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Capítulo 9 – Hellen narrando A manhã tinha amanhecido turva, uma neblina insistente envolvia a cidade como se o céu soubesse do caos que girava dentro de mim. Eu estava no escritório, mas minha mente… longe dali. Muito longe. Pensava na noite anterior com Fumaça — ou Henrique, como ele havia me dito em voz baixa, entre um beijo e outro, como se fosse um segredo só nosso. Tentei ignorar a culpa, mas ela era insistente, cortava feito navalha. O pior de tudo era que eu sabia muito bem o que havia feito. Sabia que não podia ter ido até ele daquela maneira, na calada da noite, invadindo a penitenciária por uma entrada que não era protocolar, usando o nome da lei para encobrir um desejo que não era jurídico. Eu era advogada. Eu tinha regras, um nome a zelar — ou melhor, tinha, antes de Jonas a

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