CAPÍTULO 20 Quando o corpo fala o que a boca ainda não sabe dizer E se eu nomear isso e for amor? E se eu não souber cuidar? A resposta dela veio rasgada. Crua. Inteira. — ENTÃO VAI, ARTHUR! Se tranca. Não sente. Não aprende. Não se abre. Mas não me faz sentir mais isso! Não me faz sentir ausência com alguém dentro do mesmo cômodo! Ela desabou. As mãos no rosto, o choro vindo de um lugar que eu nem sabia onde ficava. Eu não sabia o que fazer. Me sentei ao lado dela, devagar, como quem se aproxima de algo precioso. — Helena… me ensina? Ela levantou os olhos. Havia água neles. E uma centelha. Me aproximei mais. Passei a palma da mão no rosto dela, secando as lágrimas. — Eu tenho medo de nomear o que eu sinto e errar… por não saber. Mas uma coisa eu sei, Helena… Eu quer

