Mãe,
Eu sei que não entrei em contato e nem dei notícias, acontece que m*l cheguei aqui e já estou trabalhando muito. Aqui é bem diferente de tudo que já tinha visto, pessoas ricas e da alta sociedade sempre desfilam por aqui. É isso que quero para mim. Não quero mais me lembrar de como foi viver nessa pobreza, nessa casa velha e pequena. Ter que limpar mesas e o chão para as outras pessoas, eu quero ser rica, famosa, ter sucesso e muito dinheiro. Não posso associar a minha imagem, a imagem de uma modelo intencional, com essa pobreza que vivemos durante anos, por favor não estrague isso, não me procure mais, não fique atrás de mim impedindo de realizar meu grande sonho. Sei que fez tudo o que podia por mim, mas agora eu já cresci e sei o que quero, e não vou permitir que a senhora estrague isso. Eu quero esquecer que um dia fui pobre, que um dia morei nessa casa. Agora é a hora de cada uma seguir sua vida.
Cuide do Arthur e se cuide. Um dia a senhora verá que conquistei tudo o que queria.
Anahí.
Tisha limpou as lágrimas que escorriam com facilidade de seu rosto, nem parecia sua filha, a sua menina que tinha criado com tanto amor e carinho. Alguns dias em outro país fora o suficiente para transformá-la daquele jeito? A letra era dela, mas ainda custava acreditar que Anahí falará com tanto desprezo sobre a situação deles. Mas se ela não queria que a procurassem, se não queria associar seu nome de modelo a família pobre, Tisha iria cumprir, mesmo que isso sangrasse sua alma.
Arthur: Mamãe, porque está chorando? Tisha tentou secar as lágrimas inutilmente.
Tisha: Não é nada, meu amor. A mamãe só estava pensando em umas coisas tristes.
Arthur: Está com saudades da Any né? Eu também estou, quando ela vai ligar? Sinto saudades da minha irmã.
Tisha: Eu não sei, Arthur. Ela está trabalhando muito, mas assim que puder vai ligar. Mentiu
Arthur: Espero que não demore muito. Sinto muito a falta dela. Disse triste.
Tisha: Eu também, meu anjo. Também sinto falta da sua irmã. O menino abraçou a mãe e Tisha ainda deixou escorrerem mais lágrimas.
Na incerteza se a filha um dia voltaria a ligar nem que fosse pelo irmão.
Acontece que desde o dia que Anahí tinha escrito aquela carta tinham se passado três dias. Gaston não voltou a falar com ela, ou atormenta-la. Alfonso não apareceu. E por isso ela ficou no quarto, sem comer e sem dormir direito, em uma tristeza de partir o coração.
Dulce: Ela não quis comer? Perguntou ao ver Ninel com a bandeja cheia.
Ninel: Nem se quer olhou quando entrei no quarto. Estou preocupada, há dias ela só chora, não come. Não sei o que fazer. Quando o Alfonso vier e vê-la daquele jeito será um problema, eu não vou poder enrolar o Gaston como tenho feito nos últimos dias. Dulce assentiu.
Dulce: Eu vou falar com ela. E ela foi, mas sem sucesso. Anahí parecia estar em outro lugar, o rosto inchado pelo choro, o olhar distante. Dulce ainda ficou com ela até que Anahí voltasse a dormir. Quando desceu viu Ucker jogando e Belinda se aproximando. Ela ainda andou pelo salão, até agora ela só tinha subido com o Ucker, mas naquela noite ela tinha descido atrasada por ter ficado com Anahí no quarto, e agora seria esperar que ele a visse e ela pudesse se aproximar. Mas ele ainda jogava e ouvia o que Belinda falava com ele.
Belinda: Você nunca mais me procurou.
Ucker: Sabe o que é, tenho subido com a Dulce. Ele respondeu ainda jogando.
Belinda: Eu sinto falta de você, da gente. Já faz tanto tempo. Ele sorriu. - É melhor com ela?
Ucker: Belinda...
Belinda: Eu pensei que gostava das coisas que eu fazia. Disse o olhando nos olhos.
Ucker: É claro que eu gostava.
Belinda: E você não me quer? Por que não sobe comigo hoje? Preciso de você, Ucker. Ele a olhou, ela era linda aos olhos dele, os dois se davam bem na cama e até tinha um carinho por ela. - Eu não quero subir com outro hoje, não quero ser usada. Ele no fundo entendia a necessidade dela em tê-lo, sabia que ela gostava dele e sabia que os outros homens não eram tão gentis. Mas subir com ela implicava em deixar Dulce, e pior deixar Dulce subir com outro, mas ele também se sentia dividido Belinda precisava dele.
Ucker: Tudo bem, vamos. Ela sorriu, um sorriso aberto como há tempos ele não via. Já Dulce sentiu o coração errar uma batida ao ver os dois juntos. E principalmente a consequência que aquilo teria para ela. Ucker com Belinda significava que ela teria que dormir com outro naquela noite. Não adiantaria fugir Estevan e James estavam no salão.
Ver que Ucker tinha subido com Belinda foi o que Luís precisava para se aproximar de Dulce.
Luís: Me acompanha hoje? Pediu ao se aproximar. Dulce sentiu nojo.
Dulce: Não posso, já tenho compromisso com outro. Mentiu.
Luis: Não minta. Sei bem que o Uckermman subiu com a Belinda.
Dulce: E quem disse que eu estava me referindo ao Uckermman? James se aproximou ao ver a situação.
James: Algum problema aqui?
Luis: Essa p**a acha que pode me enganar, está mentindo só para não subir comigo. Disse com raiva.
Dulce: Não estou com mentindo, já tinha combinado com o Ruiz. Ele só está terminado de jogar. Mentiu. James a encarou e depois olhou para o Rodrigo que jogava.
James: Senhor Luís, acredito que deva procurar uma das outras garotas. Veja, a Angelique está só. Acompanhou o Senhor Garcia até Angelique, ela pensou em vomitar ao se imaginar na cama com aquele velho. - Eu estou de olho, Dulce. Dulce assentiu. Sabia que agora não teria jeito. Por isso se aproximou de Rodrigo e aos poucos o acompanhou no jogo. Rodrigo gostou da bela ruiva sentada em colo. E assim que ela acabou subindo com o Rodrigo. Os dois entraram no quarto, e Rodrigo logo fez questão de tirar suas roupas.
Rodrigo: Tire a roupa. Ordenou e ela obedeceu. Quando viu Dulce totalmente nua, não demorou para joga-la na cama. - Hum, gostosa! Disse chupando os s***s dela. Dulce gemeu, ela estava se odiando pelo seu corpo corresponder aos estímulos dele. Ela sabia que no fundo não queria aquele homem, mas estava se excitando com ele, seu corpo estava correspondendo as investidas dele. Ela só parou para vestir a camisinha e foi inevitável não gemer com a penetração. Ele a virou a deixando por cima e ela correspondeu aos movimentos indo mais fundo. Ele sorriu ao ver que ela estava gostando. E ela buscou o próprio prazer o levando junto.
O mesmo acontecia com Belinda e Ucker com a diferença que enquanto ela fechava os olhos e se entragava, dando tudo de si enquanto ia e vinha em cima dele, ele fechava os olhos e imaginava Dulce ali. Ele sentiu um incômodo, a dor no seu peito, ele estava ali por Belinda, mas não ela que ele queria, não era com aquela mulher que queria estar. Ele ficou um bom tempo em silêncio enquanto sentia Belinda descansar em seu peito, ainda se recuperando.
Belinda: Foi incrível, como sempre foi com a gente. Ele não se sentia assim. - Ucker, eu te amo. Confessou sorrindo e ele ficou tenso, paralisado. - Não precisa dizer nada, só fica aqui. E ele ficou.
Alfonso realmente preferiu não ir nos últimos dias, além de Maite sempre o estar encarando de forma avaliativa, ele precisou trabalhar mais e também achou que uns dias longe ajudaria Anahí a ter seu espaço e colocar as ideias em ordem, mas ao entrar no cassino ele subiu direito, queria vê-la, ele podeira até dizer que sentiu falta dela, mais até do que gostaria. Porém foi um choque ao vê-la encolhida na cama, o rosto inchado de tanto chorar, o nariz vermelho, olhar distante. Ele pensou o pior, se alguém tivesse tocado nela, ele poderia jurar que mataria o infeliz.
Alfonso: Ei, o que foi? O que aconteceu com você? Disse preocupado e ao ouvir a voz dele, foi quando o corpo dela parecia ter saído do estado de choque em que estava. Ele a colocou no seu colo, como um bebê e o choro veio. Mais forte, de fazê-la tremer, não o choro silencioso que ela tinha naqueles dias, um choro sofrido. - O que aconteceu?
Anahí: Mi-minha m-m-mae me odeia. Meu-meu irmão...eles iam matar meu... irmão. Ele gelou por dentro.
Alfonso: Como assim matar seu irmão? Ele buscou um copo de água. A trouxe para seu colo de novo e ficou a ninando como um bebê até que ela conseguisesse contar tudo.
Anahí: Ela nunca vai me perdoar. Eu sou um monstro.
Alfonso: Você não é um monstro, você não tinha escolha, Annie. Ela ainda ficou ali quieta com a cabeça no peito dele.
Anahí: Você não veio antes. Reclamou manhosa. Ele sorriu.
Alfonso: Pensei que seria bom para você ter seu espaço. Se recuperar um pouco e além do mais, tive uns problemas com a minha irmã.
Anahí: Problemas graves?
Alfonso: Não, e você não precisa se preocupar com isso. Não quero você triste, eu quero que pense que fez o melhor para ajudar sua família. Ergueu a cabeça dela pelo queixo e seus olhos se ficaram em um ponto específico do rosto dela. - O que foi isso no seu rosto? Ela arregalou os olhos não tinha contado como Gaston a obrigou a escrever a carta. - Anahí, o que foi isso no seu rosto? Perguntou sério, de um tom letal. E ela o encarou sem saber o que dizer.