CAPÍTULO 49 Ela não era qualquer uma — e Jean-Luc sabia disso melhor que ninguém. O sol nem havia subido por completo quando Jean-Luc recebeu a mensagem: “Reunião no escritório. Assunto: escavação.” Ele já esperava. Estava sentado atrás da mesa de mármore n***o, terno impecável, olhar afiado, quando os homens entraram sem bater. O primeiro a cruzar a porta foi o governador de Minas Gerais — um homem de meia-idade, terno bege, sorriso cínico e barriga de quem se sentia intocável. Atrás dele, o prefeito de Gonçalves, menor, ansioso, suando sob o paletó. E por fim, três homens sem uniforme, mas com a arrogância tatuada na pele: os milicianos. Jean-Luc se levantou devagar, sem estender a mão. — Que pressa é essa? — perguntou, seco. O governador foi direto: — Queremos a escavação retom

