CAPÍTULO 33 Quando um estranho carrega o cheiro do passado… e a intenção de um futuro que ela não pediu. HELENA… Entrei no quarto com o buquê enorme de rosas vermelhas nos braços. O cheiro doce e forte me envolveu. Aquele tipo de aroma que invade… e permanece. Dei dois passos pra dentro e larguei a bolsa sobre o balcão, ainda com aquele sorriso bobo… meio confusa… meio… mexida. Foi quando ouvi a porta se abrindo atrás de mim. Arthur entrou. Parou no meio do quarto. O olhar dele… uma mistura de incredulidade e cansaço. Ele me olhou de cima a baixo. O vestido preto. O salto. O coque despretensioso. O batom. — Helena… — ele disse, com a voz baixa, travada. — Você tá… chegando? Ou… saindo? Sorri, querendo amenizar. — Chegando. — Do bar? — ele perguntou, a voz mais seca. —

