Capítulo 29

1611 Words
Mesmo sendo difícil Alfonso cumpriu o que Maite o aconselhou deu um tempo nas visitas a Anahí, mas aqueles dias em vê-la esta o levando a loucura, sabia que era para o bem dela que isso a manteria longe dos olhos do " futuro sogro", porém isso não amenizava a falta que ela fazia. E além da saudade dela, de sentir falta de dormir abraçado a ela, sentir o perfume, o calor, sem saber como ela estava naquele lugar e preocupado com o que pudesse estar passando sem a proteção dele, tinha que aturar uma noiva sorridente, em que marcava e preparava o casamento, um casamento que mais parecia a condenação dele do que uma união de um casal. Seria mais uma noite difícil, Diana parecia não pretender ir embora da casa dele, nem ela e nem o pai, após dias e dias inventando desculpas para que o sexo não rolasse, ele se sentia cada vez mais encurralado naquela situação. Diana daria um jantar para o amigos mais íntimos deles, ela gostava dessa ocasiões, era uma forma de sempre estar forçando a aparência deles como casal para os amigos. Ele se serviu mais uma dose de Whisky já era a terceira dose, e pelo visto ele teria muitas pela frente para aguentar aquele jantar que Diana tinha organizado. Ucker: Você parece péssimo. Disse ao amigo ao se sentar ao lado dele no sofá. Alfonso: Eu me sinto péssimo, a pessoa mais desgraçada da sala. Disse sem rodeios. Ucker: Pois é, meu amigo. Se meteu em uma furada. Ele sabia a situação de Alfonso e sabia o quão difícil era a situação. Alfonso: Nunca imaginei passar por isso. Ucker: Acho que não poderíamos imaginar que ela se apaixonaria por você e viraria uma louca. Alfonso: Uma louca que fez da minha vida um inferno. Ucker assentiu bebendo também do seu Whisky. - Vai lá? Perguntou sem se conter. Ucker: Assim que sair daqui. Tenho ido quase todos os dias, principalmente agora que a Dulce parece ter abaixado a guarda em relação a mim. Alfonso: Tem a visto? Ucker sabia por quem ele perguntava. Ucker: Não, ela não desce, ordens suas. Mesmo sem estar indo, Gáston parece estar cumprido o acordo de vocês, ela sempre fica no andar de cima. Alfonso: Eu não sei se isso é bom ou r**m. Não sei o que esperar daquele desgraçado, quem me garante que ela realmente esta protegida? Ucker: Nas poucas vezes que a Dulce comenta sobre ela, já que o Gáston proibiu de qualquer garota comentar sobre as outras com os clientes, a Dul sempre diz que ela esta abatida, triste. Alfonso apertou o corpo com força, até quebrá-lo, o que chamou a atenção de algumas pessoas. Alfonso: Merda! Disse ao ter se cortado. Ucker: Se controla, cara. Diana foi a primeira a se aproximar. Diana: O que foi, amor? Se machucou? Disse pegando a mão dele e vendo o corte. Alfonso: Não foi nada. Disse puxando a mão de volta. - É só lavar que para. Disse se levantando. Diana: Como não foi nada? Você quebrou o copo, Alfonso. O que deixou assim? Para quebrá-lo deveria estar o segurando com força demais e com certeza tem algo te incomodando. Alfonso: Diana, pelo amor de Deus, não começa com suas paranoias. Disse impaciente. Dimitri: Filha, foi só um copo. Diana: Eu sei que tem algo, papai. Alfonso: Tem, sabe o que é? Diana o encarou esperando e Maite arregalou os olhos com medo do que o irmão iria dizer, Alfonso sempre foi muito impulsivo e muitas vezes ela nem sabia o que esperar do irmão. - O que tem é você enchendo o saco, sempre em cima de mim, como se eu fosse fujir a qualquer momento, me deixa em paz, Diana. VOCÊ.ME.SUFOCA. Disse irritado e foi em direção ao banheiro enquanto Diana engolia a seco todos olhando para ela. Dimitri: Precisa dar um tempo, Diana. Homem nenhum gosta de se sentir pressionado. Você ultimamente só fica dentro de casa, nem trabalhar mais você vai, desse jeito você não vai conquistá-lo. Disse tentando consolar a filha. Maite e Ucker foram atrás do Afonso e o encontraram no banheiro, ele terminava de lavar as mãos. Maite: Que merda foi aquela, Poncho? Alfonso: Maite... Maite: Você contou não foi? Disse encarando Ucker. Ucker: Ele me perguntou, ué. Eu achei que ele precisava saber. Maite: O que foi que eu disse, Poncho? Sem notícias, sem contato, pelo menos por enquanto. Alfonso: Você fala como se fosse fácil. Você tem o Mane, vocês dormem juntos, dividem uma vida juntos, você o tem a hora que quiser, pode dormir e acordar sem medo de perdê-lo, sem medo que no dia seguinte ele amanheça morto por sua causa, ou que alguém o estupre ou faça algo pior. Desabafou. -Eu to aqui, preso, sem poder fazer nada, e ela está lá, eu não sei nada, Maite. Não sei como ela está, se ela está bem, se fizeram alguma coisa com ela, ou pior se aquele desgraçado fez alguma coisa com ela, eu durmo e acordo com medo dela amanhecer morta ou dela ser abusada. Eu nem posso sair daqui com medo do Dimitri descobrir e fazer qualquer coisa com ela, como se já não bastasse a vida de merda que ela tem, eu ainda tenho medo de que por minha causa ela vire alvo do Dimitri. Você poder beijar o Mane a hora que quiser, pode abraçá-lo quando bem entender eu não, Maite. Eu não posso estar com quem eu quero, porque simplesmente fodi a minha vida, Maite. Desabafou e Maite se sensibilizou com a situação do irmão. Ela o abraçou. Maite: Eu sinto muito, Poncho. De verdade, queria que você pudesse viver o que sente sem medos, eu daria qualquer coisa para te ver feliz. Alfonso: Eu só quero ela, Mai. Só ela. Ucker: Eu vou ver Dul. Você pode escrever alguma coisa, eu não sei, explicar porque não esta indo e deixo com a Dulce para entregar a ela, se a Anahí escrever de volta eu trago para você, acho que a Dulce não vai se opor em ajudar. No momento acho que isso é melhor que nada. Alfonso: Está falando sério? Faria isso por mim? Ucker: Sim, Poncho. Você é meu amigo, como irmão para mim e sei em partes o que esta sentindo. Deu um sorriso de leve. Maite: Espera... Ucker está apaixonado? Meu Deus isso é um milagre. Os três riram de leve. Maite e Mane distraíram Diana e Dimitri enquanto Alfonso escrevia a carta para Ucker levar, e provisoriamente aquilo bastava. No fim da noite, enquanto Diana se despedia das amigas. Alfonso abraçava Ucker e entregava a carta. Alfonso: Obrigado, Ucker. Eu nem sei como te agradecer direito por estar me fazendo esse favor. Ucker: Se for te deixar feliz, pra mim já basta. E quando você poder voltar me ajuda com a Dulce. Brincou e os dois riram. Alfonso: Pode deixar. Maite abraçou o irmão enquanto Ucker ia embora. Maite: Hoje, Alfonso Herrera com quase trinta anos escreveu sua primeira carta de amor. Eu posso dizer que vivi para ver isso acontecer. Zombou. Alfonso: Você me paga, maninha. Disse se soltando do abraço e Maite correu, se escondeu atrás do noivo, os dois ficaram nessa brincadeira até Alfonso cansar e dizer que não tinha idade para esses tipos de brincadeiras. Ucker chegou ao cassino quase ao mesmo horário de sempre, ele sorriu para Dulce que sorriu de volta, jogou um pouco, bebeu e depois os dois subiram juntos. Ao fechar a porta ela já o abraçava e beijava, querendo tirar a roupa dele. Dulce: O que foi? Perguntou ao ver que ele a fez parar. Ucker: Antes preciso conversar com você. Dulce: O que precisa conversar? Disse se sentando na cama. Ucker: É sobre a Anahí. Disse pegando a carta que estava no bolso. Dulce: A Annie? Estranhou Ucker: O Poncho está passando por alguns problemas, por isso não tem conseguido vir ver a Anahí, ele queria noticias dela, saber como ela está, ele está preocupado com ela. Disse e Dulce suspirou. Dulce: Eu não posso dizer muita coisa, ultimamente ela tem estado muito calada, a Annie tem estado muito quieta, triste, digamos que o Gáston não tem facilitado as coisa, fica dizendo que o Alfonso não vem, porque já enjoou dela, que ele deve estar transando com outras mulheres, mulheres da mesma classe social que ele. Ucker passou a mão no rosto se aquilo chegasse ao Alfonso, ele surtaria. Ucker: Eu nem sei se posso contar isso a ela, porque se o Alfonso souber, não sei o que vai fazer com o Gáston, mas ele mandou isso. Disse entregando a carta. - Eu sugeri que ele escrevesse já que não pode vir aqui e garanti que você não iria se opor em entregar a ela, você não vai né? Dulce sorriu do jeito dele. Dulce: Não, eu entrego, acho até que vai deixá-la mais animada. Só preciso ter cuidado para o Gáston não ver. Ucker sorriu. Ucker: Sabia que podia contar com você. Disse se aproximando dela e tocando em seu rosto. Dulce: Não sabia desse seu lado romântico, bancando um de cupido. Ucker: Eu não posso culpá-lo, esta apaixonado eu sei como é isso. Disse tocando os lábio dela. Dulce: Sabe? Disse fechando os olhos e sentindo o coração disparara com os lábios dele tão próximos aos dela. Ucker: Sei, porque também estou. Dulce: Por quem? Quem fisgou seu coração? Ucker: Você....estou apaixonado por você...Ela sorriu. Os lábios se encontraram inciando um beijo lento e apaixonado, até os dois intensificarem o beijo dando presença a uma necessidade urgente de ter um ao outro.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD