Capítulo 18

1704 Words
No dia seguinte, Alfonso foi trabalhar e apesar de ter conversado com a irmã e ter se sentido bem em poder se abrir com alguém, algo dentro dele ainda o sufocava, aquela angústia ainda permanecia ali o cobrando que algo ainda estava errado, e bem lá no fundo ele sabia que aquilo tinha a ver com uma pessoa, Anahí. Seus pensamentos foram interrompidos por Mane que bateu em sua porta. Mane: Posso? Alfonso: Claro, entre. Disse ajeitando os papéis em cima da sua mesa. Mane: Eu vim trazer os últimos orçamentos do projeto do novo carro, se vai aproveitar e se poderemos liberar o projeto. Alfonso: Eu vou olhar. Disse estendendo a mão e Mane entregou os documentos. Mane: Está tudo bem? Não parece que conseguiu dormir. Alfonso deu um suspiro. Alfonso: E não consegui mesmo. Disse sincero. Mane: Me desculpe se estiver sendo leviano e intrometido no que vou falar, mas eu recebi os últimos gastos da empresa e vi que foram feitos muitos depósitos em outra conta. Eu soube por alto o que tem feito e você não acaha que está gastando muito dinheiro com essa garota? Ela vale tudo isso? Algo dentro de Alfonso se revirou pela forma como foi mencionado o fato da pergunta se Anahí valia tudo isso. Ele não estava pagando por ela, estava a protegendo, pelo menos era assim que ele gostava de ver as coisas. Ele respirou fundo antes de responder. Alfonso: Mane, eu o considero meu amigo, um irmão, mas por favor nunca mais na sua vida se refira a Anahí dessa forma, eu sei que já deve ter escutado as lamentações da minha irmã, mas a Anahí é importante para mim. Não sei explicar, mas ela é diferente. Não é uma mulher da vida e muito menos escolheu estar onde está. Ela é especial, me faz bem, tem algo nela que desperta o meu melhor. Algo que até hoje nunca senti com mulher nenhuma. Não é sexo, eu gosto da companhia, gosto da inicência, do jeito dela, do riso. Mane: Uau! Eu acho que bem lá no fundo você sabe o que sente, e o porquê dela mexer tanto com você. Tudo o que você disse me fez lembrar de tudo o que eu sinto pela sua irmã. Não julguei e nem quis ofender, só fiquei curioso, porque você nunca foi disso. Ainda mais depois que se envolveu de vez com a Diana. Alfonso: A Diana é uma coisa totalmente diferente, eu nunca escondi de ninguém o motivo pelo qual estamos junto, eu não a amo e ela sabe disso, assim como eu sei que ela tem seus casos como eu tenho os meus. Jogamos limpo. Mane: Bom, nisso eu prefiro não me meter, mas acho que ela não vai gostar de saber sobre essa Anahí, não é uma transa, não é uma coisa de uma noite só. Alfonso: Quando a Diana voltar eu penso nisso. Mane: Nem a sua irmã foi capaz de se intrometer, não serei eu a fazer isso. Só acho que essa Anahí mexe tanto com você talvez você devesse repensar com quem você realmente quer estar daqui pra frente, talvez valesse a pena arriscar. Disse se levantando e saindo de sala deixando Alfonso refletir. Maite o aguardava do lado de fora. Maite: E então? Mane: Eu fiz como me falou, joguei a semente na cabeça dele, agora é esperar a atitude dele. Maite: Se ele ficar balançado com o que disse, vai pedir um tempo a Diana e então será a nossa chance. Mane: Se você quer que seu irmão largue a Diana para ficar com essa tal de Anahí, precisa aproveitar agora que a Diana não está. Maite: Eu sei, mas se meu irmão estivesse com a Diana porque quer, seria muito mais fácil de separar os dois, mas tem muita coisa envolvida. Mane: Só toma cuidado, o lugar que seu irmão frequenta é perigoso, as pessoas que ele conhece não prestam. E a Diana é uma jogadora. Maite: Eu sei, mas Mane, o meu irmão gastou um milhão por essa garota, e não é só pelo corpo, ou prazer, ela tem algo que o faz bem. Ele gosta dela, mesmo sem perceber ele já está encantado e eu vou ajudar essa garota a sair de lá. Quantas garotas lá dentro são vendidas, abusadas, vítimas de violência física e verbal, não é só pelo meu irmão é por ser humana, é por lutar pelo que acho certo, pelo meu gênero, Mane. Eu sou mulher e jamais desejaria uma vida desgraçada dessa a alguém. Eu posso imaginar o sofrimentos delas e não vou ficar calada. Mane: E por onde pretende começar? Maite: Primeiro eu preciso que você entre lá, veja como são as coisas e as pessoas e descubra quem é a Anahí. Mane: E depois? Maite: Nós vamos tirá-la de lá. Disse firme. Mane assentiu torcendo para que aquilo desse certo. Maite tinha razão, elas eram abusadas vendidas como mercadorias, estupradas e até apanhavam. Sem direito a escolhas ou liberdades. Anahí ainda reclamava de dor, mesmo Ninel dando analgésicos, ela sentia parte do seu corpo bem dolorida. Para comer foi difícil, tomar banho pior ainda. Ninguém a deixava sozinha. Dulce ficava pela manhã, Ninel durante o almoço, Cláudia sempre que nenhuma das duas não podiam e até Belinda depois de mais fala foi vê-la. Assim que Ninel saiu com a bandeja na mão, Angelique se ofereceu para ficar. Ninel estranhou já que sabia que Angelique não gostava de Anahí, mas devido ao trauma, ela pensou que isso tivesse unido todas deixando rivalidades de lado. Angelique arregalou os olhos ao ver o estado de Anahí, Gastón tinha sido c***l demais e ela estava se odiando por ter que fazer aquilo, mas poder ouvir a irmã, saber como ela estava, isso a motivação a ir em frente. Angelique: Oi Anahí. Eu vim como você está e se precisa de alguma coisa.. Anahí ficou surpresa ao vê-la. Anahí: Obrigada, não estou precisando de nada. Angelique: E como se sente? Que pergunta a minha. Se recriminou. Anahí: Tudo bem, você só está sendo gentil. Eu espero melhorar logo. Angelique: Claro, estou torcendo para que você se recupere logo. Disse sincera. - Você pretende contar ao Alfonso? Sabe...er...pedir ajuda? Sondou. Anahí: Não, acho melhor deixar o Poncho fora disso, ele não precisa saber de nada. Angelique: Entendo, mas como pretende esconder essas....essas marcas. Anahí: Não pensei ainda. Eu nem sei se o Gastón vai deixar o Poncho voltar. Angelique: Ela vai! Disse e se arrependeu pela pressa em que respondeu, Anahí a encarou de sombrancelhas erguidas. - Eu ouvi a conversa dele com o Estevan, ele vai manter o fluxo normal e o Alfonso não será proibido de entrar, o Alfonso dá muito dinheiro a ele, Anahí. Ele não quer perder isso. Anahí: Eu ainda não quero pensar nisso, eu nem sei se o Poncho vai querer me ver de novo. Disse um pouco triste. Angelique: Sei que não somos amigas, mas já estou aqui há muito tempo, então vou te dar um conselho. O Gastón precisa de você, ele sabe que você renderia muito dinheiro a ele, então por mais que ele bata e..bom..você sabe. Ele não te mataria, mas mataria sua família e inclusive ao Alfonso. Então se quer manter o Alfonso seguro sugiro não contar nada, pelo bem dele e da irmã. Anahí assentiu. Anahí: Não somos amigas, mas você veio até aqui saber como eu estou, obrigada por ter vindo. Eu nunca tive nada contra você, se quiser ainda estar em tempo de sermos amigas. Sorriu de leve e Angelique se sentiu a pior pessoa do mundo. Ela segurou as mãos de Anahí. Angelique: Eu ia adorar que pudéssemos ser amigas. Anahí sorriu. Anahí: Então já somos. Angelique saiu do quarto e acabou encontrando Dulce e Belinda no corredor. Dulce: O que você fazia no quarto da Annie? Angelique: Só queria saber como ela está. Dulce a avaliou por um momento e em seguida a imprensou na parede e colocou seu braço no pescoço da outra a imobilizando, Belinda se assustou com o ato e Angelique ficou surpresa. Dulce: Você não me engana. Você a detesta, por ela ter dormido com o Alfonso. E agora vem cheia de sorrisos. Angelique: O que aconteceu com ela foi horrível, eu não desejaria isso a ninguém. Dulce avaliou. Dulce: E agora quer ser amiga dela, assim do nada? Eu estou pouco tempo aqui, mas já percebi que não podemos confiar em ninguém, são poucas as pessoas em quem podemos confiar e você não é uma delas, para sobreviver aqui, seríamos capazes de qualquer coisa, eu espero que você não esteja tramamando nada contra a Anahí, principalmente agora que ela está vulnerável, eu acabo com você. A Anahí é ingênua e confia nas pessoas, mas eu não. Se eu souber de alguma coisa, eu juro por Deus, que te destruo, garota. Disse em um tom letal, assustando Belinda e a própria Angelique. Angelique: Não estou fazendo nada. Mentiu. Dulce: Eu espero mesmo. Dulce a soltou e saiu deixando as duas ali. Belinda: O que você fez? Angelique: Eu não fiz nada. Disse saindo dali e deixando Belinda sozinha e confusa. Assim que ela entrou no escritório dele, Gastón trancou a porta. Gastón: E então? Angelique: Ela não vai falar, está com medo. Mas se o Alfonso ver vai saber o que aconteceu. Gastón: Mas ela vai contê-lo. Angelique: A Dulce me ameaçou, não acredita em mim. Gastón: É mesmo? Ameaçou como? Angelique: Me colocou contra parede, eu cheguei a pensar que ela fosse me bater, disse que acaba comigo se eu fizer qualquer coisa contra a Anahí. Ela está desconfiada. Gastón: Xavier vai dar um jeito nela. Ele está louco por ela desde que chegou. Disse malicioso e Angelique ficou com medo. Angelique: Eu espero realmente poder falar com a minha irmã, Gastón. Estou fazendo isso por ela. Gastón: Eu cumpro o que prometo. Ela assentiu e saiu da sala o deixando sozinho. Ele pegou o telefone e discou para o Xavier. - A ruiva é toda sua, está precisando daquele trato. Disse perverso assim que o outro atendeu. Xavier: Pode deixar, faz tempo que quero comer aquela gostosa. Disse cheio de malícia.
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