O Início da História
Capítulo 001: O Início da História
PRÓLOGO
Eu voltei...
Eu realmente voltei. Isto é real. Não é um sonho.
Pai...
Mãe...
Gavin...
Andra...
Raffa...
Vocês estão bem diante de mim, comigo.
Meu Deus, como senti a falta deles durante todo esse tempo. Cheguei até a pensar em todos os tipos de maneiras para poder encontrá-los novamente...
Mas...
Onde eles estão?! Eu... não consigo sentir a presença deles...
Não!
Eu realmente não consigo sentir a presença deles...
Aquela sensação ainda está aqui... O vínculo de parceiros... ainda está aqui!
Isso significa que eu ainda tenho uma conexão com eles...
MINHAS ALMAS GÊMEAS...
Eles são reais. O meu retorno também é real!
Em algum momento, em algum lugar.
No meio de montanhas verdes, silenciosas e refrescantes, uma pequena família aproveitava o dia de folga às margens de um rio raso, cujas águas cristalinas cintilavam sob a luz do sol.
O vento carregava o aroma da terra úmida e das folhas de pinheiro, enquanto o suave murmúrio da água servia como uma música de fundo tranquilizadora.
Os quatro filhos corriam descalços, deixando os pés tocarem a água gelada, enquanto os pais se ocupavam dos preparativos simples, mas cheios de carinho.
— Mom, me dá isso! — exclamou Andra, aproximando-se da mãe, que tirava os ingredientes da caixa térmica. Sua voz carregava o entusiasmo típico do filho mais velho e responsável.
— Deixa que eu limpo.
A mãe sorriu. Seus olhos calorosos pousaram sobre o primogênito antes de lhe entregar um pacote de peixe fresco. Andra caminhou até a margem do rio, agachou-se e começou a limpar os peixes com cuidado.
— Olhem! Tem muitos camarões de água doce! — gritou Dira, animada. A caçula correu, apontando para trás de uma grande pedra no rio.
— Muitos? — Raffa virou-se na direção do pai, que montava a barraca. Os olhos do garoto brilharam imediatamente. — Eu também vou procurar!
O pai, que estava prendendo uma das hastes da barraca, parou por um instante e lançou um olhar ao filho, misturando um leve aborrecimento com muito mais carinho.
Nos últimos meses, eles haviam passado os dias afundados em pilhas de documentos do trabalho. Aquele era finalmente o dia que tinham conquistado para respirar aliviados.
— Raffa... — chamou o pai.
— Ajude o papai primeiro!
— Ah, Ayah, falta tão pouquinho... Quero procurar camarões. Dá até para fazer um lanchinho com eles... — resmungou Raffa, segurando a corda da barraca.
O pai soltou um suspiro e, em seguida, deu uma risada baixa. O lado romântico do pai sempre acabava derrotado pelo entusiasmo dos filhos.
— Okay, desta vez eu deixo você ir...
— Thanks, Ayah!
Raffa deu um pequeno salto e correu atrás de Dira, que já procurava camarões entre as pedras do rio.
Enquanto isso, perto da pilha de lenha, Gavin juntava alguns galhos e pedaços de bambu.
— Mom, acho que a lenha não vai ser suficiente. Vou buscar mais um pouco, tá? — disse, pesando alguns galhos leves nas mãos.
A mãe, que cozinhava sobre o fogo de lenha enquanto cantarolava baixinho, interrompeu o que fazia ao ouvir aquilo.
— Não vá muito longe, Gavin!
— Não, Mom. É logo ali. — respondeu Gavin, apontando para um pequeno bosque de bambus jovens. — Tem bambu ali. Pega fogo mais fácil, mesmo quando está úmido.
— Okay, mas tome cuidado!
— Pode deixar, Mom!
Gavin correu na direção que havia indicado, com passos firmes.
A família interagia alegremente.
As brincadeiras e as risadas se misturavam aos sons da natureza.
Tudo parecia tranquilo e acolhedor, como um pequeno mundo perfeito.
Até que aquele som destruiu tudo.
Um grito.
Um grito dilacerante que fez o tempo parecer parar.
— ARGH... KAKAK!
A voz ecoou estridente, tomada pelo pânico, reverberando entre os paredões de pedra.
Todos se viraram ao mesmo tempo.
Anindira.
Seu pequeno corpo balançava na superfície da água.
Suas mãozinhas se agitavam desesperadamente, tentando encontrar algum apoio, mas agarravam apenas o vazio.
Sua boca se abria para gritar, mas o grito era interrompido repetidas vezes pela água que ela engolia.
— AKH... BLR... URRPP...
O som de seu corpo afundando e voltando à superfície era doloroso de ouvir, como se a própria água a estivesse estrangulando.
— O que você está aprontando, Dir? — perguntou a mãe com um sorriso divertido, sem desconfiar de absolutamente nada. Suas mãos continuavam mexendo a panela, enquanto o aroma dos temperos se misturava ao ar fresco das montanhas.
Anindira parecia gritar, seu corpo sendo parcialmente erguido e arrastado pela correnteza, a boca abrindo e fechando em busca de ar. Mas, vista de longe, seus movimentos pareciam... uma brincadeira.
— Ela só está fazendo arte, Mom... — respondeu Raffa do meio do rio, com a voz despreocupada, continuando a procurar camarões enquanto ria baixinho. Ele nem chegou a olhar direito, apenas lançou um rápido olhar, convencido de que era mais uma travessura da irmã caçula, moleca e sempre pronta para provocar os irmãos mais velhos.
— Ela é impossível mesmo! — exclamou Andra, balançando a cabeça. Suas mãos continuavam ocupadas limpando as escamas dos peixes. Comentou sem sequer perceber o verdadeiro estado da irmã.
Nenhum deles percebeu que Anindira não estava brincando.
Ela estava sendo puxada com força por alguma coisa invisível.
Sua pequena mão continuava estendida, enquanto as unhas arranhavam desesperadamente a superfície da água, tentando encontrar um apoio que simplesmente não existia.
O rio era raso... muito raso.
A correnteza era calma, fraca — m*l havia ondulações.
Não havia motivo para entrar em pânico, nem razão para desconfiar.
Todos sabiam que Anindira não sabia nadar, mas, para eles, aquele rio era apenas um lugar seguro para brincar na água.
A caçula moleca, que nunca demonstrava medo de nada... certamente não podia estar em perigo.
— Dira!!!
A voz rasgou o ar.
Gavin.
O irmão gêmeo de Anindira.
Os olhos de Gavin se arregalaram, como se algo dentro dele — algo que apenas gêmeos compartilhassem — atravessasse seu coração com violência.
Aquela conexão... aquele alarme... somente ele foi capaz de senti-lo.
— Salvem a Dira! Ela está em perigo! — gritou Gavin com todas as suas forças.
Não havia riso, nem brincadeira. Sua voz se partiu, tomada pelo medo.
Ele correu, cortando a água e espalhando pequenos respingos. Seu corpo disparou como uma flecha, a respiração ofegante, o rosto completamente pálido.
Sua família permaneceu imóvel por uma fração de segundo, surpresa ao ouvir tamanho desespero vindo do garoto que normalmente era tão calmo.
Então, como se a razão só tivesse chegado um instante depois, todos despertaram ao mesmo tempo.
A mãe deixou cair a colher de madeira que segurava.
O pai largou o martelo da barraca.
Andra deixou o peixe escapar de suas mãos.
Raffa abandonou os camarões que perseguia.
Todos correram ao mesmo tempo, seguindo Gavin, que avançava como se a própria morte o perseguisse.
A água, que até então parecia tranquila, agora soava assustadora.
E os gritos de Anindira — que antes todos haviam confundido com uma brincadeira — de repente se tornaram reais.
Reais... e aterrorizantes.
A luz do sol, que durante toda a tarde brilhara intensamente, começou a enfraquecer.
O céu mudou lentamente de cor, do azul intenso para um alaranjado opaco, como se a própria natureza estivesse de luto.
Atrás da cadeia de montanhas, o sol desaparecia pouco a pouco, enquanto o brilho pálido da lua cheia começava a surgir.
Mas aquela bela noite parecia uma c***l zombaria.
Os gritos, os passos apressados e o barulho da água sendo remexida deram lugar à movimentação frenética das equipes de resgate.
A polícia.
A equipe de busca e salvamento.
Os moradores da região.
Todos haviam sido mobilizados.
Botes infláveis percorriam o estreito rio raso, cães farejadores latiam inquietos e potentes refletores varriam as pedras sem descanso.
Mas de que adiantava?
O rio era... raso.
Raso demais para engolir uma pessoa.
Mesmo assim, Anindira desapareceu.
Desapareceu sem deixar vestígios.
Como se tivesse sido puxada pelo próprio ar.
Como se tivesse sido arrancada deste mundo.
A família de Anindira permanecia à margem do rio, os corpos rígidos, as roupas ainda encharcadas de água e suor.
Eles testemunharam tudo.
Eles estavam ali.
Viram a caçula estender a mão, gritar e afundar... sem motivo algum, sem que houvesse qualquer coisa visível.
E, ainda assim...
Era impossível acreditar.
— Como isso é possível... — murmurava a mãe, sufocada pelas próprias palavras, repetidas vezes, como se tentasse convencer a si mesma. Mas sua voz estava vazia.
O pai permanecia imóvel, olhando fixamente para a superfície da água, agora tão serena, como se jamais tivesse levado sua filha poucas horas antes.
Gavin estava sentado no chão, tremendo, com as duas mãos cobrindo o rosto.
Raffa andava de um lado para o outro, respirando com dificuldade, incapaz de desviar os olhos daquele mesmo rio.
Andra gritava o nome da irmã repetidas vezes, até sua voz ficar rouca, até que os moradores precisaram segurá-lo para impedir que ele mergulhasse novamente.
Diante dos olhos de todos...
A única filha...
A menina que, há poucas horas, ria, chamava por eles e reclamava que queria encontrar mais camarões...
Simplesmente desapareceu.
Sem deixar rastros.
Sem qualquer aviso.
Sem qualquer explicação.
Deixando para trás centenas de perguntas que atravessavam seus corações como lâminas.
Perguntas que talvez jamais encontrassem uma resposta.
Ninguém sabia até quando.
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Nota Cultural: Ayah é uma forma de tratamento em indonésio usada para se referir ao pai (father). Na Indonésia, existem diversas formas de chamar um pai, dependendo da região, da cultura familiar e dos costumes de cada família. Neste romance, a família de Anindira utiliza Ayah como a forma de tratamento escolhida entre eles.
Aviso de Tradução
Este romance foi escrito originalmente em indonésio.
Não sou falante nativo nem escritor profissional em português (ou em qualquer outro idioma para o qual esta obra seja traduzida). Para tornar esta história acessível aos leitores internacionais, utilizo inteligência artificial como apoio durante todo o processo de tradução.
No entanto, cada tradução é cuidadosamente revisada e refinada por mim. Esforço-me para preservar o significado original, as emoções, os personagens, a identidade cultural e o estilo narrativo, ao mesmo tempo em que busco fazer com que o texto soe o mais natural possível.
Se você encontrar alguma expressão pouco natural ou algum problema de tradução, agradeço sinceramente sua compreensão e fico grato por qualquer comentário construtivo. Meu objetivo é continuar aprimorando a experiência de leitura sem comprometer a essência da obra original.
Obrigado por ler e apoiar o meu trabalho.
— BIUL