esse suor né, alias, quando vocês estão lá no bem bom nem se importaram com suor. Provocou. Anahí: Dulce...! Para... Pediu envergonhada fazendo Dulce rir. Dulce: Pode deixar que eu cuido da sua carta agora. Anahí: Obrigada. Dulce piscou para ela. E quase meia hora depois Anahí finalmente pode tomar um banho e comer alguma, de tão cansada que estava não demorou nada para pegar no sono. Como já era de costume e estava virando hábito, Ucker chegou quase no mesmo horário de sempre, ele e Dulce beberam e ele ainda jogou um pouco com ela ao seu lado antes de subirem, mas ele já havia notado que tinha algo estranho. Ucker: O que foi? Perguntou assim que entraram no quarto. Ela só negou com a cabeça. Dulce: Não é nada. Ucker: Dul... Dulce: Toma antes que eu me esqueça. Disse entregando a carta a ele que guardou. Ucker: Dulce, olha para mim. Tem algo te incomodando eu sinto isso. Dulce: Hoje é o aniversário da minha mãe. Disse sendo sincera com ela. Ucker: Sinto muito, baby. Disse carinhoso. Ela se deixou ser consolada por ela, encostando a cabeça em seu ombro que afagou seus cabelos. - Deita aqui, hoje não precisamos fazer nada, eu fico aqui e te faço companhia se você quiser. Dulce: Obrigada. Ela realmente não estava no clima. Ucker: É o mínimo que eu posso fazer no dia de hoje por você. E eles ficaram assim, conversando, ele a ouviu desabafar e a consolou, até vê-la dormir e a jeitou para dormir em seus braços. - Eu amo você, ruivinha. Disse a observando dormir.
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