O GOSTO DO QUE NUNCA TIVE

1894 Words

CAPÍTULO 14 Beijei. E entendi por que ninguém nunca me bastou. — Helena, por que você quer morar aí? A pergunta saiu mais baixa do que Arthur esperava. Eles estavam ali, lado a lado, no banco largo da sala de leitura. O vinho já descia devagar, o corpo aquecido por algo que não era só álcool. — Não tem nada em volta. Não acha que pode ser perigoso morar sozinha num lugar assim? — Ele hesitou. — Ou… — baixou o olhar — vai morar com um namorado? Desculpa a intromissão. Helena riu com doçura, balançando a cabeça. — Ah, Arthur… não me julga, tá? Por eu me abrir assim. — Fique à vontade. Sua conversa… sua companhia… é muito agradável. Ela girou a taça na mão, pensativa. — Eu acho que desisti, sabe? Diferente de você, eu sinto demais. Às vezes, eu queria ser como você. Ele virou o ros

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