Alfonso encarou a irmã por um tempo pensando no que dizer, tentando achar um forma de se explicar. Se ele lhe contasse a verdade, ela jamais entenderia.
Alfonso: Eu fiz um investimento, por fora da empresa.
Maite: Como assim? Investimento de quê? E por que não me falou nada?
Alfonso: Estava esperando para ver se iria dar certo.
Maite: Mane, amor. Será que você poderá me deixar a sós com meu irmão? Pediu doce. Ele assentiu se retirando da sala. - Você acha que vou cair nessa? Você gastou esse dinheiro em jogos? É isso? Você está se tornando um viciado? Perguntou agora preocupada.
Alfonso: Claro que não, não sou nenhum viciado. Disse ultrajado.
Maite: Alfonso, se eu quiser descubro para onde foi esse dinheiro. Estou de dando a chance de me contar a verdade. Alfonso respirou fundo.
Alfonso: Eu participei de um leilão. Foi isso. Esse foi o meu maior lance.
Maite: E o que o você adquiriu, não vi nada de diferente em casa.
Alfonso: Por que não foi um objeto.
Maite: Espera... Então foi de que?
Alfonso: Uma garota. Disse a verdade e esperou a reação da irmã. Maite ficou estática diria até pálida olhando para o irmão.
Maite: O que? Conseguiu dizer.
Alfonso: Eu estive na forbidden Paradise e eles iam fazer um leilão com as garotas novas.
Maite: Isso...isso..é absurdo. Disse ainda em choque.
Alfonso: Sim, concordo. Mas eu só fui por curiosidade, mas eu não podia, Maite. Eu não consegui ficar de fora. Eu vi uma garota linda, assim que bati meus olhos nela, fiquei encantado, não só pela beleza, mas tem algo nela, não sei explicar. E eles iam leiloar a virgindade dela. Eu simplesmente não podia deixar. Maite primeiro encarou o irmão desconfiada, mas depois seu rosto atingiu um tom de incredulidade.
Maite: Ela..ela era virgem?
Alfonso: Sim.
Maite: Meu Deus, isso é..nem sei o que definir. É desumano demais.
Alfonso: Sim. Acredita em mim agora? Eu paguei esse valor para proteger a garota. Maite assentiu.
Maite: Mas você dormiu com ela. Afirmou.
Alfonso: Sim. Admitiu - Eu não consegui resistir. Foi concensual. Ela quis também.
Maite: Ela não tinha muitas opções né. Ou seria você, ou seria qualquer outro. Ela não iria ficar virgem naquele lugar. Eu preciso de ar. Sinto que vou sufocar aqui dentro. Disse se levantando. - Essas duas noites você esteve com ela, não é?
Alfonso: Sim. Maite assentiu e saiu da sala.
Mane: O que foi? Disse ao ver a noiva na sua sala.
Maite: Eu acho que vou vomitar. E correu para o banheiro vomitando logo em seguida.
Mane: Meu amor, o que foi? O que você tem? Disse a ajudando.
Maite: Sinto nojo, muito nojo. Meu irmão frequenta um lugar imundo, com pessoas imundas. Eu preciso de um favor.
Mane: Me diga, o que você precisa?
Maite: Quero que vá a esse Casino. Quero que descubra quem é a garota com quem meu irmão está transando.
Mane: Seu irmão está transando com prostitutas? Disse surpreso.
Maite: Por favor não fale assim. Só descubra quem é.
Mane: E o que você vai fazer quando souber?
Maite: Vou ajudá-la.
Mane: O que?
Maite: Ela foi capaz de despertar alguma coisa no meu irmão. Ele falou de um jeito dela que nunca vi antes. Se for preciso eu vou tirá-la daquele lugar. E ajudar quantas mais forem preciso.
Mane: Você enlouqueceu? Estamos lidando com gente da pesada. É tráfico de mulheres, tráfico internacional. Naquele lugar tem até mafiosos, não podemos nos meter nisso, vamos acabar sendo mortos.
Maite: Se fizermos direito, não.
Mane: É arriscado.
Maite: Por favor, Mane. Vamos estar devolvendo a vida de uma garota. Aquele lugar não é vida para ninguém. Mane assentiu ainda receoso.
Mane: O que vai adiantar ajudá-la, seu irmão tem a Diana, esqueceu? Ela fez uma careta.
Maite: Mesmo que ele não fique com essa garota, eu vou estar a ajudando de qualquer forma. Ela poderá voltar para sua família.
Do outro lado da cidade Anahí e Dulce conversavam, elas compartilharam uma com a outra o que tinha acontecido em suas últimas noites.
Anahí: Eu não me reconheço, sabe? Eu fiz coisas e disse coisas, que Dulce, agora eu sinto muita vergonha, não sei como vou encará-lo.
Dulce: Vergonha por que? Você só mostrou o lado sexy e sedutor que existe dentro de você. Você gosta dele. Afirmou.
Anahí: Não sei se é esse gostar. Eu gosto de estar com ele, ele é bom para mim. E me faz sentir coisas que não sei explicar.
Dulce: Annie, só cuidado para não se apaixonar. Se quer aproveitar, conhecer as coisas com ele? ok. Curtir o momento? ok. Mas não entregue seu coração.
Anahí: Você faça o mesmo. Ou acha que não percebi que está toda encantada com o tal Ucker?
Dulce: Eu sei, estou sendo cuidadosa. Por mais que a transa seja incrível, a companhia dele, o jeito como ele me faz sorrir quando estamos juntos. Por mais que tudo isso seja ótimo. Não vou correr o risco.
As duas ainda passaram um tempo conversando sem ter ideia que naquele momento Derreck James entrava na sala de Gaston com más notícias.
Derreck: Temos problemas.
Gaston: O que foi?
Derreck: A mãe da garota, a Brasileira, está nos criando problemas.
Gaston: Como assim?
Derreck: Nossos informantes já avisaram que ela está em busca de notícias da garota. Já foi na falsa agência e está a ponto de acionar a polícia.
Gaston: E o nosso esquema para enganar as famílias? As cartas falsas, e o lugar vazio?
Derreck: Não funcionou com ela. A mulher está pondo praticamente a cidade dela abaixo. Ela conhece a filha, sabe que a menina não ficaria sem dar notícias por muito tempo.
Gaston: Com a Dulce?
Derreck: Sem problemas, os pais foram enganados perfeitamente. Gaston se levantou. - O que vai fazer?
Gaston: Resolver o problema. Disse e saiu da sala rumo aos corredores dos quartos. Assim que ele viu Anahí na sala junto com as outras garotas a puxou pelos cabelos assustando a todos.
Ninel: O que está fazendo? Solte-a. Disse indo para cima de Gaston, mas foi agarrada por Estevan. - SOLTE-A.
Anahí: Está me machucando. Disse com lágrimas nos olhos. Sendo arrastada até o quarto. Ele a soltou e ela caiu no chão, chorando. - Por favor, não. Eu não fiz nada. Disse se encolhendo com medo.
Gaston: Eu sei que não. Foi sua mãe quem fez.
Anahí: O que? Mi-minha mãe? Ela chorou mais ao se lembrar da família, da saudade de casa.
Gaston: Sim, quer notícias suas. Disse pegando um papel e uma caneta. - Você vai escrever uma carta, vai ser uma filha bem ingrata, você vai magoar a sua querida mãe, a ponto dela não te procurar mais, entendeu?
Anahí: Não vou fazer isso! Disse e recebeu um tapa na cara.
Gaston: Não vai? Vou ter que te mostrar outros métodos? Você pode ser a p*****a que o Herrera come, ele paga só para ele fuder com você. Mas ainda posso te dar uma lição sem nem te tocar, acho que não seria justo seu irmão pagar pelos seus erros né?
Anahí: Não! Não faça nada com meu irmão. Por favor. Pediu implorando de joelhos.
Gaston: Escreva logo isso. Anahí pegou o papel e a caneta. Teve que escrever coisas que jamais pensou em ter que dizer, saber que a mãe não desistiu dela, a procurava, a acalentava, mas agora saber que magoaria a mãe a estava destruindo, mas preferiria que eles ficassem com raiva dela do que o irmão morto. Ela secou as lágrimas e entregou a carta a Gaston.
Gaston: Muito bom, boa menina. Tenho certeza que depois disso sua mãe vai deixa você viver sua vida. Disse saindo do quarto. E Anahí finalmente pode desabar. Caiu no choro. E por mais que as meninas tentassem consola-la nada adiantou, até Angelique se compadeceu da dor dela, sabia que o momento não era para brigas. Como se não bastasse as garotas teriam que se arrumar e descer, e para piorar Alfonso não foi naquela noite, foi assim que Anahí chorou a noite toda se sentindo mais sozinha do que nunca.