CAPÍTULO 55 Talvez amar sempre signifique sobreviver… mesmo quando tudo em nós já morreu uma vez. Helena Ramos Foi quando Arthur disse o nome. Jean-Luc Moreau. E depois… irmão do Charles. Na mesma hora, o chá esquentou em minhas mãos frias. A xícara continuou ali, intacta, mas os dedos… pareciam não me pertencer mais. Eu dancei com esse monstro. Ele me deu rosas. Eu acariciei, cheirei… Sorri. As imagens se embaralharam. A dança no restaurante do hotel. A entrega das flores no jantar. A risada baixa dele. Os olhos… Aquele olhar agora faz sentido. Eu o conhecia. Porque ele era metade do que eu mais amei. Ele era sangue do meu Charles. Tentei erguer os olhos, mas o mundo girava. As vozes ao redor ecoavam distantes, abafadas. Arthur contava… falava da inveja, da obsessão. E

