[Hall Endres] A água levava embora o sangue, mas não rápido o suficiente. Enquanto eu tentava, desesperado, fazer com que o sangue desgrudasse dos meus dedos e do azulejo da pia, os passos foram se aproximando do banheiro. E eu soube que estava ferrado. Não era Diego, era alguém procurando por ele, alguém que tinha a permissão de aparecer aqui quando bem entendesse. Consegui desligar a torneira no mesmo segundo em que ouvi a maçaneta girar e depois, retornar ao lugar, o barulho da fechadura impedindo que as dobradiças trabalhassem de forma correta. — Diego? Abre isso. O que está acontecendo? Era uma voz extremamente preocupada que me dava nos nervos. Acabo ficando quieto no banheiro, não ousei me move ou respirar tão forte, parecia um jogo e a qualquer movimento, o menor deles, e

