Capítulo 17

2399 Words
Anahí se apavorou ao ver Gaston tirar o cinto, ela tentou sair do quarto bateu na porta em busca de socorro, mas Derreck estava do lado de fora como vigia. Gaston riu e a puxou pelos cabelos a jogando na cama. Gaston: Não adianta fugir, meu bem. Ninguém vai te ajudar. Ela tentou falar ou gritar, mas a mordaça a impedia. - Seu príncipe não vem, e mesmo que viesse, ele hoje não pode entrar. Anahí chorou, sabia que não escaparia. Ela sentiu o primeiro golpe do cinto atingir suas costelas. Depois os braços. - É uma pena, sabe? Uma pena marcar esse corpinho bonito. Você vai aprender, Anahí. Você vai pensar duas vezes antes de sair falando as coisas. E então veio o tapa em seu rosto. E mais outro. Ela se debateu na cama tentando fugir, mas ele foi mais rápido a acertando com o cinto, que pegou em seu rosto. Ela sabia que seria pior, mas preferia morrer do que suportar as mãos de Gaston no corpo dela. Por isso ela relatou em cada golpe que ele a atingia, o deixando com ainda mais raiva pela resistência dela, agora ele nem media mais a força que aplicava nos golpes. A puxou pelos cabelos e a fez o encarar. Gaston: Vai ser pior desse jeito. Mas se gosta do jeito mais difícil é opção sua. A soltou e sem ter forças nas pernas se desiquilibrou e foi ao chão, mas nem por isso ele parou, agora eram chutes. Ele a chutava na barriga. Mesmo com a mordaça ela conseguiu soltar uns gemidos de dor, porém isso não impediu que continuasse. Alheia ao que acontecia com a amiga, Dulce e Rodrigo aproveitavam. Ele estava deslumbrado com aquela mulher, ela era uma fera na cama, e o estava enlouquecendo, era a terceira vez que transavam e pareciam não se cansar. Rodrigo: Você é demais. Ela sorriu - Como pode ser tão gostosa assim? Dulce: Tenho meus segredos. Disse sedutora e ficou por cima dele novamente. Rodrigo: Então me conte. Dulce: Não posso. Mas posso te mostrar. Rodrigo: Então me mostra. Pediu e só sentiu Dulce o levar para bem fundo dentro dela. Ele gemeu e ela sorriu ao vê-lo entregue. Ela estava ali só de corpo, mas todos seus sentimentos e seu espírito ela tinha trancado em algum lugar dentro dela. Ali era só a Maria, a vendedora de prazeres. Era assim que ela se titulava agora. Alfonso não conseguia dormir, ele tinha a certeza que não deveria ter deixado Anahí lá, sozinha. Ele se revirava na cama. Um aperto no peito o sufocava. Ele se levantou vestiu a calça moletom e uma camisa branca de algodão, assim que colocou os pés na sala a luz acendeu. Maite: Aonde vai essa hora? Perguntou séria. Alfonso: Nossa! Está parecendo a mamãe assim. Disse sorrindo torto. Maite: Se você não se metesse em problemas eu não precisaria me comportar como a mamãe. Alfonso: Mai, eu preciso sair. É sério. Ela percebeu que pelo tom do irmão o negócio era realmente importante. Maite: Poncho, eu sou sua irmã, você pode confiar em mim. Seja lá o que for, eu vou te ouvir. Caramba! Você não confia em mim? Alfonso: Não é isso, eu me preocupo com você e não quero você no meio disso tudo. Maite: Eu já estou no meio disso, a partir do momento em que você se meteu nisso. Se abre comigo, meu irmão. Talvez eu posso te ajudar. Ele suspirou. Talvez fosse bom desabafar um pouco. E Maite era a melhor pessoa para isso, ela era centrada, racional, inteligente, esperta e a pessoa que ele mais confiava no mundo. Alfonso: Tudo bem. Ele se deu por vencido. Os dois se sentaram no sofá. Maite: O que quer que seja, eu vou te ouvir e não vou te julgar. Ele assentiu e respirou fundo antes de começar a contar tudo o que estava acontecendo. Anahí já não tinha forças nem para gritar, ou chorar. Ela só sentia o peso de Gaston em cima dela, ele sentado no quadril dela enquanto deferia socos em seu rosto. Gaston: Vamos ver se agora você aprendeu. Disse se levantando. - Eu só não vou meter meu p*u em você, porque isso me faria perder dinheiro. Você ainda me serve enquanto só o Herrera estiver te comendo. Disse saindo do quarto deixando Anahí no chão. Quando Derreck deu passagem para o chefe passar viu Anahí jogada no chão, ela sangrava pela boca, nariz. O rosto cheio de hematomas, assim como o restante do corpo e gemia bem fraco pela dor que sentia. Ele viu Gaston dar as costas sem nem olhar para trás. Aproximando tirou a mordaça dela. Derreck: Não deveria ter contado nada ao Alfonso. Precisa aprender a só dizer o que realmente importa. Se quiser sobreviver aqui. Anahí m*l ouvia o que falava. - Deixa eu te ajudar. Anahí: N-não, nn-não en-costa em mim. Pediu fraco e ele assentiu. Derreck: Anahí, aprenda a fazer o quê mandam. Se não ele fará bem pior. E agradeça por ainda estar viva. Disse e saiu dali antes que Gaston o visse tentando ajudar. Ela ficou ali jogava no chão espernado ou que alguém de confiança a encontrasse ou que a morte a levasse de uma vez. O que demorou para acontecer, pois ela ainda ficou ali agonizando de dor até que o dia amanhecesse. Ninel quando saiu do quarto com Romero, a primeira coisa que fez foi tomar um banho, se sentia suja e queria tirar cada toque daquele homem do seu corpo. Ela ficou horas no banho esfregando sua pele até deixá-la vermelha, ela já não chorava, com o tempo isso sessou, mas a dor que sentia dentro de si, essa jamais se cicatrizaria. Ela se deitou um pouco, esperaria até o desjejum para ir ver Anahí. Tinha prometido a Alfonso cuidar dela e antes que as outras garotas fossem para o café da manhã, iria ver como Anahí tinha passado a noite. No meio do caminho encontrou com Belinda. Ninel: Anahí comeu ontem? Perguntou a garota. Belinda: Sim, eu levei o jantar dela como me pediu e ela comeu sim. Está tudo bem? Perguntou encarando Ninel abatida. Ninel: Não, mas vai ficar. Belinda assentiu entendo o que poderia ter acontecido, a noite dela também não tinha sido das melhores, Ucker não tinha ido naquela noite, e ela teve que dormir com dois clientes, sendo que o último fora um tanto violento. Dulce também saía do quarto. Ela seguiu as garotas até a mesa. Belinda a encarou. Belinda: Você parece diferente. Dulce: Eu estou diferente. Eu sou uma prostituta agora, como acha que não estaria diferente? Belinda: Dulce..se está assim pelo Ucker..eu.. Dulce a interrompeu antes que Belinda terminasse. Dulce: Não estou assim pelo Ucker, e por homem nenhum, ele foi só mais um cliente como todos os outros, se quiser faça bom proveito. Eu só disse a verdade, vendemos o nosso corpo, o que acha que somos? Artistas? Acorda, Belinda! Disse e saiu dali. Ninel olhou e percebeu que Dulce fez o mesmo que ela anos atrás. Ninel tinha se apaixonado por Martín, mas como o viu se deitar com várias meninas da casa, ela criou uma barreira para que ele nunca mais pudesse entrar. O mesmo Dulce fazia agora. Ele negou com a cabeça sabendo que Dulce sofreria ainda mais e foi atrás de Anahí. Quando chegou até o quarto dela gritou em horror, assustando as demais. Tanto Belinda, Dulce e Cláudia foram até ela e ficaram horrorizada ao ver Anahí naquele estado. Ninel: Anahi! Anahí, fale comigo. Pediu se ajoelhado e segurando a cabeça de Anahí. Dulce: Annie...Sussurrou com os olhos banhados em lágrimas. Cláudia: Nós precisamos de ajuda. Precisamos colocá-la na cama. Ninel: Annie, consegue me ouvir. Anahí: Al-fonso...Chamou baixinho. Ninel: Graças a Deus está viva! Anahí: Al-fooo-nso.... Ninel: Shi! Vai ficar tudo bem, querida. Nós vamos cuidar de você. Chamem o Xavier e o Estevan precisamos coloca-la na cama. Cláudia foi. Belinda ainda se sentia paralisada, ver Anahí daquele jeito traziam lembranças do pior dia da sua vida. No dia que também apanhou e foi estuprada por dois homens. Os homens que ela ainda era obrigada a ver quase todos os dias. Belinda: Eu...eu..sinto muito não posso ajudar. Disse trêmula e saiu correndo se trancando no quarto logo em seguida. Dulce ficou sem entender. Ninel: Ela deve ter se lembrado quando aconteceu com ela. O Gaston bateu nela e depois a estuprou quando terminou foi a vez do Estevan. O Estevan a segurou enquanto Gaston a estuprava e depois foi ao contrário. Dulce abriu a boca em horror. Cláudia: Eles não vem! Ninel: Como assim? Precisamos de ajuda. Cláudia: Eles tem ordem direta do Gaston para não ajudar. Ninel: E o Derreck? Anahí: Não! Ele não. Pediu baixinho. - Ele ajudou. Disse fraca e Ninel assentiu. Ninel: Então seremos só nós. As meninas assentiram e aos poucos ajudaram Anahí a se levantar. Ela gritou de dor ao ficar em pé. - Já vai passar, querida. O pior já passou. Mas doce engano era aquele que o pior tinha passado. Anahí chorou, não só pela dor, mas por tudo. Anahí: Vida desgraçada! Prefiro morrer a viver assim. Disse aos soluços. E as meninas a olharam com pesar. Ninel: Nós vamos te lavar e depois chamar um médico, você pode ter quebrado alguma coisa. Dulce: Ele não vai deixar chamar um médico. Ninel: Ele que se f**a, eu derrubo tudo isso se ele não permitir. Ela disse firme, nem que Gaston a mandasse matar, ela o enfrentaria. As meninas tiraram a roupa de Annie, que mais pareciam frangalhos rasgados. Cláudia pegou um pano e o molhou na água morna, Dulce veio com uma vasilha com água morna e aos poucos Ninel passou o pano úmido pele pela dela, em alguns pontos cortes causados pelo cinto e sangramentos. Cláudia: Anahí, sei que é difícil, mas precisamos saber para evitar o pior. Ele..ele te estuprou? Perguntou - Por que precisamos previni-la, a fazer tomar a pílula do dia seguinte. Anahí negou e todas respiram em alívio. Ninel: Ele só não fez por causa do Alfonso, sabe que você é a protegida dele aqui. Anahí: Não sou mais, olha o que ele fez. Ninel: Você é sim, ele sabe que se estuprasse você, Alfonso perderia a excludidade. E Alfonso o paga muito bem para que outro homem não se deite com você. E quando ele souber dessa surra, as coisas irão piorar. Anahí: Não! Não quero ele saiba. O Gaston vai ficar furioso e pode fazer m*l ao Alfonso ou a família dele. Dulce: Annie, não é certo. Ele precisa saber e aliás essas hematomas ficaram roxos e levaram semanas para sair, como pretende esconder isso dele por semanas? Anahí gemeu se vendo sem saída. Anahí: Não contém nada ainda. Dulce assentiu a contragosto. - Você falaram em pipula, eu e o Alfonso nunca usamos camisinha e eu ainda não comecei com os anticoncepcionais. Disse ainda fraca, mas alarmada. Ninel e Dulce arregalaram os olhos. Dulce: Nada? Não usaram em nenhuma vez? Anahí negou preocupada. Cláudia gemeu. Ninel: Meu Deus! Eu falei com você. Eu te disse que você deveria usar o preservativo. Eu disse isso na tarde antes do leilão. Anahí: Des-des-culpa... esqueci...estava nervosa demais. Disse agora caindo no choro. Cláudia: Calma, vocês transaram tem pouco tempo. Ainda não dá pra saber. E mesmo se tivesse ocorrido fecundação, você...bem..você teria abortado ontem. Dulce saiu do quarto às pressas e logo em seguida voltou. Dulce: Toma! Anahí: O que é isso? Dulce: Um abortivo! Anahí: O que? Eu não estou grávida. E mesmo que tivesse não tomaria isso. Disse sentindo a cabeça doer. Dulce: É melhor previnir. Anahí: Dul, não! E você não é assim. O que está acontecendo com você? Disse baixo ainda fraca e sentindo dor. Todas a olharam. Dulce: Não está acontecendo nada. Desconversou. Ninel: Não precisa da pílula, Dulce. Não sabemos ainda. Mas acredito que seja cedo para isso. Vamos focar em ajudar a Anahí. Cláudia, ligue para o Guilherme, ele é médico e meu amigo saberá cuidar da Annie com discrição. Cláudia assentiu e se retirou do quarto. - Dulce cuide dela. Dulce assentiu. Dulce: Ficarei com ela. Ninel: Onde o Gaston está? Perguntou ao Estevan assim que saiu do quarto e o viu no corredor. Estevan: Com uma das garotas. Ninel: Qual delas? Estevan: Angelique. Ninel assentiu com desgosto. Depois que Gaston bateu em Anahí, ele viu Angelique tinha acabado de sair do quarto e a olhou malicioso, Angelique gelou ao saber o que ele queria. Mas sem alternativa não pudia recusa-lo, por isso Gaston não perdeu tempo ao entrar no quarto dela. Toda vez que ele a tocava, ela fechava os olhos, e fingia gostar, para não ser pior. Fingia os gemidos, e até o orgasmo. Mas naquela noite tinha sido diferente. Parecia que ter batido em em Anahí o tinha deixado diferente, ele não teve pressa. Preparou o corpo dela para a penetração e mesmo sem querer o corpo dela reagiu, depois de chupá-la, ele a penetrou e não houve dor. Ela teve vontade de chorar, ela ainda sentia repulsa por ele, não queria t*****r com ele, e o fato dele querer explorar o corpo dela só fazia com ela rezasse para acabar logo, não aguentava mais aquele homem em cima dela, dentro dela. Gaston: Você ainda quer falar com sua irmã? Perguntou após investir nela pela segunda vez. Angelique: Claro que quero. Gaston: Eu posso deixar. Disse fechando os.olhso enquanto ia e vinha nela - Posso permitir que ligue para ela. Já imaginou escutar a voz da sua irmã depois de anos? Angelique quase chorou só em imaginar. Angelique: Seria maravilhoso. Gaston: Eu só preciso que você se torne a melhor amiga da Anahí. Que descubra tudo o que ela conta para o Alfonso. Que saiba de tudo o que eles fazem. Angelique: A gente não se deu muito bem. Não vai dar. Gaston: Não acha que sua irmã ao menos valeria o seu esforço em tentar? Angelique: Realmente vou poder falar com ela? Perguntou sentindo o coração acelerar. Gaston: Vai. Angelique: Então eu aceito. Gaston: Muito bem, agora seja uma boa menina. A virou a deixando por cima e Angelique teve que se esforçar para fazer com que aquela transa o agradasse, pela irmã! Era tudo o ela tinha em mente, pela sua irmã.
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