CAPÍTULO 52 Quando o solo cede... antes mesmo da fundação ser lançada. Após o café da manhã, Helena voltou para o chalé com o coração ainda leve. Vestia o colar de esmeraldas e o sol tocava sua pele com carinho. Deitou-se na rede da varanda, o corpo balançando suavemente, os olhos fechados, os pensamentos vagando entre as lembranças da noite com Arthur e os sonhos da casa que estava prestes a construir. O celular vibrou sobre a mesinha de madeira ao lado. Ela esticou a mão sem pressa, atendeu sorrindo: — Alô? Do outro lado, a voz de uma mulher — educada, firme, protocolar. — Senhora Helena Ramos Lemoine? — Sim, sou eu. — Aqui é da Prefeitura de Gonçalves. E precisamos que a senhora compareça o mais rápido possível. — Aconteceu alguma coisa? — perguntou Helena, se ajeitando na red

