Eu estava morrendo? O sofrimento do seu corpo respondeu à pergunta com espasmos e tremores. Elisa viu os olhos de Erika se encherem de lágrimas falsas, olhando-a fixamente por alguns segundos e, depois, indo embora sem dizer nada. Então, ela percebeu. Este era o maior sonho daquela mulher: vê-la totalmente derrotada. Na verdade, nunca se importou com Elisa. O alto-falante do corredor retumbou com o alarme, e em segundos, um grupo de médicos e enfermeiros entrou correndo. Elisa respirou com dificuldade, cada inspiração era um gemido rasgado pela pressão no seu peito. Sentia o sangue encharcando os lençóis sob o seu corpo, quente, insistente e constante, como um rio que não parava. O cheiro metálico impregnava o ar, misturado com o látex das luvas e o desinfetante. — Coloquem oxigênio!

