Capítulo 10

1809 Words
SOPHIA Um ódio imenso me toma naquele momento pois ela já havia passado todos os limites e eu também não aguentava mais ser educada com ela, respiro fundo e retribuo o tapa com toda força que eu tinha, ela tenta retribuir mas eu a seguro e digo. - Eu não destruir a vida do seu filho! Você que a destruiu com essa sua soberba e arrogância! – solto a mão dela que ficou com as marcas do meu dedo. - Você é uma mulher suja e sem escrúpulos algum, você tem ideia do quanto o Pietro sofreu para construir aquele patrimônio? – questiona indignada. - Você que deveria se importar com isso não? Vai embora daqui Genevieve – peço apontando para a porta. - Eu não vou sair daqui até você me ouvir... – vou em direção a porta mas ela tenta me puxar. Ela parecia obcecada em tentar me ofender e aquilo já estava me assustando, saio correndo o máximo que podia e quando atravesso a rua acabo sentindo um impacto forte em mim que me joga na calçada. Minha visão começa a ficar turva e eu vejo algumas pessoas ao meu redor, aos poucos tudo fica escuro até que se apaga totalmente. PIETRO Sinto o meu coração gelar em um dado momento da reunião, estava suando frio a tal ponto que o meu padrinho pede uma pausa e quando todos saem da sala eu apenas me sinto exausto e abaixo a cabeça, como poderia eu estar com uma sensação Tão r**m sendo que antes eu estava feliz. - Toma essa água, Pietro – Me entrega o copo e eu levanto a cabeça e o pego, porém vejo meu celular tocar e vou até ele, era um número estranho porém eu o atendo e levanto enquanto pego a água para tomar. Ao ouvir aquelas palavras o copo caiu da minha mão numa rapidez que eu sequer vejo, me sentei novamente na cadeira e fico num estado de choque Tão grande que o meu celular cai, meu padrinho estava assustado e preocupado. - A Sophia sofreu um acidente padrinho – explico o deixando boquiaberto, logo as lágrimas começando a sair do meu corpo e ele vem me consolar – Eu não quero perder a minha mulher nem os meus filhos padrinho... Por que isso foi acontecer logo agora? – lamento em pranto. Um tempo depois eu consigo me acalmar e quando chegamos no hospital o meu coração palpitava, foram algumas longas horas sem notícias alguma da minha mulher e eu estava a ponto de explodir. - Noivo da senhorita Sophia Ross? – confirma um homem e eu balanço a cabeça afirmando – O acidente não foi tão grave porém agravou muito a gestação que já era de risco ainda mais por serem gêmeos, teremos que fazer uma cesárea de emergência pois se esperarmos ela ter as contrações para o parto normal ela e os bebês podem morrer pois já foi constatado que ela não tem passagem nem condições para um parto normal, as próximas horas serão extremamente delicadas senhor, vou ser sincero e dizer que todos os bebês e a sua esposa também correm um grave risco de vida – ouço aquelas palavras e sinto o meu corpo receber algo como um tiro, o meu padrinho me segura e me fala algumas palavras que eu não entendo pois o meu corpo cai ao chão e eu só conseguia chorar e me desesperar pois eu estava com muito medo…. Medo de perder a mulher que eu amo e os meus filhos que eu sempre sonhei em ter. Eu não teria a força que o meu padrinho teve para recomeçar depois de perder a sua família também por um acidente de trânsito, eu mudei toda a minha existência esses meses em prol delas, não faria sentido para mim continuar se pior acontecesse pois eles eram a minha vida. Após várias horas de tortura finalmente o médico vem até mim, meu padrinho já estava dormindo então respiro fundo e tomo o último gole de café para receber qualquer notícia que fosse, estava preparado para tudo mas ao mesmo tempo sem chão algum. - Senhor o parto foi um sucesso – avisa com um semblante aliviado e um sorriso se forma em meu rosto, as lágrimas caem do meu rosto dessa vez de alívio – Mas ainda sim tanto ela quanto eles irão ficar de observação ok? O menino nasceu totalmente saudável mas a menina assim como a mãe precisa de um cuidado a mais. Parabéns pela sua família – me dá um abraço e respiro novamente aliviado. - Posso ver eles? E também vê a minha esposa? – questiono curioso. - As crianças estão na última sala da esquerda neste corredor – aponta e eu vou até lá – Mas a sua esposa precisa ficar mais algumas horas na UTI por precaução apenas, não se preocupe em breve irá tê-la ao seu lado – conforta ao vê meu semblante mudar. - Ok então, muito obrigado – agradeço indo pelo corredor rapidamente. Assim que chega no local vejo por trás do vidro uma enorme sala cheia de bebês, alguns dormindo e outros acordados bem serenos por sinal, algumas enfermeiras anotaram algo lá no fundo da sala e antes que alguma delas venha até mim me falar qual deles era o meu filho eu já consigo percebê-lo de longe... Ele era muito lindo. Ele tem os olhos da mãe e algumas feições minhas no rosto, estava parado porém acordado e estava extremamente quietinho. Lembro de quando a minha mãe falou que eu parecia querer fugir do hospital de tão agitado nessas primeiras horas e dou uma risada breve. - Já sabe qual deles é o seu bebê senhor? – questiona uma enfermeira. - Sim sim, é este não é? – aponta para o último da última fileira e ela confirma : - Ele tem uma irmãzinha gêmea? Se sim é ele sim. O único gêmeo dessa noite aqui no hospital por enquanto – confirma me deixando aliviado. - Sabe onde a minha filha está? Eu queria ve-la se fosse possível – peço com um certo receio. - Venha comigo senhor - pede indo até o outro corredor e eu a sigo. Andamos mais um pouco e achamos uma sala como aquela só que com menos berços e estes eram diferentes dos outros, eu já consigo vê-la de longe, as lágrimas são inevitáveis pois era um serzinho tão frágil e ao mesmo tempo tão forte. Ela estava dormindo tranquila com um aparelho no rosto, não conseguia vê direito o seu rosto mas certeza ela era tão bela quanto a mãe. Me encosto no vidro para a observar de mais perto e vejo ela se mexer, olho preocupado para a enfermeira e ela diz : - Ela acordou senhor, não precisa se preocupar ela está bem, estamos só nos precavendo por que foi detectado um probleminha no coração dela... Tem casos na sua família? – questiona anotando algo em um papel. - Meu avó materno e a família dele inteira tem problemas desse tipo – enxugo as lágrimas – Mas ela vai ficar bem? Vai ter alguma sequela? – questiono nervoso. - Estamos investigando justamente isso senhor, fique tranquilo por favor. O senhor precisa estar forte para cuidar deles e da sua esposa – aconselha dando um sorriso. - Muito obrigada pelas informações, tenha um ótimo dia de trabalho ok? – olho uma última vez para minha princesinha e saio. Quando passo na sala do meu príncipe também dou uma última olhadinha nele e sigo para onde eu estava. Meu padrinho ainda dormia e eu me sento ao lado dele. Aviso a Ayla toda situação da Solhia e a mesma avisa que viria ao hospital em breve pois estava conversando com a dona da floricultura sobre as causas do acidente, eu também tinha isso para pensar por que não iria ficar impune, essa pessoa quase tirou a minha família de mim. - E então alguma notícia? – questiona meu padrinho ainda sonolento. - Eles estão bem mas em observação, o garoto está em um lugar e a minha menina em alguns aparelhos pois tem um probleminha no coração – explico um pouco nervoso – Por mais que me tranquilizem eu ainda tenho medo sabe? - Isso não vai se repetir meu garoto, são outros tempos com mais recursos e a sua esposa vai ser tão forte ou mais que a minha foi ok? – me dá um abraço forte e logo em seguida levanta – Fique aqui eu irei cuidar das coisas enquanto a sua família se recupera ok? Conto para sua mãe... - Não precisa padrinho. Logo estará nos jornais se não já estiver e ela saberá ok? Muito obrigado. - De nada até mais? Qualquer coisa me ligue por favor – ele se despede de mim e dá um tchau para Ayla que havia acabado de chegar e estava bastante nervosa. - O que aconteceu Ayla? – indago confuso e ela me mostra um vídeo no celular que me deixa totalmente paralisado. - A sua mãe tentou matar a minha amiga e nem sequer prestou socorro – grita revoltada e eu ainda estava assimilando o que eu vi. - O que você disse? – meu padrinho questiona tão incrédulo quanto eu. Apenas saio daquele hospital o mais rápido que conseguia, ouço meu padrinho pedir que eu o espere mais assim que entro no quarto só consigo pisar o mais fundo que eu conseguia no acelerador e ir diretamente até aquela mansão. Meu sangue estava fervilhando de uma maneira que eu conseguia o sentir passar quente pelas minhas veias, meu coração estava batendo tão rápido quanto quando eu conheci a Sophia pela primeira vez, eu estava cego pelo ódio e pela mágoa. - VAI ME MATAR TAMBÉM? – grito saltando em frente ao carro da minha mãe, consigo vê a sua expressão assustada por dentro do vidro. Dou um soco no capô do carro dela e fico com as mãos apoiadas nele por um tempo para respirar um pouco e ter fôlego para falar tudo que estava entalado em mim - Você é a mulher mais suja e desprezível que eu conheço e todo amor que eu sentia por você se transformou em ódio e nojo! Eu já te dei tudo que você mais queria e mesmo assim você foi lá tentar tirar a única pessoa que me fez sentir o sentimento chamado amor? Você quase conseguiu mas saiba que se tivesse conseguido mesmo eu preferia a morte que ter que conviver com você novamente Genevieve. A partir de hoje eu não sou mais seu filho – finalizo deixando o colar que carrego desde o meu nascimento, este que segundo ela era uma pequena materialização do amor que ela sentia por mim mas tendo em vista tudo que aconteceu esse amor pelo visto não existia.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD