Capítulo 11

1849 Words
SOPHIA Subo as escadas do shopping apressada pois eu estava nervosa com o grande dia chegando, nunca pensei que estaria comprando presentes para os meus filhos no Natal nem que isso me deixaria tão feliz. Após escolher todos os presentes compro algumas coisas para mim e também um presente para Pietro, vou até as escadas rolantes e pego uma para descer, logo uma mulher bate no meu ombro descendo apressada e eu só penso no risco dela cair pois era uma senhora. No mesmo momento que a escada vai finalizando o seu percurso a mulher acaba caindo, rapidamente eu chego próximo dela e afasto dali de perto pois a escada poderia puxa-la, ela estava com a mão no coração e gemendo de dor. Sinto as minhas mãos tremerem e quando a observo com mais calma vejo que era a Genevieve... No mesmo momento ela geme de dor com a mão no coração e desmaia aos meus pés, grito pedindo socorro até que um dos seguranças vem até mim e eu o conduzo até o meu carro onde ele a põe com cuidado. Sigo para o hospital mais próximo e ao dar entrada no local a cara dos médicos não era nada boa, respiro fundo e ligo para Pietro que demora a atender porém quando ele atende parecia nervoso — Oi amor. - Pietro a sua mãe passou m*l, muito m*l aos meus pés e eu a trouxe para o hospital... — Manda o endereço, estou indo para ir agora mesmo. — Tá bom. - Acompanhante da senhora Genevieve? - Sim sou eu... - Sinto lhe informar mas o estado dela é extremamente delicado pois uma das veias importantes do seu coração está atrofiando, iremos fazer a cirurgia mas pela idade avançada e outras condições tudo pode acontecer ok? Mas iremos fazer o possível para salvar ela. - Ok... – falo com a minha garganta seca. Depois da notícia fico sentada no banco paralisada com aquele diagnóstico esperando Pietro chegar. Provavelmente se eu não estivesse perto ela poderia ter morrido ali mesmo oi ter ocorrido algo pior com a mesma... Eu literalmente salvei a vida da mulher que quase me matou. Ela era a minha sogra porém a nossa relação não era tão amistosa, ela foi muito Rude e c***l comigo mas espero que após essa experiência ela mude - A minha mãe... Onde está a minha mãe? – questiona Pietro choroso. - Amor fica calmo, o médico disse que as próximas horas serão delicadas, ok? Só fica calmo – peço o abraçando e sinto as lágrimas dele molharem o meu ombro. Ainda que o rompimento deles tenha sido brusco sinto que ele ainda sente falta dela e se fosse eu sentiria também, afinal ela o criou e eles tem um forte vínculo. As próximas horas foram as mais demoradas e torturantes e Pietro estava bem inquieto com tudo que estava acontecendo. Até que o médico chega com um semblante indecifrável, antes que ele pergunte o médico diz : - A cirurgia foi um sucesso se ela continuar respondendo assim aos estímulos logo terá alta – aviso sorridente e Pietro respira o mais fundo que conseguia. Agradeço o médico e abraço Pietro e o beijo de leve para o acalmar. Algumas horas após o médico vem até nos avisar que Genevieve queria muito falar comigo, de início eu renego pois ela deveria falar apenas com o filho se tinha algo para fazer e não comigo mais acabo aceitando por pressão do próprio médico, após vestir a vestimenta recomendada eu adentro na sala e ela estava com um respirador no rosto, um pouco abatida, nem parecia aquela mulher que tentou me matar e me machucou de diversas formas possíveis. Assim que ela me vê a mesma começa e derramar lágrimas lentamente, sua boca estava trêmula mas com esforço ela a abre e diz vagarosamente palavras que fazem o meu coração apertar pois nunca imaginei ouvi-las ainda mais dela. - Me... Me perdoa – pede com todo esforço que tinha para falar. Não consigo conter o choro e ela chora juntamente comigo, as palavras simplesmente estavam trancadas na minha garganta e a angústia aumenta quando ela pega na minha mão e diz : - Eu sei que te fiz muito... Muito m*l, eu perdi o meu filho, me afastei dele pois estava cega pelo ciúmes... Você foi a força que o Pietro precisava para se livrar das minhas manipulações e eu estava brava com isso... Eu... Eu o queria para mim – confessa com dificuldade, ela tosse um pouco e logo em seguida retoma – Quando o pai do Pietro morreu eu fiquei sozinha e dediquei cada segundo da minha vida para ele, ele foi o meu chão e ve-lo tão forte e decidido em sair de perto de mim me fez ter medo... Eu mesma tirei o meu filho de mim, e isso dói – confessa desabando em lágrimas e eu acabo desabando mais ainda Embora os erros dela fossem gravíssimos ela só queria o filho por perto, e o Pietro sabia disso mas também não podia simplesmente ceder a ela e se anular como sempre fez - Para mim não faz mais sentido viver sem ter pelo menos o perdão do meu filho... É apenas isso... Que eu quero – fala de uma forma arrastada pois parecia cansada, o perdoo e saiu da sala indo até onde Pietro estava, chegando falo que sua mãe queria falar com ele, e ele foi e demorou cerca de vinte minutos e voltou com um sorriso grande no rosto e pelo jeito estava tudo bem entre ele e sua mãe. Pois era necessário esse perdão entre agente para que ambos ficassem em paz. E no final o Natal é sobre isso, perdão e recomeço. E foi exatamente o que aconteceu, ainda que de uma forma dolorosa, mas foi necessário. TEMPOS DEPOIS Finalmente, chegou o dia especial que nos uniu, e a cada ano essa data se torna mais alegre e significativa. Este ano não foi exceção, pois minha irmã de alma está expandindo sua família. Ela estava radiante durante a gravidez! Eu admirava sua barriga, até mais do que o próprio marido. Ao contrário da minha experiência, a gestação de Ayla tem sido serena, embora seu apetite permaneça igual. A expectativa e a alegria pairavam no ar, tornando este momento ainda mais especial. Os preparativos para receber o novo m****o da família se desenrolavam com entusiasmo, e cada detalhe refletia o amor que envolvia essa jornada. Enquanto testemunhava a serenidade da gravidez de Ayla, revivi memórias da minha própria experiência, percebendo como cada gestação é única. A vida pulsava dentro dela, uma promessa de novos sorrisos e noites inesquecíveis. — Mamãe, papai! – Lara exclama, correndo até nós. — O que foi, meu amor? – pergunto, confusa. — Tem uma senhora na sala com alguns presentes – ela avisa, deixando-me intrigada. Pietro vai até a sala e ao chegar lá, surpreendentemente, encontra Genevieve com quatro presentes e uma caixa que ela coloca no sofá. — Não precisa me expulsar, serei breve – afirma, colocando os presentes no chão. – Isto é seu, meu filho – Ela entrega a caixa para Pietro, que a abre imediatamente. – Esse aqui é para você Sophia. — Pra mim? Pergunto surpresa — Sim. — Eu pego o presente e agradeço e nessa hora meu filho Lucas chega até nós e fica do meu lado .— E Esses são para os meus netinhos... Tenham uma boa noite e uma ceia de Natal maravilhosa- deseja sorridente. Ao virar as costas para ir embora, eu a detenho: - Genevieve, fique conosco – peço, e ela me olha surpresa. - Isso mesmo, mãe, o Natal é para ser comemorado em família, então não vá embora – insiste Pietro, indo até ela, que fica emocionada. - Eu faço parte dessa família?- questiona, incrédula. - Apesar dos seus erros, sim. Eu e a Sophia a perdoamos, mãe, e se a senhora se arrependeu de verdade para está aqui, então a senhora sim é da família- confessa emocionado. Ele a abraça forte, e eu não consigo conter a emoção. Assim que ele a solta, Lara vem até ela e faz um carinho em sua mão. - Não chore, velhinha... - “Velhinha?” – questiona confusa, e eu morro de vergonha. - É a sua avó querida, ela é a minha mãe- explica Pietro, enquanto ela pondera por um momento. — Lucas, Lara, venham cá! Quero que conheçam alguém muito especial. Esta é a vovó Genevieve.— Lara, fala olhando curiosa para minha sogra Vovó? — Sim querida — Oi, vovó Genevieve!— fala Lucas Genevieve, emocionada, se agacha para ficar na altura das crianças. — Olá, meus amores. Como é bom finalmente conhecer vocês. Parecem tão espertos e lindos como o pai de vocês. — A vovó trouxe presentes?— Lara perguntou olhando os pacotes — Claro que sim! Estão aqui.- Aponta para os presentes ao seu lado e as crianças vão pegar e enquanto verem os presentes Lara fala curiosa. — Então é por sua culpa que eu tenho o coração sensível? – questiona fazendo a senhora rir. -Lara vamos para a sala de jantar? – interrompo a pegando no colo.— Mas minha sogra fala nos fazendo parar - É sim minha querida, é por minha culpa que você tem o coração sensível, mas você é jovem irá viver bem – confessa fazendo um carinho na minha filha. - Vou viver até ficar velha como você... – dou um aperto no ombro dela e Genevieve ri bastante. — Sim Lara, bem mais que isso. — ela fala e minha filha fica feliz Ayla, com sua barriga radiante, e seu marido Gabriel chegam em minha casa para a ceia do Natal e Pietro, levantou-se para cumprimentá-los: — Que bom que vocês chegaram! A ceia está pronta. — Vocês dois estão lindos! Como foi o dia?— falo abraçando Ayla — Foi maravilhoso. A barriga não me impede de aproveitar cada momento.— Ayla fala com um sorriso sacana em seu rosto, depois de falar com o marido dela Gabriel, ajudou Ayla a se sentar onde eles falaram com a mãe de Pietro e com as crianças. A família se acomoda ao redor da mesa, compartilhando risos e histórias. As conversas ecoam na sala de jantar, enquanto os aromas deliciosos da ceia natalina preenchem o ambiente. As crianças, animadas, mostram os presentes que receberam e pedem a Ayla para sentir os chutinhos do bebê. A alegria é palpável, e a união familiar durante essa ceia é comovente. Ao redor da mesa, trocam-se olhares de gratidão, reforçando o significado profundo desse momento. A ceia de Natal torna-se não apenas uma refeição, mas um ritual de conexão e amor, onde a presença de cada m****o da família é um presente inestimável. E, ao final, o Natal revelava seu verdadeiro propósito: o perdão e a oportunidade de um novo começo. Cada ano nos presenteia com uma nova chance, uma oportunidade de fazer diferente e corrigir nossos erros. Perdoar enquanto há tempo e recomeçar enquanto ainda podemos.
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