CAPÍTULO 18 O que eu descubro... ela não pode saber Arthur Delgado Depois do banho, ainda em silêncio, a gente se vestiu. O corpo dela ainda guardava meu toque. O meu... ainda guardava o dela. Mas o ambiente já tinha mudado. Não era mais desejo. Era tensão. Era... pausa. Ela amarrou os cabelos e, enquanto calçava as sandálias no corredor lateral, olhou por cima do ombro: — Tô com fome... vou preparar um café pra gente, tá? — Tá ótimo — respondi, colocando o relógio no pulso. Ela desceu a escada devagar. A casa era ampla, com janelas altas, um ar de aconchego que combinava com o estilo dela — funcional, acolhedor, silencioso. Segui até o andar de baixo. Parei no mezanino, vi a cozinha parcialmente visível e perguntei, com calma: — Helena, você consegue me passar os docume

